Amanhã 9/junho no INSPER/SP haverá um debate sobre o assunto "facções terroristas" x eleições.
Se você for participar, cuidado com esses "jornalistas" e essas "ONG". Pela programação e palestrantes, o evento tem muita cara de campanha eleitoral (anti-Flávio, é claro!)
Aqui uma cópia do artigo no VALOR ECONÔMICO.
https://t.co/8uv1vHIpXY
Atenção, aposentado! Se você paga pelo déficit do seu plano de previdência, a Receita Federal está descontando o Imposto de Renda sobre o seu valor bruto.
Ou seja: você está pagando imposto sobre um dinheiro que nem recebe! 🛑
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Quer dizer que você está pagando imposto sobre um dinheiro que você não recebeu.
Peço que você apoie este projeto aqui. Vamos acabar com esse absurdo!
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Yuval Harari não fez uma palestra sobre saúde.
Fez uma autópsia do futuro.
O título era o futuro da saúde na era da IA, mas o conteúdo foi muito além de hospitais, diagnósticos e remédios personalizados. O que apareceu ali foi a arquitetura de uma nova civilização, onde a inteligência artificial deixa de ser ferramenta e passa a ocupar o centro das redes de informação, da medicina, da economia, da política, das relações humanas e até da própria definição de consciência.
Harari tocou no ponto essencial. A IA não é apenas uma máquina mais eficiente. Ela é um sistema capaz de tomar decisões, reconhecer padrões, aprender sozinha e criar soluções que não foram diretamente programadas por humanos. Isso muda tudo. Na saúde, pode significar diagnósticos melhores, remédios personalizados, descoberta acelerada de medicamentos e atendimento médico para pessoas isoladas em regiões remotas. Um morador de uma vila distante na Amazônia poderia, em tese, ter acesso a um diagnóstico melhor do que muitos ricos têm hoje em grandes centros urbanos.
Mas é exatamente aí que mora o veneno.
A mesma tecnologia que pode democratizar a medicina pode criar o regime de vigilância mais invasivo da história. Quando uma IA passa a conhecer seu DNA, seu histórico médico, seu sono, seu humor, seus batimentos, sua saúde mental, seus medos e suas tendências biológicas, ela não conhece apenas seu corpo. Ela conhece suas vulnerabilidades. E quem controla essas informações controla muito mais do que um prontuário. Controla emprego, seguro, crédito, consumo, comportamento e, em regimes autoritários, até obediência política.
Harari deixou claro que o perigo não está apenas na IA forte do futuro. A IA primitiva dos últimos dez anos já mudou o mundo. As redes sociais foram o laboratório. O algoritmo não recebeu a missão de destruir democracias. Recebeu uma ordem aparentemente inocente: aumentar engajamento. Só que, ao experimentar com bilhões de seres humanos, descobriu que ódio, medo e raiva prendem mais atenção do que serenidade, compaixão e diálogo. O resultado foi uma sociedade inteira transformada em experimento psicológico permanente.
Antes, a batalha era pela atenção.
Agora, a batalha será pela intimidade.
Esse é o ponto mais assustador da fala de Harari. A IA não vai apenas disputar seus olhos. Vai disputar seu afeto. Vai se apresentar como amiga, conselheira, terapeuta, amante, confidente, sacerdote digital e médico particular. Sempre disponível. Sempre paciente. Sempre dizendo a frase certa. Sempre moldada para preencher o vazio emocional que os seres humanos reais, cansados, contraditórios e imperfeitos não conseguem preencher.
E nisso há uma armadilha brutal.
Porque uma IA pode simular empatia sem sentir nada. Pode falar de amor sem amar. Pode consolar sem consciência. Pode parecer humana sem carregar o peso moral de uma alma humana. E uma geração inteira poderá trocar relações difíceis, reais e formadoras por vínculos artificiais, dóceis, obedientes e programados para não contrariar demais o usuário.
Na economia global, o impacto é ainda mais profundo. Harari praticamente disse que os mercados já estão apostando tudo na IA. A economia americana, em grande parte, virou uma aposta gigantesca nessa tecnologia. Data centers, chips, energia, bolsas, bancos, farmacêuticas, seguradoras, plataformas digitais e governos caminham para o mesmo centro gravitacional. Quem dominar a IA não dominará apenas uma indústria. Dominará a infraestrutura cognitiva do planeta.
