Conscientização importante sobre a hanseníase.
"Durante décadas, os nervos sofreram em silêncio. Este é o caso de um homem do interior de Minas Gerais que passou por médicos de várias cidades em busca de uma resposta. Durante muitos anos conviveu com inúmeros sintomas de neuropatia: dor intensa, formigamentos, dormências e outras alterações neurológicas que comprometiam sua qualidade de vida. Além disso, apresentava muitas manchas na pele, áreas de ressecamento focal e alopecia focal, sinais que mereciam uma investigação cuidadosa."
"A resposta só veio há cerca de um ano, quando realizou o teste rápido para hanseníase, que foi positivo, contribuindo para aumentar a suspeita clínica. A partir de uma avaliação detalhada, o diagnóstico foi confirmado e o tratamento foi iniciado."
"Hoje ele está no último mês da poliquimioterapia, mas ainda convive com dor intensa. E isso acontece porque a hanseníase não é apenas uma doença da pele. Ela pode provocar lesão dos nervos periféricos, e quanto maior o tempo até o diagnóstico, maior a chance de sequelas neurológicas permanentes."
"Esse caso nos lembra de uma mensagem muito importante: diagnóstico precoce faz toda a diferença. Quando a hanseníase é reconhecida nos estágios iniciais, é possível iniciar o tratamento antes que o dano neural se torne irreversível, reduzindo o risco de incapacidade física, dor neuropática crônica e perda de função."
"A hanseníase tem tratamento e cura. O maior inimigo continua sendo o diagnóstico tardio. Se você ou alguém próximo apresenta manchas na pele associadas a alteração de sensibilidade, formigamentos, dormências, choques, queimação ou outros sintomas de neuropatia, procure uma avaliação médica criteriosa."
"Em muitos casos, investigar precocemente pode mudar completamente a evolução da doença."
- Dr. Fred Bernardes Filho CREMESP 129727 | Dermatologista (RQE 53117) Especialista em hanseníase (RQE 531171) Doutor em Clínica Médica pela FMRP-USP
🔸️A hanseníase é uma doença causada principalmente pela bactéria Mycobacterium leprae (bacilo de Hansen) - e menos comumente pela espécie Mycobacterium lepromatosis (descrita mais recentemente).
🔸️A maior parte da população (cerca de 90%) tem imunidade natural contra a doença e não a desenvolverá, mesmo entrando em contato com a bactéria da hanseníase.
🔸️A transmissão se dá por meio de convivência muito próxima e prolongada com alguém infectado, que não esteja em tratamento e que possui a forma transmissora da doença, chamada multibacilar. A bactéria é transmitida por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz. Tocar a pele do paciente não transmite hanseníase.
🔹️ Referências:
- Grijsen et al. (2024). Pinheiro, R.O. et al. Leprosy. Nature Reviews Disease Primers 10, 90.
- Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
- Organização Mundial de Saúde (OMS).
📹: Dr. Fred Bernardes Filho
@Mothematiks Como assim pessoas conseguem romantizar a obesidade a ponto de dizer que isso era o que Deus pretendia pra mulher! SENHOR, quanta burrice!