Quer saber quando foi plantada a semente? Vou te contar uma história.
Em 1990 o Brasil vivia mais uma crise de criminalidade.
A Lei dos Crimes Hediondos (8.072) daquele ano foi uma tentativa de responder à crise.
Então.
@LARGOESPN@7otape Me desculpe a correção, mas foi o melhor e maior LATERAL que eu vi jogar...rs
Infelizmente, as lesões encurtaram sua excepcional carreira.
@PresuntinCraque @ThiagoHenr60380@RogerZico10@CRFunicotetra@DiogoSMOR@Renanzinho204@1895_jlm@venecasagrande O PDF foi disponibilizado dia 21. Eu, p.ex., costumo fazer documento no Word/Excel, só faço conversão pra PDF quando preciso anexar digitalmente. O fato de ter sido "criado/modificado" no dia 21 não significa q tenha sido efetivamente criado nesse dia. O PDF q foi, apenas isso.
A maior ironia da história recente do Brasil está se desenrolando mas só será plenamente compreendida pela próxima geração de brasileiros.
O estabelecimento de um estado paranoico e de perigo constante na população - o expediente clássico dos ditadores que se utilizam de inimigos externos para tal - foi, no Brasil, criação de uma elite patrimonialista e corrupta para manter seus privilégios e a fachada de normalidade legal e democrática. Na falta de um inimigo externo, foi preciso criá-lo: o "golpe fascista".
As futuras gerações lerão nos livros de história como metade da população do país defendeu, bateu palmas ou fez vista grossa para a destruição da legitimidade das Instituições - e tudo porque um "golpe fascista" tinha que ser derrotado e a democracia continuou sob uma "permanente ameaça" existencial, que a corroeu por dentro mesmo com os supostos "fascistas" presos. Perceberão a imagem do desastre em câmera lenta quando os "salvadores" da democracia passaram a utilizá-la para perverter a lei, silenciar jornalista e perseguir os cidadãos transformados em inimigos públicos com "intenções e ideias antidemocráticas".
A história geralmente não perdoa quem, em tempos de flagrante injustiça, foi incapaz de se levantar, acusá-la e combatê-la - e é assim que, espero, as futuras gerações julguem nosso Brasil contemporâneo e todos os cínicos, cúmplices e cegos que auxiliaram na sua ignóbil e lenta implosão.
Sou Carioca, filho de um Baiano Rubro-negro, que me ensinou a amar o clube.
E nesse final de semana, na vitória contra o Sports, vimos o que ano após ano, se repete como um roteiro previsível: quando o Flamengo visita o Nordeste, não é só o jogo que entra em campo, entra também um debate identitário que, curiosamente, quase nunca aparece quando os visitantes são outros clubes do Sudeste. Só contra o Flamengo a bandeira do “orgulho local” é levantada com tanta fúria, como se o rubro-negro nordestino fosse uma anomalia social. E a insistência nessa narrativa revela justamente o contrário: revela o tamanho da Nação e a profundidade dos laços históricos entre o clube da Gávea e o povo nordestino.
Porque, antes de tudo, é preciso lembrar: o Nordeste ajudou a vestir o Manto.
Nordestinos marcaram a trajetória do Flamengo desde o início da profissionalização do futebol brasileiro. Nomes como Dida (Alagoas), um dos maiores ídolos dos anos 50; Nunes (Pernambuco), o “Artilheiro das Decisões” que selou a glória eterna em 1981; Júnior, Zagalo, e tantos outros que personificaram essa ponte afetiva entre Gávea e Nordeste.
Ou seja: exigir que o nordestino “escolha” entre sua terra e o Flamengo é desconhecer a história, o Nordeste sempre esteve no Flamengo, e o Flamengo sempre esteve no Nordeste.
Mesmo assim, quando o Fla chega para jogar em Salvador, Recife, Fortaleza ou qualquer outro grande centro da região, ressurgem os ataques aos rubro-negros locais: “misto”, “vergonha”, “torcedor terceirizado”.