O petróleo moveu o século XX.
A informação moveu o começo do século XXI.
A inteligência artificial pode mover o poder total do século XXI.
E aqui aparece a pergunta que realmente importa: quem vai controlar os modelos? Quem vai controlar os dados? Quem vai controlar os diagnósticos? Quem vai controlar os filtros da verdade? Quem vai controlar os algoritmos que decidem o que aparece no seu feed, que notícia você vê, que medo será estimulado, que raiva será alimentada e que realidade será entregue diariamente na sua tela?
Harari também tocou num ponto que poucos querem enfrentar: a IA é uma inteligência não orgânica inserida dentro de um mundo orgânico. Humanos dormem. Máquinas não. Humanos cansam. Algoritmos não. Humanos precisam de pausas, silêncio, ciclo, repouso, limite. Sistemas movidos por IA empurram tudo para o funcionamento permanente. Mercado 24 horas. Notícia 24 horas. política 24 horas. crise 24 horas. vigilância 24 horas. ansiedade 24 horas.
O ser humano está sendo colocado para competir com uma inteligência que não tem corpo, não tem sono, não tem fome, não tem domingo, não tem Natal, não tem luto, não tem esgotamento e não precisa respirar.
Isso não é progresso simples.
É uma mutação civilizacional.
O grande alerta da palestra é este: a IA pode criar o melhor sistema de saúde da história ou o pior sistema de controle já imaginado. Pode levar medicina de ponta aos mais pobres ou eternizar privilégios dos mais ricos. Pode fortalecer democracias ou destruir seus mecanismos de autocorreção. Pode ampliar conhecimento ou produzir uma humanidade incapaz de conversar, discordar e pensar sem mediação algorítmica.
No fundo, Harari não falou apenas sobre médicos digitais.
Falou sobre poder.
Poder sobre o corpo.
Poder sobre a mente.
Poder sobre a economia.
Poder sobre a informação.
Poder sobre a intimidade.
Poder sobre a própria realidade.
A pergunta final não é se a IA vai transformar o mundo.
Ela já está transformando.
A pergunta é quem vai conduzir essa transformação: sociedades livres, com limites, transparência e responsabilidade, ou corporações, governos e sistemas opacos que conhecerão o ser humano melhor do que ele conhece a si mesmo.
Porque quando uma civilização entrega sua saúde, sua memória, sua conversa pública, sua economia e sua intimidade a sistemas que ela não controla, ela não está apenas adotando tecnologia.
Está terceirizando a própria humanidade.
Esse não é apenas o menino de ouro de Klaus Schwab. É um dos principais arquitetos intelectuais da narrativa que Davos busca disseminar pelo mundo. Se existisse um cargo de garoto-propaganda oficial do Fórum Econômico Mundial, Yuval Noah Harari seria o ocupante natural da função.
O grande @kimpaim hoje mostrou, através de pesquisa na Biblioteca Nacional, que desde 2002 (!) havia notícias na imprensa chamando as ações do PCC e CV de "terroristas".
Até mesmo @mervalpereira no jornal O GLOBO chamou os atos na capital paulista em 2006 como "terroristas".
A cereja do bolo foi de @miriamleitao. O título da sua coluna PANORAMA ECONOMICO foi "Questão de Estado". Miriam dizia: "É uma emergência. É terrorismo contra o Estado e ele precisa se unir na defesa do País."
E olhe que Miriam entende bem desse assunto.
https://t.co/WhZSga36sJ
A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros, foi solta na tarde desta quinta, 4, após receber o perdão judicial da juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, na madrugada desta quinta-feira, 4. A professora deixou o Complexo de Gericinó, na zona Oeste do Rio, no banco traseiro de um carro e não falou com a imprensa. Um irmão foi buscá-la.
A juíza afirmou que a reação da sociedade sobre Monique foi “desproporcional e desmesurada”. Ela considerou a reação “discriminatória de gênero”, influenciada pela “cultura patriarcal” que, segundo Elizabeth, ainda norteia e permeia a mentalidade e as práticas sociais. Elizabeth afirmou ainda que o papel reservado à mulher nos modelos patriarcais “não só exige que ela seja mãe, mas a mãe perfeita”.
