“Um amor assim delicado
Você pega e despreza
Não o devia ter despertado
Ajoelha e não reza
Dessa coisa que mete medo
Pela sua grandeza
Não sou o único culpado
Disso eu tenho certeza
Princesa, surpresa
Você me arrasou
Serpente, nem sente
Que me envenenou
Senhora, e agora?
Me diga onde eu vou
Senhora, serpente, princesa
Um amor assim violento
Quanto torna-se mágoa
É o avesso de um sentimento
Oceano sem água
Ondas, desejos de vingança
Nessa desnatureza
Bateu forte sem esperança
Contra tua dureza”
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente
Doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei, como encantado
Ao lado teu
“The time is right
your perfume fills my head
the stars get red
and oh, the night’s so blue
And then I go and spoil it all
by saying something stupid
like: ‘I love you’”
“Vou falar uma coisa sobre o amor pra você. Há exceções para o que vou dizer, mas são exceções, não a regra. O amor, apesar do que dizem, não vence tudo. Ele nem mesmo costuma durar. No final, as aspirações românticas da nossa juventude, são reduzidas a ao que pode dar certo.”
Desalento
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim
(CBH)
De repente
Não mais que de repente
Fez-se de triste
O que se fez amante
E de sozinho
O que se fez contente
Fez-se do amigo próximo,
O distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente