“Todo mundo com a diversidade” - Maju Coutinho comenta sobre a sociedade e racismo estrutural
“Combater o racismo não é uma democracia, tem que ser crença profunda do coração, real, de tirar privilégios. Eu acho que tem que ser com seriedade e isso vai da cobrança dos movimentos e da gente de continuar pressionando e vamos que vamos. Ainda estamos muito aquém, gente.
A gente tem um avanço, tem, porque já era um absurdo o que a gente vivia, mas ainda tem chão.
Eu só me contento mesmo quando eu chegar num restaurante e eu olhar muitos casais negros lá com suas crianças, ou num shopping também. Eu não vejo negros apenas na segurança. Nas escolas particulares também a sala de aula mais mesclada, porque, gente, a questão é que ganha todo mundo com a diversidade. Então eu acho que é essa consciência que a gente tem que ter.
Agora, enquanto a gente olhar para o lado do teste do pescoço e ainda não se ver na vida real, não na propaganda, ainda, para mim, ainda tem chão.”
Via GNT
Liniker comenta sobre maturidade e momento em sua carreira:
“É muito forte você amadurecer na frente de câmera, né? É muito forte eu amadurecer dando entrevista desde o meu começo. E acho que isso me dá hoje a calma também de falar de mim e a calma também de entender que tem processos que vão ser pessoais, que não são divididos. Não é nem que eu não queira dizer, mas eu preciso entender no meu corpo primeiro pra poder ter maturidade e consciência pra dizer aquilo de uma forma responsável e de uma forma que chegue nas pessoas exatamente da forma que eu quero que saia.
Então, eu acho que eu ainda sigo gritando por espaço e ainda sigo reivindicando que seja um espaço não só meu, mas um espaço coletivo. Mas acho que hoje eu sou feliz também em me dar contorno de proteção.
Em todas as entrevistas as pessoas sempre vão perguntar ‘E o próximo disco?’.
Acho que eu sou uma artista de repertório, eu sou uma compositora em percurso.
Eu sigo escrevendo mesmo com o Caju na estrada. ‘Charm’e foi um lançamento super legal. Vão ter novos discos, mas agora o meu foco é encerrar essa turnê da forma onde eu sinta cada coisa que eu estou vivendo. Sem ter que me apressar. Vocês sabem que quando vocês esperam, eu entrego. É só um pouquinho de calma.”
Via Estadão
No próximo sábado, a Liniker se tornará a primeira artista trans a se apresentar em um show solo em um estádio no Brasil.
O show acontecerá no Allianz Parque, estamos ansiosos!
Regina Casé comentou recentemente sobre o programa ‘Esquenta!’ que, apesar do enorme sucesso, canalizou um preconceito muito forte para cima dela
“Eu não acho que foi uma implicânciazinha, não. Foi a latência de uma onda, de um tsunami conservador que veio e que se manifestou claramente logo em seguida. Mas ali ele estava ali... E como ele ainda não era expresso claramente, todo mundo não via, dava até a impressão que era só comigo.
Porque é o seguinte, se você leva assim um casal gay muito bonitinho, loirinho, num programa de noite, lá com a mãe, todo mundo chora, é mais palatável. Se eu levo, como eu levei, por exemplo, um casal de cortadoras de cana, do sertão, que eram casadas, duas mulheres que lutavam muito pela vida do outro jeito. O aspecto delas, tudo aquilo causava muita rejeição. Então, como ninguém sabe o nome delas, ouvia aquele tanto de preto no programa, né? Ouvia tanto de pessoas diferentes em todos os sentidos.
Mas ninguém sabe o nome daquelas pessoas. E todo o preconceito, todo o ódio, você tem que botar numa direção. Então eu virei um ralo pra isso. Foi muito duro um período, eu admito.
Era muito violento o que a gente chama hoje de hater e que entende assim. Naquela época ainda era meio assim, mas por que que... Entendeu? E eu ainda tenho uma herança disso. Porque é uma loucura, barbaridades e mentiras muito graves na internet.”
Urias é mencionada na Powerlist Mundo Negro 2026 como uma das mulheres negras que redefinem o Brasil.
Neste ano, a premiação destaca mulheres que fazem a diferença em frentes fundamentais como cultura, liderança corporativa, ciência e tecnologia, impacto social, empreendedorismo, beleza, gastronomia e moda.
Nomes como Conceição Evaristo, Val Benvindo e Nina da Hora também entraram na lista. As 10 vencedoras foram escolhidas por voto popular e avaliação de júri técnico.
Via Mundo Negro no Insta