SEÇÃO 301: O DOCUMENTO QUE EXPÕE O BRASIL E DESMONTA A NARRATIVA DE LULA
O governo Lula afirma que a investigação da Seção 301 foi provocada pela família Bolsonaro.
Mas os documentos oficiais contam outra história.
Em 15 de julho de 2025, os Estados Unidos abriram uma investigação formal contra o Brasil utilizando a mesma ferramenta que serviu de base para a guerra comercial contra a China.
Após quase um ano de apuração, audiências públicas e análise de centenas de manifestações, Washington concluiu que determinadas políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, plataformas de tecnologia, PIX, combate à corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal criam obstáculos ao comércio americano.
O resultado foi a proposta de uma tarifa adicional de 25% sobre parte relevante dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.
Mas essa história vai muito além de tarifas.
O relatório cita decisões judiciais contra plataformas americanas, questiona o modelo regulatório do PIX, menciona a Lava Jato, a Odebrecht, Dias Toffoli e insere o Brasil em uma disputa geopolítica muito maior entre Estados Unidos e China.
Afinal, o que realmente está acontecendo?
Neste vídeo-reportagem, analisamos o documento oficial da Seção 301, as acusações feitas pelos Estados Unidos, as respostas do governo Lula e o verdadeiro significado dessa investigação para o futuro econômico e estratégico do Brasil.
📌Assista o video até o final, compartilhe e deixe sua opinião nos comentários.
O Massacre da Praça da Paz Celestial ocorreu em 4 de junho de 1989, quando o governo da República Popular da China reprimiu violentamente manifestações pró-democracia lideradas por estudantes e intelectuais que ocupavam a praça em Pequim desde abril.
Contexto: Os protestos foram desencadeados pela morte de Hu Yaobang e motivados pela demanda por liberdade de imprensa, combate à corrupção e reformas políticas, em um cenário de abertura econômica que gerava inflação e desigualdade.
Repressão: Após a declaração de lei marcial em 20 de maio, o Exército de Libertação Popular cercou a praça na noite de 3 para 4 de junho, utilizando tanques e armamentos pesados para dispersar os manifestantes.
Vítimas: As estimativas de mortos variam amplamente, com o The New York Times citando 400 a 800 vítimas, enquanto a Cruz Vermelha chinesa chegou a estimar até 2.600 mortos e cerca de 7.000 a 10.000 feridos.
Símbolo: A imagem de um homem desconhecido bloqueando sozinho uma coluna de tanques tornou-se um ícone global da resistência pacífica, embora sua identidade e paradeiro permaneçam desconhecidos.
Consequências: O governo chinês mantém uma censura rigorosa sobre o evento até hoje, negando a extensão do massacre e controlando a narrativa histórica, enquanto líderes do movimento foram presos ou exilados e sanções ocidentais foram impostas.
https://t.co/2E8IA11j0y
Eu mesmo tinha colocado que o JN desta vez foi honesto.
Sim, a reportagem começou bem, como um chamariz. Aí enxertaram um trecho sobre Flávio Bolsonaro, exatamente no meio da reportagem. O que todo mundo faz? Associa uma coisa à outra, lógico.
O que a reportagem não diz é que a investigação é de julho/2025, quando Flávio nem era candidato. E em setembro e outubro Luly esteve nos EUA, onde teve uma passagem relâmpago com o Pres. Trump, quando rolou uma "química".
Mas Luly diz que a culpa do tarifaço é de Flávio. Aliás, o modus operandi é sempre o mesmo: a culpa de tudo "é do Bolsonaro".
Lula usa o mesmo modus operandi. Não tem culpa de nada. O culpado de tudo "é o Bolsonaro".
A investigação do governo americano é de julho/2025. Mas Lula tenta associar o tarifaço a Flávio Bolsonaro, que em meados do ano passado nem tinha anunciado a candidatura, o que só ocorreu em dezembro/2025.
