Antropóloga e profa. universitária. Libriana feminista que gosta de artes, gastronomias, festas, aviação, praia, futebol e vôlei. Sempre Flamengo e Fortaleza!
“Cora Coralina viveu a vida que todos esperavam p/ ela.Aos 77 anos abriu finalmente as asas da alma e deixa voar a poetisa da agricultura, da terra.A menina contida explode em florestas e açúcar. O Brasil surpreso abre seus braços p/ essa essência nunca perdida, sempre esperada.”
Quando meninas praticam esportes, elas permanecem por mais tempo na escola, fortalecem sua confiança e desenvolvem habilidades para liderar.
#PorEParaTodas
Sem dúvidas, as fotos de "Lumumba Vea" no jogo entre Colômbia x RD Congo são candidatas a imagem da Copa do Mundo de 2026.
Michel Mboladinga levou para dentro de campo a memória e a história de Patrice Lumumba e toda sua contribuição na luta anticolonialista.
O placar do jogo ficou em segundo plano, diante do marco histórico para a luta antirracista que foi ter um protesto como esse no palco do maior evento esportivo mundial.
Lumumba vive 🇨🇩✊🏾
A Copa do Mundo só vale a pena pelas trajetórias de vida, contadas por pés que driblam de alegria e cabeceios festejantes, que mesmo marcados pela dor e a guerra, desafiam a sujeira heróica e mercadológica que conduz, também, o mundo do futebol. #CopaMundialFIFA2026
🇭🇹 🇧🇷 4 jogadores do Haiti foram formados pela Academia Pérolas Negras, projeto social criado por brasileiros no país caribenho há mais de 20 anos.
Os jogadores são o goleiro Josué Duverger, o lateral-direito Carlens Arcus, o meia Danley Jean Jacques — que jogou a Copinha de 2017 — e o atacante Derick Etienne.
O projeto foi criado pela ONG Viva Rio durante missão de paz da ONU no Haiti.
Em 2016, o projeto ganhou uma sede no Rio de Janeiro e passou a disputar torneios oficiais no Brasil. O Pérolas Negras participou da Copinha em 2016 e 2017. Em 2018, conquistou o título da 4ª divisão do Campeonato Carioca e iniciou sua trajetória no futebol profissional brasileiro. Atualmente, disputa a Série A2 do Carioca.
🗞️ @g1
📸 Divulgação
Um menino uzbeque começou a chorar ao perceber que sua seleção estava perdendo para a Colômbia, mas OS PRÓPRIOS COLOMBIANOS começaram a animá-lo cantando "Uzbequistão, Uzbequistão".
Momento lindo. Isso é Copa do Mundo!
Daqui a pouco temos Estados Unidos x Austrália pela Copa do Mundo e você achou que não tinha curiosidade jurídica, né?
Tem sim.
Awer Mabil (foto), atacante australiano, nasceu refugiado sem país e se tornou jogador de Copa do Mundo.
Olha só.
A história do atacante da Austrália é um caso vivo de direito internacional dos refugiados aplicado ao futebol.
Mabil nasceu em Kakuma, no Quênia, um dos maiores campos de refugiados do mundo, para o qual sua família fugiu da guerra civil no Sudão do Sul, onde seus pais nasceram.
Foi em Kakuma que Mabil jogou futebol com outros refugiados. A bola era uma meia enrolada, que eles chutavam com os pés descalços, muito embora às vezes tivessem sacos plásticos suficientes para formar uma chuteira.
O ponto jurídico central é esse: ele nasceu como apátrida de fato, sem território, sem Estado reconhecido, sem direitos civis.
Aos 10 anos, graças a um programa humanitário da ONU, chegou à Austrália, onde recebeu status de refugiado.
Depois de um tempo, ele conseguiu a cidadania australiana, o que o tornou elegível para representar o país em campo.
Aplicou-se a ele a Convenção de 1951 da ONU sobre o Estatuto dos Refugiados, que funcionou como trampolim para uma carreira esportiva.
Sem aquele documento internacional, não haveria naturalização. Sem a naturalização, não haveria elegibilidade pela FIFA. Sem a elegibilidade, não haveria o pênalti (foto) que classificou a Austrália para o Mundial de 2022.
É, teve isso.
Na repescagem contra o Peru, em 2002, para a Copa do Catar, Mabil marcou o pênalti decisivo, dedicando a classificação à sua família e ao país que o acolheu.
Ele também fundou a organização humanitária Barefoot to Boots para garantir melhores resultados em “saúde, educação e igualdade de gênero” para refugiados.
Há alguns anos, Mabil retornou a Kakuma, sua cidade de nascimento, com a organização, com o objetivo de promover o futebol entre os refugiados.
