@PabloSpyer Bom dia! O problema não é o método da pesquisa, é a dinâmica da composição do eleitorado do Flávio, o eleitor médio que estava namorando a candidatura oposicionista liderada por ele, vai começar a se afastar. Haverá um preço a ser pago pela proximidade com o Vorcaro.
10/10 Pratt provavelmente não será prefeito de LA. Mas o modelo que ele operacionaliza já entrou para o repertório permanente: narrativa pessoal forte + IA como motor de amplificação + ambiguidade autoral. A custo marginal muito menor que a propaganda audiovisual tradicional. A pergunta para 2026 não é "vamos usar IA?" — é "estamos preparados para o adversário que usar?"
1/10 Um ex-vilão de reality show está testando, em Los Angeles, uma das fronteiras mais importantes da propaganda política contemporânea: IA generativa como motor de campanha. @spencerpratt, 42 anos, registrado como republicano, está reescrevendo as regras do jogo digital em 2026. 🧵
8/10 A comparação com Trump é inevitável: ex-estrela de reality, pouca experiência política, linguagem crua e combativa, plataforma digital nativa. Mas Los Angeles continua sendo um dos eleitorados mais democratas dos EUA. Meme não é voto. CNN
9/10 O paradoxo técnico que toda campanha vai enfrentar: testes da Associação Americana de Consultores Políticos mostram que incluir avisos de "gerado por IA" reduz a confiança dos eleitores — mesmo quando o vídeo não é gerado por IA. Transparência tem custo eleitoral. Dilema sem solução limpa. NBC News
1/
A crise envolvendo Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o caso Banco Master não é apenas jurídica.
É uma crise política de alta combustão.
O dano nasce da combinação entre fato documentado, contradição narrativa e impacto sobre a viabilidade eleitoral.
2/
Nem toda crise precisa provar crime para gerar dano político.
Às vezes, basta revelar uma contradição suficientemente clara entre discurso, personagem e circunstância.
Esse é o ponto central do caso.
3/
O problema não está apenas na negociação em si.
Está na colisão entre três camadas:
um financiador sob investigação pesada;
um projeto político construído sobre a bandeira da moralidade;
e um filme com evidente potencial simbólico em ano eleitoral.
4/
Quando uma crise passa da negativa para a admissão defensiva, surge um segundo problema.
O foco deixa de ser apenas “o que aconteceu”.
Passa a ser também:
“por que isso não foi dito antes?”
5/
O dano principal talvez não esteja no núcleo mais fiel da base.
Esse grupo tende a enquadrar o caso como perseguição política.
O problema está no eleitor de fronteira.
6/
Esse eleitor é mais pragmático, menos ideológico, avesso ao caos e sensível à incoerência.
Ele não precisa construir uma tese jurídica sobre o caso.
Ele reconhece um padrão.
7/
E esse reconhecimento pode custar teto eleitoral.
A promessa implícita era oferecer o projeto Bolsonaro sem o caos Bolsonaro.
Crises desse tipo reduzem a capacidade de expansão para além da base.
8/
Essa análise aplica conceitos do meu novo e-book:
Crise, Sangue no Chão
Como escândalos políticos derrubam e cobram seu preço.
A Amazon acaba de liberar o livro.
Link https://t.co/sUU6zz6pv2
@FlavioBolsonaro promete revogar a tarifa de 25% sobre data centers se eleito. Acerta no sintoma. Erra no diagnóstico.
A tarifa de fato existe — Resolução GECEX 852, de fevereiro de 2026, que elevou o imposto de importação sobre servidores e equipamentos de rede. Mas o post omite o ponto central: o próprio governo @LulaOficial apresentou, no mesmo mês, o PL 278/2026, que recria o REDATA e suspende exatamente esses tributos. O projeto já passou pela Câmara e tramita no Senado.
Resultado em maio de 2026: a tarifa está vigente, o regime que a compensaria não está. Mesmo governo, mesmo mês, dois movimentos em sentidos contrários.
Mas o problema real é maior do que a esquizofrenia regulatória de Brasília.
No dia 6 de maio, Anthropic e SpaceX anunciaram acordo: 300 megawatts e 220 mil GPUs no Colossus 1, em Memphis. E declararam interesse em desenvolver capacidade computacional orbital em escala de gigawatts. Data centers no espaço deixaram de ser ficção e entraram no horizonte estratégico de contratação das big techs.
Enquanto o Brasil discute imposto de servidor terrestre, o mundo já negocia infraestrutura de IA fora do planeta.
Em 1953, Vargas criou a Petrobras. Identificou o eixo de poder do século XX e construiu instituições à altura. Hoje, o eixo de poder é a inteligência artificial — e o Brasil ainda discute o problema dos anos 50, com o vocabulário dos anos 50.
A cadeia produtiva da IA tem cinco camadas: energia, hardware, hash power, modelos, aplicação. O Brasil tem só as duas pontas — energia e consumo. As três do meio, onde está o poder, ficaram fora.
Mesmo que a tarifa seja revogada amanhã, sem chips, sem modelos nacionais em português, sem hash power, sem dados governados, sem talento em escala — o que se atrai é colocation, não soberania.
A tarifa não é o tema. A ausência de cadeia produtiva da IA é o tema.
Análise completa na nova edição da newsletter da Multitudes. https://t.co/F0laq9y8Uz
— Adão Cândido Multitudes · Inteligência Política
#InteligênciaArtificial #SoberaniaDigital #PolíticaIndustrial #DataCenters #Eleições2026
@FlavioBolsonaro promete revogar a tarifa de 25% sobre data centers, se eleito. Acerta no sintoma. Erra no diagnóstico. E omite o ponto central: o próprio governo @LulaOficial apresentou, no mesmo mês, um projeto de lei que isenta exatamente esses tributos.
A Resolução GECEX 852, de fevereiro, elevou a tarifa. O PL 278/2026, também de fevereiro, recria o REDATA — regime que suspende essa mesma tarifa. A Câmara aprovou. O Senado ainda não.
Resultado em maio de 2026: a tarifa está vigente, o regime que a compensaria não está. Mesmo governo, mesmo mês, dois movimentos em sentidos contrários.
Mas o problema real é maior.
Em 6 de maio, Anthropic e SpaceX anunciaram acordo: 300 megawatts e 220 mil GPUs no data center Colossus 1, em Memphis. E declararam interesse em desenvolver capacidade computacional orbital em múltiplos gigawatts. Data centers no espaço.
Enquanto o Brasil discute imposto de servidor terrestre, o mundo já negocia infraestrutura de IA fora do planeta.
Em 1953, Vargas criou a Petrobras. Identificou o eixo de poder do século XX e construiu instituições à altura. O recurso estratégico do século XXI já não é energia primária — é capacidade computacional em escala. E o Brasil ainda discute o problema dos anos 50, com o vocabulário dos anos 50.
A cadeia produtiva da IA tem cinco camadas: energia, hardware, hash power, modelos, aplicação. O Brasil tem só as duas pontas — energia e consumo. As três do meio, onde está o poder, ficaram fora.
Mesmo que a tarifa seja revogada amanhã, sem chips, sem modelos nacionais, sem hash power, sem dados governados, sem talento em escala — o que se atrai é colocation, não soberania.
A tarifa não é o tema. A ausência de cadeia produtiva da IA é o tema.
Análise completa no novo número da newsletter da Multitudes: 🔗 https://t.co/F0laq9y8Uz
#Eleições2026 #InteligênciaArtificial #SoberaniaDigital #DataCenters #PolíticaIndustrial