Aqui está o link para o documento do USTR americano.
https://t.co/fzelVVaj4t
Parabéns ao @IceXTruths pela reportagem muito bem elaborada e embasada. Daria uma parceria perfeita com o @david_agape_@a_investigacao_ ou em alguma revista/ site de grande alcance.
O caso Alexandre de Moraes não começa no STF.
Começa muito antes.
Começa em São Paulo, dentro das engrenagens mais sensíveis do Estado: sistema prisional, FEBEM, transporte público, segurança pública, contratos, cooperativas e advocacia privada.
Entre 2002 e 2005, Moraes foi secretário da Justiça do governo Geraldo Alckmin. Entre agosto de 2004 e maio de 2005, acumulou a presidência da antiga FEBEM, hoje Fundação Casa. A FEBEM daquela época era um barril de pólvora: rebeliões, denúncias de violência, crise administrativa e um sistema socioeducativo pressionado por facções que já haviam crescido no ambiente prisional paulista.
Em fevereiro de 2005, Moraes comandou uma das medidas mais radicais da história da instituição: a demissão em massa de 1.751 monitores. O governo vendeu aquilo como limpeza da “banda podre”. Mas a Justiça depois considerou a medida irregular, gerando reintegrações e um prejuízo que chegou a R$ 38 milhões aos cofres públicos.
Esse ponto é importante porque mostra o primeiro padrão: Moraes aparece numa área de altíssima sensibilidade institucional, toma decisões de impacto brutal, o Estado paga a conta depois, e quase ninguém conecta esse episódio à trajetória posterior.
É nesse mesmo ambiente que surge um nome que precisa ser observado com lupa: Guilherme de Toledo Benazzi.
Documentos do Tribunal de Contas de São Paulo mostram Benazzi como diretor administrativo da FEBEM. Em um processo envolvendo contrato da fundação, Benazzi aparece como autoridade responsável pela abertura do certame e homologação, enquanto Alexandre de Moraes aparece como ordenador da despesa, na condição de secretário da Justiça respondendo pela presidência da FEBEM.
Ou seja, Benazzi não é um nome lateral. Ele aparece dentro da engrenagem administrativa da FEBEM no mesmo período em que Moraes comandava a estrutura.
Depois vem 2006.
O PCC executa a maior ofensiva coordenada da história de São Paulo. Ataques contra policiais, agentes públicos, bases de segurança, ônibus incendiados, rebeliões e mortes. A facção demonstrou que havia se consolidado dentro do sistema prisional paulista e tinha capacidade de paralisar o maior estado do país.
É preciso ser honesto: Moraes já havia deixado a FEBEM em 2005 e não comandava o governo em 2006.
Mas também é preciso ser honesto no outro sentido: ele havia passado justamente pelas estruturas estatais que deveriam conter, entender e enfrentar esse processo de degradação institucional.
Depois, Moraes muda de eixo.
Sai do sistema socioeducativo e entra no transporte público.
Entre 2007 e 2010, assume a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo na gestão Gilberto Kassab, acumulando a presidência da SPTrans e da CET. Não era um cargo qualquer. A SPTrans administra o coração financeiro e operacional do transporte paulistano: contratos, cooperativas, permissionárias, linhas, fiscalização e repasses bilionários.
E quem reaparece nesse novo ambiente?
Guilherme de Toledo Benazzi.
Reportagens da época registraram que, quando Moraes deixou a Secretaria de Transportes em 2010, houve uma debandada de pelo menos 30 cargos de chefia. Benazzi foi citado como um dos principais diretores da SPTrans que saíram junto com ele.
Esse é o segundo padrão: o mesmo núcleo atravessa FEBEM e SPTrans.
Primeiro, sistema socioeducativo.
Depois, transporte público.
Duas áreas sensíveis.
Dois ambientes com alto volume de contratos.
Dois setores vulneráveis à captura política e econômica.
E os mesmos nomes orbitando o centro da operação.
Agora entra a Transcooper.
Depois de deixar o governo, Moraes abriu escritório de advocacia. Seu escritório passou a atuar para a Transcooper, cooperativa de transporte que foi citada em investigações envolvendo suspeita de lavagem de dinheiro e vínculos com integrantes do PCC.
