O direito ao aborto nรฃo obriga ninguรฉm a interromper uma gravidez.
Quem รฉ contra e/ou nรฃo precisa, nรฃo o faz!
Mas quem, em algum momento da vida, precise recorrer a este procedimento, deve ter a liberdade de decidir, sem culpa, sem obstรกculos, e com dignidade.
Importa sublinhar que garantir o direito ao aborto nรฃo รฉ promover a sua prรกtica, mas sim proteger a liberdade de escolha das mulheres.
Historicamente, em contextos onde o aborto รฉ ilegal ou altamente restritivo, as mulheres com maiores recursos econรณmicos conseguem, ainda assim, recorrer a este procedimento em seguranรงa, seja atravรฉs de viagens para paรญses onde รฉ legal, seja em clรญnicas privadas e discretas.
Jรก as mulheres mais pobres, sem essas possibilidades, sรฃo frequentemente empurradas para soluรงรตes clandestinas, muitas vezes perigosas e sem condiรงรตes mรญnimas de higiene e acompanhamento mรฉdico, colocando em risco a sua saรบde e, em demasiados casos, a prรณpria vida.
Legalizar e garantir o acesso ao aborto em condiรงรตes seguras, gratuitas e dignas, independentemente da classe social, รฉ uma medida verdadeiramente prรณ-vida, prรณ-vida das mulheres, das suas autonomias, das suas histรณrias e dos seus futuros. A legalizaรงรฃo do aborto em Portugal, salvou a vida de muitas mulheres.
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