O sujeito faz gatonet via furto de energia, abandona filho, dá calote em pensão, empina moto completamente bêbado e(ou) drogado e leva borracha da PM.
É uma espécie particular de miséria: o sujeito é um fudido, mas conserva intacta a disposição de fiscalizar o quadril alheio.
O lumpen brasileiro suporta horas de trânsito em ônibus abafados, e ganhando menos que 1SM em subempregos.
Mas basta um homem andar de um jeito fora dos padrões para despertar nele um extraordinário impulso disciplinar e comunitário, mas atrelado a um comportamento animalesco.