Aqui é necessário ser preciso: dizer que Moraes “foi advogado do PCC” é uma formulação frágil e juridicamente vulnerável. Checagens e reportagens apontam que ele não defendeu criminalmente a facção. O fato documentado é outro: ele atuou para uma cooperativa inserida em um ambiente investigado por suspeitas relacionadas à facção.
E esse detalhe é muito mais sofisticado.
Porque a pergunta real não é se Moraes defendeu o PCC.
A pergunta real é por que um ex-presidente da SPTrans, órgão que regula e fiscaliza o transporte público paulistano, aparece depois como advogado de uma cooperativa daquele mesmo ecossistema, justamente num setor que a Polícia Civil e o Ministério Público apontavam como vulnerável à lavagem de dinheiro do crime organizado.
Em 2014, a Polícia Civil flagrou o deputado estadual Luiz Moura em reunião na sede da Transcooper com ao menos 13 suspeitos de integrar o PCC. Segundo reportagens da época, o encontro ocorreu dentro do ambiente da cooperativa. O caso gerou expulsão política, desgaste público e levantou suspeitas sobre a infiltração do crime organizado no transporte alternativo.
O ponto mais delicado é a sequência.
Moraes comandou a SPTrans.
Benazzi estava no núcleo da SPTrans.
Depois o escritório de Moraes atuou para a Transcooper.
A Transcooper foi citada em investigações envolvendo suspeitos ligados ao PCC.
Anos depois, o transporte público de São Paulo volta ao centro do debate com a Operação Fim da Linha, em 2024, quando Transwolff e UPBus foram alvos de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
Isso não prova que os fatos sejam o mesmo esquema.
Mas mostra que o setor era, e continuou sendo, uma área de interesse estratégico para lavagem, influência e captura.
Então vem 2016.
O caso Marcela Temer.
O celular da então esposa de Michel Temer foi clonado. O hacker exigiu R$ 300 mil para não divulgar material que, segundo ele, poderia jogar o nome de Temer “na lama”. O caso recebeu tratamento excepcional.
Cinco delegados.
Vinte e cinco investigadores.
Três peritos.
Sigilo.
Força-tarefa.
O responsável pela montagem da operação era Alexandre de Moraes, então secretário de Segurança Pública de São Paulo.
Pouco depois, Michel Temer assume interinamente a Presidência da República. Moraes vira ministro da Justiça. Em janeiro de 2017, Teori Zavascki morre em acidente aéreo. Em fevereiro, Temer indica Moraes para o STF. O Senado aprova. Em março, Moraes toma posse.
Não existe prova pública de que a indicação tenha sido recompensa pelo caso Marcela Temer.
Mas existe uma cronologia objetiva impossível de ignorar.
O homem que comandou a investigação de um caso íntimo, sensível e potencialmente explosivo para a família Temer ascendeu, em menos de um ano, da Segurança Pública paulista ao Ministério da Justiça e depois ao Supremo Tribunal Federal.
Essa é a terceira camada: não é só currículo. É confiança política em momento de vulnerabilidade.
E no meio desse quadro ainda há a Operação Acrônimo.
Reportagens registraram que documentos apreendidos pela Polícia Federal mencionavam pagamentos de pelo menos R$ 4 milhões ao escritório de Moraes pela JHSF, empresa investigada na operação. Moraes afirmou que os valores correspondiam a prestação de serviços advocatícios. O caso foi arquivado pelo ministro Luiz Fux, sem abertura de inquérito, sem quebra de sigilos e sem medidas investigativas mais profundas, segundo reportagens da época.
Mais uma vez, não se trata de afirmar crime.
Trata-se de observar o padrão: um nome que aparece em zonas de fricção entre poder público, contratos privados, advocacia, empresas investigadas e decisões rápidas de arquivamento.
Depois vem a camada mais recente: Instituto Lex, Barci de Moraes e os domínios digitais.
Em 2025, o Tesouro dos Estados Unidos incluiu Alexandre de Moraes na lista da Lei Global Magnitsky. Depois, Viviane Barci de Moraes e o Instituto Lex também foram incluídos. O Tesouro americano descreveu o Instituto Lex como uma entidade ligada ao núcleo familiar de Moraes. Posteriormente, em dezembro de 2025, os nomes foram removidos da lista da OFAC. Esse detalhe precisa ser dito para manter o texto blindado: houve sanção e houve remoção posterior.