Termos que, além de preconceituosos, são incoerentes. Afinal, nenhum outro clube desencadeia essa reação. Quando Palmeiras, Corinthians ou São Paulo jogam na região, não há grandes campanhas contra seus adeptos locais. Só quando é o Flamengo.
Isso deveria acender um alerta: por que só o Flamengo incomoda?
A resposta é simples, porque nenhum outro clube mobiliza tamanha identificação popular no Nordeste. Pesquisas nacionais mostram o Flamengo como líder isolado na região, com larga vantagem sobre os times locais. E quando um time tem mais torcedores no território do adversário do que o próprio dono da casa, é natural que surja reação, às vezes sadia, às vezes hostil, e, lamentavelmente, em algumas ocasiões, violenta.
E aí entra o debate do “terceirizado”.
Nos últimos anos, muita gente tentou colar no torcedor rubro-negro o rótulo de que ele seria “menos fiel”, “modinha”, ou “torcedor de TV”.
Mas basta olhar os dados, e a realidade dos estádios, para perceber que essa narrativa não resiste ao primeiro sopro de honestidade.
Entre as torcidas nacionais, o Flamengo é uma das menos ‘terceirizadas’ do Brasil segundo estudos de comportamento de consumo esportivo:
sua base de torcedores cresce de forma orgânica, transmitida por gerações;
grande parte acompanha o clube independentemente de títulos;
mesmo fora do Rio, a Nação se faz presente de forma massiva e constante, muito mais do que outras torcidas de grande porte.
Quando olhamos para times com títulos recentes, como Palmeiras e Atlético-MG, vemos saltos abruptos de torcida associados a momentos específicos, típico indicativo de adesão circunstancial.
O Flamengo não vive esse fenômeno: sua massa nacional existe desde os anos 50, cresceu nos 80, estabilizou nos 90 e nunca deixou de ser dominante.
É uma torcida construída em 130 anos de presença cultural, não em ciclos curtos de vitória.
Logo, o termo “terceirizado” não só é falho, ele é desonesto.
O torcedor do Flamengo é justamente o contrário disso: é o mais espalhado, o mais presente, o mais resiliente e o menos dependente de modismos.
Ele veste o Manto em qualquer bairro, em qualquer cidade, mesmo sabendo que, no Nordeste, muitas vezes será pressionado, hostilizado ou ridicularizado por outro nordestino.
E aqui mora a maior contradição do debate:
muitos que criticam o preconceito vindo do Sul reproduzem o mesmo preconceito contra o conterrâneo que escolheu torcer pelo Flamengo.
Não defendem identidade regional, defendem a exclusão de quem pensa diferente.
Mas a verdade insiste em aparecer:
o nordestino rubro-negro não é minoria silenciosa, é multidão.
Ele não é “misto”, é protagonista.
Ele não é traidor, é parte fundamental da história do clube mais popular do país.
E a cada vez que tentam apagá-lo, ele responde com estádio lotado, com o Manto erguido e com a força cultural de quem sabe que paixão não obedece a fronteiras.
O Flamengo pode não ser o time da cidade, mas é o time de milhões de nordestinos que construíram sua identidade rubro-negra sem pedir permissão a ninguém.
No fim, a pergunta que fica não é por que tantos nordestinos torcem para o Flamengo.
A pergunta é: por que isso incomoda tanto?
E talvez a resposta seja a mais simples de todas:
porque o Flamengo, onde pisa, revela grandeza, inclusive a grandeza do próprio Nordeste, que ajudou a construir o clube que o Brasil inteiro aprendeu a amar.
@ma_galuz @reporterenato Não ajudaria pq são pessoas q usam o extintor. O fogo assusta, apavora. Às vezes a pessoa quer ajudar, tem como, mas trava. Sem contar q vc ignora q as pessoas podem simplesmente não querer ajudar. É raro, mas acontece muito...