Terminei Lost pela segunda vez.
Na primeira, anos atrás, assisti uma série sobre mistérios. Desta vez, assisti uma série sobre encontros.
Quando vi Lost pela primeira vez, queria entender a ilha. Queria respostas. Queria saber o que era a fumaça, os números, as viagens no tempo e todas aquelas explicações que a série parecia prometer. Agora, mais velho, percebi que as respostas nunca foram a parte mais importante. As pessoas sim.
Lost fala de física, religião, destino, escolhas, ciência, fé, vida após a morte e mais um monte de temas que ajudaram a série a sobreviver por mais de vinte anos. Mas, para mim, a mensagem acabou sendo muito mais simples: o que importa são os encontros.
Jack encontra Kate. Locke encontra sua fé. Desmond encontra Penny. Hurley encontra seu propósito. E até o sacana do Ben Linus encontra alguma forma de redenção. Nunca vi alguém apanhar tanto numa série. Durante cinco temporadas o sujeito leva surra, traição, humilhação, perde tudo algumas vezes e, de algum jeito, continua ali.
Cada personagem parece estar procurando alguma coisa, mas quase sempre encontra outra. Talvez seja por isso que a série continue funcionando tão bem depois de tanto tempo.
E aqui aconteceu uma coisa que eu não esperava.
A cena que mais me emocionou não foi uma das mais famosas. Foi Sawyer reencontrando Juliette. Não porque seja o romance mais intenso da série, mas porque talvez seja o mais maduro.
Sawyer passou anos vivendo com raiva, desconfiado de tudo e de todos, sempre pronto para fugir, mentir ou atacar. Quando está com Juliette, ele muda. Não apenas emocionalmente. Ele muda fisicamente. Sorri mais, respira diferente, anda diferente. Pela primeira vez, parece um homem que não está pronto para fugir.
Quando a perde, não parece apenas que perdeu alguém que amava. Parece que perdeu o lugar onde finalmente tinha parado de fugir.
E foi aí que algumas lágrimas caíram por um motivo completamente diferente do que eu imaginava.
Talvez porque eu tenha percebido uma coisa que passei anos sem entender: existe uma diferença enorme entre acomodação e paz. Durante muito tempo eu confundi as duas.
No fim das contas, Lost não me deixou pensando nos mistérios. Me deixou pensando nos encontros. Nas pessoas que passam pela nossa vida, nas que ficam, nas que vão embora e nas que ajudam a gente a encontrar partes de nós mesmos que estavam perdidas.
A ilha era importante. Mas nunca foi o centro da história. As pessoas sim.
E talvez seja por isso que Lost continua funcionando depois de todos esses anos. Porque, no fundo, todo mundo está perdido em algum lugar. E quase sempre é um encontro que nos ajuda a achar o caminho de volta.
Todo episódio de Bones:
>Corpo é encontrado num lugar ridículo
>Dentro de um barril de picles ou no meio de um campo de golfe ou dentro de uma escultura de museu
>Booth aparece de terno com cara de cara durão do FBI
>Brennan aparece olhando pro cadáver com tesão científico
- Booth isso é fascinante as marcas nos ossos indicam
- Bones eu sei que você ama osso podre mas precisamos encontrar o assassino
- Não é osso podre é remanescente esquelético com evidências de trauma perimortem você é ignorante
- Você acabou de me chamar de ignorante na frente de um cadáver
- Sim
>Voltam pro Jeffersonian
>Hodgins aparece animadíssimo
- GENTE EU ANALISEI O PÓZINHO QUE ESTAVA NO CRÂNIO E É PÓLEN DE UMA FLOR QUE SÓ EXISTE NUM RAIO DE 3 QUARTEIRÕES NO NOROESTE DE ALEXANDRIA VIRGÍNIA
- Hodgins como você sabe isso
- EU AMO CIÊNCIA
>Angela aparece e reconstrói o crime em holograma 3D ultra detalhado em 4 minutos
- Pronto reconstruí o rosto da vítima, a cena do crime, a vida inteira dela e fiz um gif animado do assassinato
- Angela como você fez isso tão rápido
- Sou incrível tchau
>Zack ou algum assistente esquelético aparece
- Dra. Brennan as marcas no fêmur indicam que o assassino é canhoto mede entre 1,75 e 1,78 usa sapato 42 e tem ressentimento com a figura paterna
- Como você chegou nisso pelo fêmur
- Os ossos nunca mentem
Brennan e Booth vão interrogar suspeito
- Onde você estava na noite do dia 12
- Eu não falo sem advogado
- Posso te dizer pela sua postura e pela calcificação visível no seu pulso que você está mentindo e provavelmente carregou um corpo recentemente
- Isso não é admissível em tribunal Bones
- A CIÊNCIA É SEMPRE ADMISSÍVEL
>Booth faz cara de pai envergonhado mas orgulhoso
>Voltam com nova evidência
- Dra. Brennan o assassino usou um objeto específico para golpear a vítima
- Pelo padrão do trauma eu diria que foi um troféu de boliche edição limitada de 1987 fabricado em Tulsa Oklahoma
- Isso é impossível de saber pelos ossos
- E no entanto
>Acham o troféu exato na casa do suspeito
>Booth prende o cara
>Brennan faz algum comentário completamente sem noção sobre cultura humana
- Booth eu não entendo porque as pessoas mentem para proteger sentimentos isso é biologicamente ineficiente
- Porque as pessoas se importam umas com as outras Bones
- Fascinante vou escrever um livro sobre isso
>Booth e Brennan fazem tensão sexual no corredor do Jeffersonian pela 847ª vez nessa temporada
>Hodgins explode alguma coisa no laboratório por diversão
Episódio acaba
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