🚨FAMOSOS: MC Cabelinho lança novo álbum e internautas apontam suposta indireta para Bella Campos, sua ex-namorada.
- “Quem me dera, se por um momento, aquela que eu amei pudesse ao menos me escutar… Baby eu não tenho pretensão nenhuma de volta, mas você entendeu tudo errado..”
Hoje bateu uma saudade de você irmão, chega eu choro em lembrar o quanto você se esforço pro meu corre acontecer, e hoje ele é tangível… te amo obrigado por tudo saudades 1000, eterno no meu coração e pensamento! Descanse no paraíso.
@informeagorarj Parem de fazer montagem com a foto do menor, geral que mora na comunidade tá ligado que o mlk jogava bola e não era bandido, vcs são tudo filho da puta!
🚨ATENÇÃO: Um sargento da PM, que atirou e matou um motociclista de aplicativo após ser cobrado por R$ 7 em Camaragibe (PE), foi perseguido e espancado por populares.
Carta Aberta de Adriano Leite Ribeiro, Adriano Imperador, ao portal @TPTBrasil.
- A morte do meu pai mudou a minha vida pra sempre. Até hoje é um assunto que ainda não consegui resolver. E pra tu ver como são as coisas, a merda toda começou aqui, na comunidade que eu considero tanto.
A Vila Cruzeiro não é o melhor lugar do mundo. Muito pelo contrário.
É perigoso pra caramba. A vida é dura. As pessoas sofrem. Muitos amigos precisam seguir outros caminhos. Olha pro lado que tu percebe. Se eu for parar pra contar todos os conhecidos que já se foram, a gente vai ficar aqui falando por dias e dias… Que papai do céu os abençoe. Pode perguntar pra qualquer um aqui. Quem tem a oportunidade acaba indo morar em outro lugar.
Nada a ver com a confusão. A bala entrou pela testa e ficou alojada na nuca dele. Os médicos não tinham como remover. Depois disso, a vida da minha família nunca mais foi a mesma. Meu pai passou a ter convulsões frequentes.
Tu já viu uma pessoa sofrendo um ataque epiléptico na tua frente? Ah, então não queira ver, negão.
É assustador.
Eu tinha 10 anos quando meu pai foi baleado. Cresci convivendo com as crises dele. O Mirinho nunca mais conseguiu trabalhar. A responsabilidade de sustentar a casa caiu toda nas costas da minha mãe. E o que ela fez? Se virou. Contou com a ajuda dos vizinhos. A família representou. Aqui todo mundo vive com pouco. Ninguém tem nada sobrando. E mesmo assim, minha mãe não ficou sozinha. Sempre tinha alguém dando uma força pra ela.
Um vizinho apareceu com uma caixa grande de ovos, certo dia, e falou: “Rosilda, vende para levantar um trocado. Assim você consegue comprar um lanche para o Adriano”. Só que ela não tinha dinheiro para pagar o vizinho. “Não se preocupa, irmã. Vende os ovos e depois você me paga.” Era assim, cara. Te juro.
Outro vizinho arrumou um bujão de gás pra ela. “Rosilda, vende esse aqui. Metade é seu, metade é meu.” E lá ia a minha mãe tentar descolar mais um trocado trabalhando duro todo dia. Meu pai ficava em casa. E minha mãe correndo por dois, enquanto minha avó me levava para os treinos.
Uma das minhas tias conseguiu um trampo fichada e que dava tíquete-refeição. Ela entregava os papeizinhos para a minha mãe. “Rosilda, é pouco, mas dá para pelo menos comprar um biscoito pro Adriano.”
Sem essas pessoas eu não seria nada.
📷: Sam Robles/The Players' Tribune