Que partida memorável. O lindo gol de Sócrates, Hegel e Kant correndo para refutar, Confúcio impassível na arbitragem, o júbilo final dos clássicos e pré-socráticos.
Hoje, 141 anos após o enterro de Victor Hugo, difícil encontrar melhor síntese da relação dos governos com livres-pensadores: passam a vida toda temendo suas ideias e, na morte, carregam seu caixão.
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Victor Hugo queria um funeral simples num modesto caixão de pinho. O governo francês atendeu-o quanto ao caixão. Mas não quanto ao funeral simples.
Concluindo que uma grande multidão compareceria independentemente de como fosse organizado o funeral, e que toda essa gente…
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Victor Hugo queria um funeral simples num modesto caixão de pinho. O governo francês atendeu-o quanto ao caixão. Mas não quanto ao funeral simples.
Concluindo que uma grande multidão compareceria independentemente de como fosse organizado o funeral, e que toda essa gente…
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Sob o Arco do Triunfo foi montado um imenso catafalco, no interior do qual jazia o modesto caixão de pinho contendo o corpo do escritor Victor Hugo.
Às 10h30 da manhã de 1º. de junho de 1885 partiu o pomposo cortejo fúnebre na direção do Panteão, acompanhado por um mar de gente.
“Quanto mais vivo, mais urgente me parece persistir escrevendo todo o ditado da existência, pois talvez só a derradeira frase contenha aquela palavra sutil, quase imperceptível, por meio da qual tudo o que nos foi impossível compreender venha, de súbito, a fazer sentido.”
—Rilke
@adaubam O Vernant diz algo análogo, que a mitologia é mais verdadeira que a realidade, pois perpassa épocas, culturas e mantém-se como sempre foi, enquanto os ciclos históricos têm um fim, e as verdades de hoje podem ser as mentiras de amanhã.
“Sempre preferi a mitologia à história. Porque a história é feita de verdades que acabam se tornando mentiras. E a mitologia é feita de mentiras que acabam se tornando verdades.”
—Jean Cocteau