Oruam não faz nenhuma questão de esconder o fato que seu pai é Marcinho VP, um dos traficantes mais famosos do país. Mas, ao final, o que fica de reflexão é: no Brasil, quem tem o direito de cantar o amor a um pai? Escrevi um pouco sobre o caso aqui:
https://t.co/ae5FrZxtTQ
O avanço da extrema direita acompanha o supremacismo branco. Um "gesto" move o imaginário da população, a econômia, as mídias, nações, os estados e principalmente as pessoas. A disputa pelo imaginário popular é o primeiro movimento da disputa ideológica do estado.
@joaodengoso @aliaramartinss Você sabe que o Daniel Alves e o Robinho foi condenado por estupro né? Que p*rra de comparação é essa. Botar o Endrick do lado desses maluco escroto
A relação entre meio-ambiente e raça é evidente e expõe muito do universo simbólico da ofensiva da extrema direita sobre o tema. Para o bolsonarismo, os símbolos de meio ambiente, negritude, indígenas, quilombolas estão todos conectados. Atacar um é simultaneamente atacar todos.
Tá tendo tanta relativização do que é ser pardo no Brasil que parece que qlr pessoa, em um futuro próximo, poderá ser chamada de parda por ter traços miscigenados. Inclusive e principalmente quem é branco.
O termo "pardo", autônomo da categoria "negro" e idealizada de forma universal, já foi pensado algumas vezes na história do Brasil.
O que a galera não fala é que isso sempre tava lado a lado do fascismo, do branqueamento racial e da retirada de direitos da população pobre.
@elrafaelism Não sinto isso não. Sinto que talvez seja muito mais de assumirmos a referência norte americana de negritude e abandonar os referenciais teóricos nossos, tanto do movimento negro quanto do pensamento negro brasileiro.
As vezes eu fico pensando como o termo “preto” vem substituindo o termo “negro” e o quanto isso é problemático pra quem estuda relações raciais. Não é por coincidência que tb estamos falando menos de mestiçagem e não-lugar do sujeito pardo no Brasil.
@ivntrz Sim e acho que ambos os movimentos tem aproximidades. Paramos de falar de mestiçagem nos espectros de negritude e identidade indígena, e esses movimentos neo-pardo a la democracia racial voltam. É muito sintomático