Uma última informação.
A Austrália tem mais dois refugiados que conseguiram se tornar cidadãos do país e jogam pela seleção na Copa: Mohamed Touré e Nestory Irankunda.
Mas o foco aqui foi Awer Mabil porque ele é o que mais tempo morou em um campo de refugiados.
A minha (grande) história da Copa - 3
Mohamed Touré deixou o campo antes da hora, foi substituído. A bola não chegou e ele não conseguiu ajudar a Austrália a evitar a derrota de 2 a 0 pros Estados Unidos.
Agora , como olhar pra ele depois do jogo e escrever sobre essa derrota? O atacante da Austrália contrariou a lógica. Já venceu.
Antes do futebol, existiu a fuga.
Antes da camisa da Austrália, existiu a busca por segurança.
Antes da Copa, existiu a necessidade de encontrar um lugar um lugar para sobreviver.
Nascido na Guiné, Touré chegou à Austrália depois que sua família fugiu da guerra civil em Serra Leoa. A história que o levou até um gramado de Copa do Mundo começou muito antes da bola rolar.
A Copa é o torneio das bandeiras. Das identidades nacionais. Dos hinos cantados a plenos pulmões. Dos símbolos que unem milhões de pessoas ao redor de uma mesma camisa, mesmo um país dividido como o nosso.
Mas é também dos refugiados.
E aí temos algumas das histórias mais bonitas deste Mundial, a que lembra que identidade não é uma prisão. É pertencimento.
Quando os pais de Alphonso Davies fugiram da guerra civil da Libéria, não procuravam um país para representar em uma Copa do Mundo. Procuravam sobreviver. O Canadá apareceu muito antes do futebol. E foi justamente por isso que, anos depois, vestir aquela camisa ganhou um significado diferente.
Nestory Irankunda nasceu em um campo de refugiados na Tanzânia e defende a Austrália que deu documentos e esperança pra família. Antonio Rüdiger é filho de uma refugiada de Serra Leoa e joga pela poderosa Alemanha que os acolheu. Histórias diferentes, atravessadas pela mesma busca: encontrar um lugar ao qual pertencer.
Histórias diferentes.
Caminhos diferentes.
Mas uma mensagem parecida.
Em tempos em que o mundo constrói muros, o esporte ainda insiste em construir pontes.
Nem sempre consegue.
Nem sempre está à altura do discurso que faz.
Nem sempre pratica os valores que proclama em seus estatutos e campanhas publicitárias.
Mas quando um menino nascido em um campo de refugiados - ou filho de quem precisou fugir de uma guerra - entra em campo para disputar uma Copa, existe ali uma vitória que não cabe no placar.
Existe a prova de que inclusão não é um slogan. É uma escolha.
Existe a demonstração de que acolher alguém pode mudar uma vida.
E existe a lembrança de que o esporte tem um compromisso que vai muito além do entretenimento: ajudar a construir espaços onde as diferenças não sejam motivo de exclusão, mas de acolhimento.
Todos pertencemos a algum lugar.
E a Copa do Mundo pode - e deve - ser o lugar de todos.
Como é para Mohamed Touré. Nascido na Guiné, filho de refugiados de Serra Leoa, representante da Austrália em uma Copa do Mundo.
O placar desta sexta dirá que ele perdeu para os Estados Unidos.
A vida conta uma história bem diferente.
@AndreiKampff Texto sensível e inteligente! Concordo: vale muito mais exaltar essas vitórias dentro do esporte do que a razão utilitarista que o conduz. 👏🏽👏🏽👏🏽🤘🏽
HAITI, A CAMISA CENSURADA PELA FIFA E A CONEXÃO COM O BRASIL
Dentre as várias arbitrariedades da Fifa (e dos EUA) nesta Copa está a censura à camisa do Haiti que remete à independência da primeira república negra na História, em 1804.
Neste exato momento, uma menina está assistindo à sua primeira #CopaDoMundo.⚽
Ela merece ver um esporte em que também possa se enxergar.
🔗 Saiba como o futebol pode ajudar a promover a #IgualdadeDeGênero: https://t.co/ntvjJGkWQr
MEC lança novo curso de licenciatura intercultural indígena. Curso apresentado em expedição do MEC à Terra Indígena Capoto/Jarina (MT) atende a uma demanda histórica das lideranças e amplia o acesso à educação superior dentro do território.
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O ódio divide. E as mulheres constroem pontes.
Em comunidades do mundo todo, mulheres promovem o diálogo, constroem confiança e ajudam a prevenir conflitos.
Fortalecer as vozes dessas mulheres também é uma forma de enfrentar os discursos de ódio.
#PorEParaTodas