Em 2025, perdi uma aposta no Flamengo x Palmeiras no menos de 4,5 gols. Na quarta seguinte, fui ao Maracanã e o Flamengo ganhou na Libertadores. Hoje aconteceu de novo. Quarta-feira estarei no Maracanã pela Libertadores. Se o roteiro se repetir, já sabem.
- Vence o Mirassol amanhã e garante os 3 pontos
- Elenco fica com a confiança lá em cima pro jogo de volta da Libertadores
- Classificação protocolar no Maracanã Quarta-feira
dei minha toca da raça a um menor que tava de farda raça aqui no mineirão, mlq além de cantar tudo, na hora do gol de empate chorou muito. Final do jogo pai dele falou que era aniversário dele e em vez de festa ele pediu para ir ao jogo.
Nunca será só futebol
🚨 | Mãe de jogador DETONA XERÉM E EXPÕE COVARDIA: Fábrica de talentos virou criadouro de silêncios
Kauã Velon teria sido "QUEIMADO" PELO PRÓPRIO FLUMINENSE após pai se recusar a renovar com empresário
“Quem cala consente”? A máxima se mostra uma falácia, sobretudo no Fluminense. No clube onde a transparência parece artigo de luxo, visualizar movimentações estranhas, diferentes e/ou inexplicáveis pode ser a diferença entre uma boa ou má relação com quem gere a instituição. Neste ponto, a quietude muitas vezes reflete apenas exaustão, medo, prudência ou o desejo de evitar conflitos estéreis, e não concordância. Mas tudo tem limite. E o da empresária Michelle Velon, mãe do atacante do sub-20 do Tricolor, Kauã Velon, acabou na última sexta-feira.
Em postagem nos stories do Instagram, ela desabafou contra aquilo que entende estar errado no Tricolor, especialmente no sub-20 e no tratamento de alguns dirigentes com as joias de Xerém. Michelle falou o que muitos pais de atletas, por medo de represálias, não têm coragem de dizer publicamente. Em uma sequência de oito vídeos (ver anexo 1), questionou os critérios utilizados na base, denunciou atletas treinando separadamente sem motivo e afirmou que o filho estaria sendo prejudicado por questões que extrapolariam o futebol.
- É uma covardia tão grande pegar um menino, botar ele com mais cinco, seis, separados de um grupo, sem treinar - disse visivelmente decepcionada.
Sua reclamação, neste sentido, se dá porque jogadores afastados, sem motivo aparente em diversos casos, fazem atividades físicas separadas e ficam sem a sequência necessária para adquirir ritmo. A empresária afirmou que pais e ex-funcionários têm medo de falar sobre o que acontece em Xerém.
As críticas surgiram quando Michelle relacionou a situação do filho a problemas pessoais do diretor-geral, Mário Bittencourt, com o pai de Kauã, o também empresário Humberto Velon. O estopim teria sido a não renovação de um vínculo com uma empresa bastante conhecida em Xerém. Um dos pilares do ex-presidente tricolor na base, Antônio Garcia, que vem tendo avaliações bastante negativas sobre seu trabalho e condução das categorias inferiores junto com o vice-mandatário da pasta, Rui Resinger, virou uma espécie de "carrasco" neste caso. Em sintonia com o futebol profissional, as decisões mais sensíveis, mesmo que não tenham explicações plausíveis, passam por eles até aportar no topo do clube.
Kauã chegou ao Fluminense em janeiro de 2022, depois de deixar o Vasco. Antes disso, havia sido campeão mundial sub-13 pelo clube cruz-maltino, derrotando o Paris Saint-Germain na final. Naquela geração, se destacava ao lado de Rayan (ver anexo 2), que posteriormente ganhou projeção no futebol profissional e chegou à última Copa do Mundo. Seu caminho poderia ter sido parecido, mas ele não obteve oportunidades suficientes no Tricolor.
Sem atuar desde abril, ele, curiosamente, nas duas últimas oportunidades em que esteve em campo, deixou sua marca: fez um gol e deu uma assistência. Contra o Olaria, entrou faltando aproximadamente cinco minutos. Diante da Portuguesa, atuou os 90 minutos (ver anexo 3). Ao dar entrevista, falou sobre não ter sido aproveitado no ano anterior e recebeu puxão de orelha pela declaração, nos bastidores. Depois disso, desapareceu das escalações. Há ainda outro episódio que ajuda a entender a revolta da família.
