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Recorde negativo no Brasil
Com a confirmação da lesão do zagueiro Danilo na noite do último domingo (11), o Flamengo chegou ao absurdo número de nove fraturas sofridas por seus atletas em partidas disputadas pelo clube neste ano. Essa conta não leva em consideração a mais recente lesão de Arrascaeta, sofrida em amistoso da seleção uruguaia.
No caso de Danilo, no clássico contra o Fluminense, chama a atenção a não paralisação da partida no momento do choque, recomendação expressa em lances como esse. A sequência da jogada, inclusive, quase resultou em gol da equipe adversária.
Ainda no jogo contra o Fluminense, Jorge Carrascal levou uma cotovelada de Guilherme Arana e deixou o campo com um hematoma na face. O jogador iniciou tratamento ainda no vestiário e será reavaliado pelo Departamento Médico do clube.
Um dos quatro times que menos cometem faltas neste Brasileirão e líder no ranking de bola rolando em suas partidas, o Flamengo tem sido frequentemente penalizado pela conivência da arbitragem com lances ríspidos e agressivos contra seus atletas. Praticamente uma fratura por mês em 2026.
Arbitragem é determinante para resultado de Santos x Flamengo
A atuação de Anderson Daronco, árbitro de campo na partida entre Flamengo e Santos, e Rodolpho Toski Marques, responsável pelo VAR, foi marcada por erros graves, falta de critério e completa ausência de autoridade para conter a pressão exercida pelos jogadores do Santos ao longo do jogo.
Ainda no primeiro tempo, Barreal protagonizou uma entrada violenta sobre Carrascal, em lance claro de jogo brusco grave, com as travas da chuteira em força alta atingindo a parte posterior da perna. Em qualquer campeonato do mundo resultaria em expulsão. Daronco aplicou apenas o cartão amarelo, enquanto o VAR sequer recomendou uma revisão.
Na segunda etapa, o Flamengo foi triplamente prejudicado em um único lance. Após um toque de braço de Jorginho, sem qualquer movimento deliberado, Daronco marcou falta e aplicou cartão amarelo. Depois de uma intervenção desastrosa do VAR, a decisão foi alterada para pênalti e expulsão. Além das duas punições discutíveis, a partida ficou paralisada por 9 minutos e 56 segundos, recorde de interrupção em um lance com intervenção do VAR na história do Brasileirão.
A demora expôs a insegurança da arbitragem, prejudicou o andamento do jogo e trouxe consequências que vão além da partida. O Flamengo não apenas ficou com um jogador a menos em campo, como também perderá Jorginho para o próximo compromisso, em plena reta final da disputa pelo título. Como justificar tamanha punição em um lance que gerou tantas dúvidas, a ponto de exigir quase dez minutos para uma decisão? Uma arbitragem cercada de incertezas não pode impor consequências tão severas a um clube e seu jogador em um momento decisivo da competição.
Poucos minutos depois, um novo pênalti foi marcado para o Santos, desta vez por infração de Luiz Araújo. No entanto, a falta que deu origem à jogada simplesmente não existiu. As imagens são claras e comprovam o erro, que acabou resultando no segundo gol de pênalti do adversário.
Além dos lances citados, Daronco e Toski demonstraram falta de uniformidade nos critérios, alternando o rigor ao longo da partida, aparentemente em reação às mudanças no placar. As regras não podem mudar de acordo com as circunstâncias do jogo. Curiosamente, os mesmos profissionais estão escalados para atuar no próximo domingo, no clássico entre Palmeiras e Corinthians, partida de um concorrente direto do Flamengo na disputa pelo título.
Os números do Brasileirão ajudam a dimensionar as distorções e a falta de critério. Em 29 jogos, o Flamengo acumula sete expulsões, sendo o segundo clube com mais cartões vermelhos na competição. Ao mesmo tempo, ocupa a 17ª posição no ranking de faltas cometidas e lidera a média de tempo de bola rolando. Os dados evidenciam, no mínimo, uma incoerência nas punições: o Flamengo é um dos três times que menos cometem faltas no campeonato e, ainda assim, o segundo que mais recebe cartões vermelhos.
O Flamengo trabalha com seriedade e trata o futebol com a responsabilidade que ele merece. Não reivindica privilégios. Exige apenas que as regras sejam cumpridas com rigor, coerência e imparcialidade. Neste ano, o clube representa o Brasil e a América do Sul entre os cinco finalistas ao prêmio de Melhor Clube Masculino do Ano da Bola de Ouro (Ballon d’Or), a mais prestigiada premiação do futebol mundial. Um reconhecimento que simboliza o retorno da imagem do futebol brasileiro ao lugar de destaque que jamais deveria ter perdido.
Não é aceitável que, em um campeonato tão equilibrado, erros de arbitragem continuem interferindo diretamente nos resultados da competição e manchando a imagem do futebol brasileiro dentro e fora do país.
@Peralta_CRF@CIES_Football Os primeiros colocados apresentam gramado natural. Imagino que isso também teria influência. A maioria dos times que jogam em campo sintético estão na metade inferior da tabela.
