16 years. Hard to believe.
Today we remember The Rev.
Many of you were here when he passed.
Many of you found us after he was gone.
For those who knew him, he was your best friend.
For those who listened from afar, he spoke to you through the music.
He left a wild, undeniable mark on everyone he touched.
We love you, Jimmy.
📷: Jared Milgrim
☢️ Reflexão da Cooperativa: a CNN apagou o vídeo da calmeirona a caminho dos 30, mais a irmã (quiçã mais velha, não sabemos), penduradas às costas da mãe, com 4 empregos para as sustentar.
A CNN achou que era um história comovente. O resto, todos, acharam uma aberração. A jovem diz estar "na formação", não dá um tusto para os gastos lá de casa. Pelo que percebi, a mana, igual.
Contexto feito. Adiante.
Eu vi o vídeo várias vezes. Partilhei, incrédulo. Não há vergonha, não há hesitação, não há sequer aquele reflexo primário de embaraço que antigamente nos fazia baixar os olhos. Há orgulho. Há até uma certa superioridade moral. Ela saiu à rua para defender a mãe.
E aqui está o curto-circuito civilizacional, não é a mãe que falhou na educação; é a educação que falhou à filha. Porque educar não é apenas garantir teto, comidinha, Netflix e 5G com dados ilimitados. Educar é ensinar o momento exato em que um adulto deixa de ser um projeto eterno e passa a ser adulto. Coisa hoje considerada quase ofensiva, como se a autonomia fosse uma violência estrutural herdada do late stage capitalism, claro.
Esta geração foi ensinada a reclamar antes de tentar, a exigir antes de fazer, a acusar antes de assumir. Cresceu a ouvir que o mundo lhe devia tudo, conforto, validação, propósito , e que qualquer desconforto era culpa de um sistema opressor, nunca de uma escolha pessoal. O resultado está à vista, filhos que protestam em nome das mães, enquanto as mães se esfolam a trabalhar para manter filhos que já deviam estar a falhar sozinhos há muito tempo.
Quatro empregos para sustentar adultos funcionais, com voz ativa, consciência política e tempo livre suficiente para ir a manifestações. Isto não é solidariedade familiar; é parasitismo com discurso politizado. É a elevação da dependência ao estatuto de virtude cívica.
A escola também falhou aqui, sim. Mas não por falta de recursos, nem por ausência de disciplinas. Falhou porque deixou de ensinar o básico, que crescer dói, que a vida não é justa, que ninguém nos deve nada depois de nos ensinar a andar. Falhou porque substituiu o mérito pelo ressentimento e a autonomia pelo vitimismo performativo.
O mais trágico não é a mãe com quatro empregos. É a filha que olha para isso e não vê um grito de exaustão, mas um argumento político. É a normalização do egoísmo embrulhado na nobreza da causa. É uma geração que se diz consciente, mas não tem consciência suficiente para sentir vergonha.
E uma sociedade que educa assim não está apenas a falhar no presente. Está a preparar, com zelo e boa intenção, um futuro feito de adultos frágeis, eternamente indignados, sempre à espera que alguém venha trabalhar mais um turno por eles.
Pobre mãe. Pobre país este que faz desta as suas gentes.🥸
Para eventual reflexão.
o dono da cooperativa
Nota: hoje, com tempo, estou para escrever. Ainda me falta um texto sobre um tema que não quero deixar em claro.