Estão querendo me diminuir novamente?
Em 2024, disseram que eu era um candidato de TikTok, que não passaria de 400 votos e que a luta pelo fim da escala 6x1 não tinha alcance eleitoral. A direção partidária fez suas apostas, e eu não estava entre elas, recebendo menos recursos que candidaturas consideradas mais estratégicas. Contudo, o resultado foi que me tornei o vereador mais votado do @psol50 no Rio de Janeiro, com o custo por voto mais baixo das eleições, de apenas R$ 2,04 por eleitor.
Esta experiência me faz alertar para sinais preocupantes de que o partido está prestes a repetir o mesmo erro. Minha luta nasceu da realidade de milhões de trabalhadores brasileiros que vivem a escala 6x1, uma pauta que mobilizou milhões e permitiu ao PSOL dialogar com uma base historicamente desassistida. É imperativo questionar os critérios de distribuição de recursos eleitorais, pois toda direção tem o direito de fazer escolhas, mas também o dever de assumi-las publicamente.
Sob a condução de dirigentes partidários como @paulacoradi e @julianopsol, existe uma escolha sendo feita. Quando dirigentes partidários, como o próprio @julianopsol, aparecem com previsões de repasses equivalentes ou superiores às de lideranças diretamente envolvidas nas principais lutas sociais do partido, existe uma escolha sendo feita. Quando figuras recém-chegadas ao PSOL, como @ManuelaDavila, aparecem com previsão de receber mais que o dobro de candidaturas que já demonstraram capacidade de mobilização popular e resultado eleitoral, existe uma escolha sendo feita. Uma escolha que privilegia um perfil bem específico de candidaturas, se notarmos bem.
Essa discussão não é individual; lideranças como @ErikakHilton, @renatasouzario e @carlosgiannazi também expressaram seu inconformismo. Talvez o problema não esteja nas candidaturas, mas nos critérios. O PSOL deve apoiar novas lideranças, mas também reconhecer quem carrega suas principais bandeiras e expande seu alcance.
Sofro ameaças por denunciar ao mundo que a classe trabalhadora brasileira sofre. Não tenho problema com divergência política, mas me recuso a aceitar a repetição de erros. Em 2024, as urnas responderam àqueles que me consideraram sem prioridade. Agora, cada um será responsável pelas escolhas que está fazendo.
Afinal, eu sou o balconista de farmácia que levantou a maior pauta trabalhista deste século. Talvez o problema nunca tenha sido a viabilidade da luta. Talvez o problema seja admitir que ela venceu sem pedir autorização a ninguém.