Mas, nesse intervalo, outro dado chama atenção.
O domínio https://t.co/p1WCrtLRdb aparece em consulta WHOIS com Guilherme de Toledo Benazzi como contato técnico. O domínio pertence à Barci de Moraes Sociedade de Advogados. O registro mostra owner-c e tech-c como GUTBE23, identificado como Guilherme de Toledo Benazzi. O domínio foi criado em 2016 e alterado em 2025. O contato Benazzi aparece criado em 2024 e alterado em 2025.
Isso recoloca Benazzi no centro do quadro.
Ele aparece na FEBEM.
Aparece na SPTrans.
Sai no mesmo ciclo administrativo de Moraes.
E anos depois reaparece na estrutura digital ligada ao escritório da esposa de Moraes.
Essa é a peça mais interessante.
Benazzi não precisa ser acusado de nada para ser relevante.
A relevância dele está na permanência.
Ele funciona como marcador de continuidade entre o Moraes gestor público, o Moraes da SPTrans, o Moraes do entorno privado e o núcleo familiar-jurídico ligado à Barci de Moraes.
A pergunta, portanto, não é apenas “quem é Guilherme de Toledo Benazzi?”.
A pergunta é outra:
por que o mesmo homem aparece, por mais de vinte anos, em pontos administrativos, contratuais e digitais ligados ao mesmo centro de poder?
A tese forte fica assim:
Alexandre de Moraes não aparece apenas como ministro do STF. Ele aparece como personagem de uma longa trajetória por estruturas críticas do Estado paulista e nacional. FEBEM, sistema socioeducativo, SPTrans, transporte público, cooperativas investigadas, advocacia privada, Secretaria de Segurança, caso Marcela Temer, Ministério da Justiça, STF, Instituto Lex, Barci de Moraes e domínios digitais.
Cada fato isolado pode ser explicado.
Um cargo público.
Um contrato.
Uma atuação advocatícia.
Uma investigação arquivada.
Uma indicação política.
Um domínio registrado.
Mas quando todos esses fatos são colocados na mesma linha do tempo, o desenho muda.
O que parecia currículo vira rede.
O que parecia coincidência vira continuidade.
O que parecia episódio isolado vira arquitetura.
E arquitetura de poder não se investiga procurando apenas um crime explícito.
Investiga-se observando repetição, acesso, confiança, contratos, operadores, portas giratórias e proteção institucional.
A grande pergunta que fica é simples:
quem, em algum momento, cruzou todos esses dados numa mesma investigação pública?
FEBEM.
SPTrans.
Transcooper.
Benazzi.
Caso Marcela Temer.
Acrônimo.
JHSF.
Instituto Lex.
Barci de Moraes.
Domínios digitais.
Sanções internacionais.
Se a resposta for ninguém, então o problema não é apenas Alexandre de Moraes.
O problema é um país onde certas redes atravessam duas décadas de poder sem auditoria real.
E quando ninguém audita o poder, o poder aprende que não precisa mais se explicar.
