Na esteira da mais recente encruzilhada em que se encontra o Campeonato Brasileiro de 2026, sobre adiar ou não os jogos da 18ª rodada das equipes que tiveram um número significativo de jogadores convocados para a Copa do Mundo FIFA, é preciso refletir: onde estamos errando e como iremos solucionar esses problemas?
Neste caso, o erro está muito claro. Numa competição de pontos corridos, em que todas as rodadas têm o mesmo peso na definição do campeão, não há isonomia nem paridade de forças quando uma equipe é obrigada a entrar em campo sem diversos jogadores, como é o caso de Flamengo e Palmeiras, exclusivamente porque estes atletas foram cedidos às suas seleções nacionais (quatro para o Brasil).
É preciso reconhecer os avanços da atual gestão da Confederação Brasileira de Futebol, que entre outras coisas buscou otimizar e ajustar o calendário para sanar problemas históricos, assim como a importância da Copa do Mundo para a CBF e para o país. Mas é justamente aí que reside o dilema. Quando a mesma entidade é responsável pela Seleção Brasileira e pelo principal campeonato nacional, alguém acaba prejudicado nesse conflito de interesses. Neste caso, novamente os maiores prejudicados são os clubes. Um contraste neste cenário é a UEFA, que defendeu seus filiados, a sua competição e conseguiu, junto à FIFA, liberação para que a final da Liga dos Campeões da Europa conte com seus astros em campo.
Quando equipes são obrigadas a jogar sem seus principais jogadores em razão de convocações, quem perde, acima de tudo, é o torcedor. Tanto o que paga ingresso quanto o que acompanha as transmissões. A qualidade do espetáculo fica comprometida, a integridade competitiva é afetada e o produto se desvaloriza, além de criar uma lógica inversa: as equipes que mais investem são justamente as mais penalizadas.
No passado, soluções paliativas da CBF buscaram amenizar esse problema recorrente, como a impossibilidade de uma equipe atuar caso cinco de seus jogadores fossem convocados. Outro exemplo ocorre atualmente, quando o Brasileirão realmente para durante Datas FIFA, mas retorna apenas dois dias depois. O Flamengo já precisou fretar aeronaves para trazer atletas que atuaram numa terça-feira à noite em outro continente e entraram em campo menos de 48 horas depois.
Essas medidas paliativas já não acompanham a realidade do futebol brasileiro. Enquanto os investimentos dos clubes aumentam, equipes brasileiras conseguem repatriar jogadores ainda no auge da forma física, manter talentos por mais tempo, estruturar departamentos multidisciplinares com profissionais de ponta e investir cada vez mais em Centros de Treinamento e infraestrutura. O futebol brasileiro evoluiu, e a gestão de suas competições precisa evoluir junto.
É mais do que urgente a criação de uma liga organizada no Brasil. A CBF é importante neste processo e deve participar ativamente dessa construção, mas entendendo que este é um movimento liderado pelas agremiações. Não há soluções fáceis para problemas complexos, mas o futuro passa por uma mudança de rota inadiável: o Campeonato Brasileiro precisa ser pensado e conduzido sob a ótica dos clubes, de seus atletas, de seus torcedores e de seus investidores e no fortalecimento do próprio produto.
Recordista de público como mandante e com ingressos esgotados no setor visitante em 100% dos jogos fora de casa até aqui, o Clube de Regatas do Flamengo e sua torcida levam o Campeonato Brasileiro muito a sério. É justamente por isso que o clube lamenta ser obrigado a entrar em campo desfalcado em razão das convocações para a Copa do Mundo, mesmo que as quedas precoces de Flamengo e Coritiba na Copa do Brasil permitissem encontrar uma solução jogando no dia 4/8/26, sem conflitar com Copa do Brasil. Quem estiver em campo fará de tudo para entregar um grande espetáculo, mas é inegável que ele já nasce comprometido para os mais de 45 milhões de torcedores apaixonados pelo clube.
No Flamengo, Pedro foi reserva durante a passagem de seis treinadores, foi proibido de disputar as Olimpíadas, foi agredido por um preparador físico, foi vaiado injustamente pela própria torcida e foi procurado por clubes do Brasil e do exterior.
Ainda assim, Pedro ficou.
E, hoje, Pedro marcou mais um gol e beijou o escudo do clube do coração durante a comemoração.
Idolatria é que nem respeito: não se impõe, se conquista.
Foi intenso, foi vitorioso, foi um torcedor dentro de campo.
Fili, Filipinho, Filipe.
Na voz da Maior Torcida do Mundo:
“FILIPE LUÍS!”
Um craque de leitura do futebol que é de outro planeta, que está nos livros de história de uma Nação.
QUE PRIVILÉGIO!
Com o Manto Sagrado foram 10 títulos: Libertadores (2019 e 2022), Brasileirão (2019 e 2020), Copa do Brasil (2022), Supercopa (2020 e 2021), Recopa (2020) e Cariocas (2020 e 2021).
Um adeus aos gramados se aproxima, e ele caminha com um GIGANTE agradecimento por tudo que foi executado no campo da forma mais precisa, verdadeira e única.
Nosso gênio da lateral trouxe junto das suas atuações impecáveis e conquistas, um amor renovado que será passado de “pai para filhos, de avôs para netos”.
Agradecemos por cada suor, gol, assistência, desarme e passes. SEMPRE nos sentimos representados por você, Filipe Luis. A saudade será eterna.
Obrigado!
Ah, Flamengo... como definir?
Impossível. 128 anos de um fenômeno cultural, esportivo e social que nos arrebata, nos faz ir além, nos emociona e nos simboliza.
FLAMENGO, se for pra ser breve, é A GENTE. É gritar VAMOS. É olhar pro lado e se reconhecer. É se deixar levar pelo mar de amor. É sermos TODOS. É nos acolhermos e nos curtirmos. É, sem vacilar e sem se exibir, tirar essa onda... É saber que somos A MAIOR. Pra ser breve: saber que SOMOS.
Aliás... "É" não. SOMOS isso tudo e muito mais.
Aqueles jovens remadores não tinham a menor ideia do que estavam aprontando...
128 anos de raça, amor e paixão. 128 anos de uma NAÇÃO.
Flamengo, 128 anos!
#Fla128