@FlamenGOL_81 Lance muito pior que a raspada do Pulgar. Mas não é a narrativa que convém à grande maioria da imprensa "imparcial".
Era um jogador a mais a partir dos 15min, e não teria a questão do Pulgar (efeito borboleta). Se já não deram um chute ao gol no 11x11, imagina nessa condição...
Caros, uma novidade hoje, uma nova live semanal, quentinha com amigos da melhor qualidade.
Surge o "Linha de quatro" comigo, @maurocezar, @etironi e @ArnaldoJRibeiro.
Será na página de YouTube da "Vai de Bet", hoje, às 21 horas, para discutir Copa-2026 e outros tópicos:
O Flamengo enfrentou duas vezes o Liverpool na final do mundial. Empatou uma no tempo normal, e ganhou outra.
O Flamengo vai enfrentar o PSG Pela segunda vez em uma final do mundial. Empatou uma no tempo normal.
⏳⏳⭐️🌟
Não tem jeito…. Por mais difícil que seja o Flamengo tem que levantar a cabeça
Foco no jogo de 3a para pegar a melhor classificação geral e depois vencer o Coritiba mesmo cheio de desfalques…
O campeonato será outro após a Copa 🙏🏼
Na esteira da mais recente encruzilhada em que se encontra o Campeonato Brasileiro de 2026, sobre adiar ou não os jogos da 18ª rodada das equipes que tiveram um número significativo de jogadores convocados para a Copa do Mundo FIFA, é preciso refletir: onde estamos errando e como iremos solucionar esses problemas?
Neste caso, o erro está muito claro. Numa competição de pontos corridos, em que todas as rodadas têm o mesmo peso na definição do campeão, não há isonomia nem paridade de forças quando uma equipe é obrigada a entrar em campo sem diversos jogadores, como é o caso de Flamengo e Palmeiras, exclusivamente porque estes atletas foram cedidos às suas seleções nacionais (quatro para o Brasil).
É preciso reconhecer os avanços da atual gestão da Confederação Brasileira de Futebol, que entre outras coisas buscou otimizar e ajustar o calendário para sanar problemas históricos, assim como a importância da Copa do Mundo para a CBF e para o país. Mas é justamente aí que reside o dilema. Quando a mesma entidade é responsável pela Seleção Brasileira e pelo principal campeonato nacional, alguém acaba prejudicado nesse conflito de interesses. Neste caso, novamente os maiores prejudicados são os clubes. Um contraste neste cenário é a UEFA, que defendeu seus filiados, a sua competição e conseguiu, junto à FIFA, liberação para que a final da Liga dos Campeões da Europa conte com seus astros em campo.
Quando equipes são obrigadas a jogar sem seus principais jogadores em razão de convocações, quem perde, acima de tudo, é o torcedor. Tanto o que paga ingresso quanto o que acompanha as transmissões. A qualidade do espetáculo fica comprometida, a integridade competitiva é afetada e o produto se desvaloriza, além de criar uma lógica inversa: as equipes que mais investem são justamente as mais penalizadas.
No passado, soluções paliativas da CBF buscaram amenizar esse problema recorrente, como a impossibilidade de uma equipe atuar caso cinco de seus jogadores fossem convocados. Outro exemplo ocorre atualmente, quando o Brasileirão realmente para durante Datas FIFA, mas retorna apenas dois dias depois. O Flamengo já precisou fretar aeronaves para trazer atletas que atuaram numa terça-feira à noite em outro continente e entraram em campo menos de 48 horas depois.
Essas medidas paliativas já não acompanham a realidade do futebol brasileiro. Enquanto os investimentos dos clubes aumentam, equipes brasileiras conseguem repatriar jogadores ainda no auge da forma física, manter talentos por mais tempo, estruturar departamentos multidisciplinares com profissionais de ponta e investir cada vez mais em Centros de Treinamento e infraestrutura. O futebol brasileiro evoluiu, e a gestão de suas competições precisa evoluir junto.
É mais do que urgente a criação de uma liga organizada no Brasil. A CBF é importante neste processo e deve participar ativamente dessa construção, mas entendendo que este é um movimento liderado pelas agremiações. Não há soluções fáceis para problemas complexos, mas o futuro passa por uma mudança de rota inadiável: o Campeonato Brasileiro precisa ser pensado e conduzido sob a ótica dos clubes, de seus atletas, de seus torcedores e de seus investidores e no fortalecimento do próprio produto.
Recordista de público como mandante e com ingressos esgotados no setor visitante em 100% dos jogos fora de casa até aqui, o Clube de Regatas do Flamengo e sua torcida levam o Campeonato Brasileiro muito a sério. É justamente por isso que o clube lamenta ser obrigado a entrar em campo desfalcado em razão das convocações para a Copa do Mundo, mesmo que as quedas precoces de Flamengo e Coritiba na Copa do Brasil permitissem encontrar uma solução jogando no dia 4/8/26, sem conflitar com Copa do Brasil. Quem estiver em campo fará de tudo para entregar um grande espetáculo, mas é inegável que ele já nasce comprometido para os mais de 45 milhões de torcedores apaixonados pelo clube.