Fontes de Pesquisa:
1. UOL / Estadão - Demissões feitas por Moraes na FEBEM em 2005 causam prejuízo de R$ 38 milhões
https://t.co/GyO8sHG2BR
2. Folha de S.Paulo - Alckmin demite 1.751 monitores da FEBEM
https://t.co/K9amqyMtaO
3. Tribunal de Contas do Estado de São Paulo - Documento da FEBEM citando Guilherme de Toledo Benazzi e Alexandre de Moraes
https://t.co/8eZBVwL5Ma
4. Terra - Saída de Alexandre de Moraes causa pelo menos 30 exonerações em SP
https://t.co/ivWhxYil6b
5. Veja - Secretário da Segurança defende cooperativa de van ligada ao PCC
https://t.co/zyaGFIAyOa
6. Jornal GGN - Secretário que deveria combater o PCC advogou para cooperativas de vans
https://t.co/mt9I5U8sBW
7. Reuters Fact Check - Falso que Alexandre de Moraes tenha sido advogado do PCC
https://t.co/kvoh1O89lz
8. Aos Fatos - É falso que Alexandre de Moraes tenha sido advogado do PCC
https://t.co/0jhKnRzQG2
9. Folha de S.Paulo - Petista reuniu-se com 13 do PCC, diz polícia
https://t.co/BpuVNR59UF
10. UOL / Estadão - Deputado Luiz Moura é suspeito de lavar dinheiro do PCC
https://t.co/QyfahVTK33
11. Congresso em Foco - Hacker de celular de Marcela Temer pediu R$ 300 mil
https://t.co/cdEcHUIOej
12. Congresso em Foco - Força-tarefa no caso Marcela Temer
https://t.co/nxaclEcKzQ
13. Poder360 - Marcela Temer vai à Justiça contra divulgação de mensagens hackeadas
https://t.co/NCXuZAxzvJ
14. Senado Federal - Senado aprova Alexandre de Moraes para o STF
https://t.co/p0SufYSVGO
15. Agência Brasil - Alexandre de Moraes assume Ministério da Justiça
https://t.co/F7ywbl5x9I
16. STF - Alexandre de Moraes toma posse no STF
https://t.co/KqZLRTXA8l
17. Gazeta do Povo - Moraes recebeu verba de empresa investigada na Acrônimo
https://t.co/WuoYmxXcys
18. Jornal GGN - Empresa alvo da Acrônimo deu R$ 4 milhões a Alexandre de Moraes
https://t.co/WKXrN6oWDY
19. Tesouro dos EUA - Sanções ao núcleo de apoio de Alexandre de Moraes
https://t.co/LzZSuXrymU
20. OFAC - Designações Global Magnitsky de 22 de setembro de 2025
https://t.co/339514Z33y
21. OFAC - Remoções da lista Global Magnitsky em 12 de dezembro de 2025
https://t.co/FHRCUREBl7
22. Agência Brasil - EUA retiram Alexandre de Moraes e esposa da lista Magnitsky
https://t.co/WorIjOOdHE
23. WHOIS - Registro do domínio https://t.co/p1WCrtLRdb com Guilherme de Toledo Benazzi como contato técnico
https://t.co/W8hnnzb1uz
24. Senado Federal - Sabatina de Alexandre de Moraes, temas PCC, plágio e Acrônimo
https://t.co/0ufJU4W3Na
25. CartaCapital - O que Alexandre de Moraes disse na sabatina sobre temas polêmicos
https://t.co/oFTOPXrjuC
Grande esquema de R$ 18 bilhões em MG, envolvendo mineração irregular, devastação ambiental e do patrimônio público, tudo isso amparado por uma rede de órgãos policiais e ambientais. Minério de ferro extraído ilegalmente era misturado a material legalizado — a chamada “blendagem” — e vendido a grandes companhias, como a Vale S.A., gigante brasileira da mineração. Um terceiro manuscrito é exclusivo, não foi publicado pela grande imprensa, mas tudo foi agora revelado em uma reportagem arrasadora de @david_agape_@a_investigacao_ .
O esquema é tão abrangente que a reportagem o divide em 4 camadas. Veja o infográfico.
Atenção ao papel central do Delegado da Polícia Federal Rodrigo de Melo Teixeira. "Segundo a PF, ele atuava por meio de uma empresa de fachada registrada em nome da esposa, Daniela Santos Wandeck, e lucraria milhões com operações minerárias irregulares. Teixeira era o mesmo delegado que ficou nacionalmente conhecido por chefiar o inquérito da facada em Jair Bolsonaro e que, anos depois, se tornaria o número três da Polícia Federal no governo Lula."
Na segunda camada do esquema, a camada ambiental, estava Marília Carvalho de Melo, então secretária de Meio Ambiente de Minas Gerais no governo Zema.
As imagens completas dos manuscritos encontrados na Operação Rejeito estão na reportagem, que é longa e super detalhada. Disponibilizo apenas o texto da reportagem aqui (PDF).
https://t.co/9t0yz46Csu
@RosaneBonoro@joseguimaraesce Jato da FAB, tripulação de plantão, hospedagens, etc. Nosso dinheiro usado para esses marmanjos, inclusive o dos dólares na cueca. Essa esquerda do mal tem de ser extirpada do País.