We came to wreck everything and ruin your lives. Death and destruction follow by our side. We rest our heads upon the guilt of the world, because we no longer feel its weight. 𝐀𝐧𝐝 𝐭𝐡𝐞 𝐬𝐮𝐧 𝐝𝐨𝐞𝐬𝐧'𝐭 𝐬𝐡𝐢𝐧𝐞 𝐨𝐧 𝐚 𝐝𝐞𝐚𝐝 𝐩𝐥𝐚𝐧𝐞𝐭. #theacaciastrain
- Espanha e Áustria vão jogar hoje.
- Contra quem?
Essa piadinha, que já está rolando há alguns dias, faz referência à Casa de Habsburgo, uma das mais influentes famílias nobres da história do Ocidente.
No auge, ela chegou a ter o controle da Espanha e de todo seu império colonial, bem como do Sacro Império Romano-Germânico.
Originados no que hoje é a Suíça, os Habsburgos expandiram seus domínios ao longo dos séculos por meio de casamentos e uniões dinásticas.
No fim do século XV, Filipe, herdeiro dos Habsburgos, se casou com Joana de Castela, herdeira da Espanha. O filho deles, Carlos V, foi quem unificou os títulos de Sacro Imperador Romano e Rei da Espanha.
Em 1556, reconhecendo a dificuldade de governar todo esse imenso território, ele tomou uma série de ações que resultaram na divisão das posses entre os Habsburgos Espanhóis, comandados por seu filho, e os Habsburgos Austríacos, comandados por seu irmão.
Na Espanha, eles governaram até 1700, quando o rei Carlos II não deixou herdeiros, e a família real que assumiu foram os Bourbon. Estão no trono até hoje.
O lado austríaco continuou no poder por muitos séculos (por meio de um ramo secundário, os Habsburgo-Lorena), mesmo com o fim do Sacro Império Romano, e ajudou a moldar a história da Áustria e da Europa Central.
E não só deles: em 1817, Maria Leopoldina da Áustria, uma Habsburgo, se casou com Dom Pedro, herdeiro do trono de Portugal, que declarou a independência do Brasil e se tornou o 1º imperador do país.
Quando o Brasil se tornou independente, foi criada a bandeira imperial, com o retângulo verde simbolizando a Casa de Bragança, de Portugal, e um losango amarelo representando a cor dos Habsburgo, em homenagem ao casal.
A bandeira foi alterada após a proclamação da república, mas essas partes permaneceram.
A seleção brasileira, que iniciou sua trajetória no futebol jogando de branco, adotou o amarelo da bandeira após a trágica derrota pro Uruguai na Copa do Mundo de 1950.
E foi assim que, sem querer, a influência dos Habsburgos se espalhou tanto que ajudou a moldar a camisa de futebol mais famosa e vitoriosa da história.