Acompanho com esperança as notícias de que o presidente Lula prepara uma Medida Provisória para proibir o jogo online.
Há anos, o Brasil e o povo brasileiro sangram e choram em troca do enriquecimento das casas de apostas e dos caça-níqueis online.
Graças à liberação do jogo no governo Temer, à inércia de 4 anos do governo Bolsonaro e à regulamentação insuficiente promovida pelo Congresso em 2023, essa indústria do sofrimento está tomando de assalto os lares, os salários, as aposentadorias, a juventude, a saúde mental e as VIDAS brasileiras.
Há crianças sem comer enquanto pais apostam.
Há pessoas tirando a própria vida por dívidas.
O povo brasileiro está gastando 3 vezes mais em bets do que em presentes de Natal.
Os jogos tiram 62 bilhões de reais da economia brasileira por ano.
A proibição quase nunca é a solução mais inteligente para um vício.
Mas o dano que as bets conseguiram causar ao país e às famílias é incomparável.
Tirar alguém das bets pode ser mais difícil do que tirar alguém do crack.
Jogo é vício, disponível 24 horas por dia na tela do celular, com propaganda na TV e patrocínio nas camisas dos maiores clubes.
Associar a aposta ao ato de torcer por um time do coração causou um problema sem precedentes para o nosso país.
Sim, o futebol brasileiro terá uma dificuldade momentânea com o fim das bets. Mas existem outros patrocinadores.
Eu prefiro a dificuldade momentânea de todos os clubes deste país do que mais vidas sendo perdida para o jogo.
Gente, vocês têm noção de que a Cacau Protásio, que fez história em Avenida Brasil com um personagem extremamente cativante e participou dos dois maiores plots da novela, não foi convidada para Avenida Brasil 2, e o Juliano Cazarré, com aquele personagem ridículo do Adalto, foi?
Sinceramente, acho isso muito grave.