O Portimonense (POR) procurou o Fluminense para buscar informações sobre o jogador, que tem contrato até o fim da temporada. Segundo apuração, pessoas ligadas ao clube teriam feito referências negativas sobre Kauã aos portugueses. A informação chegou à família e provocou indignação.
É importante deixar claro: não há, até aqui, documento que permita afirmar que o Fluminense deliberadamente “queimou” o jogador. O que foi apurado é que a família recebeu essa informação após a consulta do clube português. O contexto, porém, gera uma dúvida ainda mais complexa: se Kauã é um ativo do Fluminense, por que alguém ligado ao clube trabalharia para diminuir seu valor no mercado?
Os Velon apoiaram Mário Bittencourt em eleições anteriores. Humberto mantinha proximidade com o grupo político que comanda o clube. Contudo, ao pedir o distrato com a Timmo, empresa capitaneada por Marcel Gianecchini, que foi diretor da base na gestão Peter Siemsen e, supostamente, indicada pelo diretor-geral Mário Bittencourt, tudo mudou. A empresa aceitou os argumentos do pai, enquanto o ex-presidente do clube, aparentemente, não.
Nos bastidores, Mário supostamente dizia que a Timmo era uma agência de sua confiança e teria indicado a renovação à família Velon, que se recusou. O Fluminense, por sua vez, poderia dissipar facilmente as dúvidas explicando quais são os critérios esportivos que justificam o atual tratamento dado ao jogador. Entretanto, a assessoria de comunicação do clube foi procurada e não respondeu a nenhum questionamento sobre o caso até o fechamento desta reportagem.
A mãe de Kauã Velon também questionou a escolha dos atletas que avançam dentro da estrutura da base.
- Sobe quem eles querem, as cartas marcadas deles. Só que tem uns que eles não têm como segurar porque os meninos são bons - destacou.
A declaração encontra eco em uma série de questionamentos recentes sobre as categorias inferiores do Fluminense. Para entender melhor, o sub-20 terminou o Campeonato Brasileiro na 15ª colocação, apenas duas posições acima da zona de rebaixamento, e foi eliminado na primeira fase. É a sexta temporada consecutiva sem alcançar o mata-mata da principal competição nacional da categoria. A mediocridade virou um padrão no último estágio antes dos profissionais.
Engana-se, no entanto, quem pensa que a situação de Kauã Velon é isolada. Os jovens Artur Vinicius, Enzo Munerato, João Lourenço, Kauã Sousa, Kelwin Souza, Luis Felipe e Pedro Costa estão entre os atletas que foram rifados ou simplesmente ignorados sem uma justificativa técnica ou disciplinar dada pela direção de Xerém.
Ou seja, o problema da base tricolor não está apenas nos resultados do sub-20. Está na dificuldade de transformar talento em oportunidade. Na perda de profissionais importantes. Na ausência de critérios transparentes. E na sensação, relatada por pessoas ligadas à Xerém, com passagens importantes como o ídolo Duílio, de que a meritocracia deixou de ser o parâmetro para determinar quem avança.
O Fluminense continua captando bons jogadores. Continua tendo estrutura. Continua carregando uma das marcas mais respeitadas do futebol brasileiro quando o assunto é formação. Porém, algo está errado no caminho entre descobrir o talento e entregá-lo ao futebol profissional. Escaneado, Kauã deixará o clube até o fim do ano, quando encerra o seu vínculo, sem poder escrever a história que gostaria no clube do coração, apesar de colecionar bons momentos em sua passagem (ver anexo 4).
E mesmo que Kauã Velon simplesmente não fosse bom o suficiente para jogar no Fluminense, isso faz parte do futebol. Mas a questão é justamente a oposta: o garoto deixar de jogar por razões que não tenham relação com o futebol. Se a decisão é técnica, que o clube explique; se o jogador não faz parte dos planos, que diga; se existem critérios, que sejam apresentados.
É fundamental reiterar que Xerém pertence ao Fluminense, não a uma pessoa ou a um grupo político. Quando a mãe de um jogador rompe anos de silêncio para denunciar que o filho estaria sendo prejudicado, enquanto outros pais preferem não falar e o sub-20 acumula seis eliminações consecutivas na primeira fase, já não basta pedir confiança.
Quando um clube constrói sua identidade sobre a formação de jovens, o problema deixa de ser apenas o destino de um jogador. Passa a ser a diferença entre formar talentos e controlar caminhos; entre administrar uma categoria de base e administrar a mudez de quem depende dela. E, talvez, a pergunta mais incômoda seja justamente esta: se Xerém é patrimônio do Fluminense, por que tantas pessoas parecem ter medo de dizer o que acontece lá dentro?
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