Desde a criação da Copa do Mundo, 471 jogadores foram campeões:
📊450 jogadores: venceram 1 copa
📊20 jogadores: venceram 2 copas
📊1 jogador: venceu 3 copas (Pelé)
O REI PELÉ 🇧🇷😎
Diagnóstico de João Carvalhaes, psicólogo da Seleção Brasileira sobre Pelé antes da Copa do Mundo de 1958:
"Pelé é obviamente infantil demais. Ele não tem o espírito de luta necessário. Ele é muito jovem para receber os golpes e reagir com a força adequada. Não é aconselhável levá-lo."
Resposta do técnico Vicente Feola:
"Você pode até estar certo. O problema é que você não sabe nada de futebol. O menino vem conosco."
📸 Representação feita por IA.
Nostálgico!
Assisti Brasil 70 do primeiro ao último episódio.
Li muitas críticas de gente que não chegou ao fim. Outros, por apego a nostalgia, esquecem que o filme não pode retratar a realidade exatamente como ela foi.
Dizem, por exemplo, que Pelé parece sonso, omisso e sem aura. A precocidade da conclusão beira o ridículo. Isso aí é coisa que não chegou no último episódio, nem parou pra pensar sobre o arco do próprio Pelé antes e depois da Copa.
Spoiler: pouco a pouco, Pelé vai se transformando no grande herói que decide o título. Achei que todo mundo sabia disso.
Os mais velhos reclamam de imprecisões. A primeira versão do quinteto ofensivo tinha Edu na ponta esquerda, por exemplo. É um problema normal nesse tipo de produção. O roteiro não pode gastar tempo desenvolvendo todos os personagens de forma complexa.
A série aprofunda a personalidade de oito jogadores: Félix, Carlos Alberto Torres, Paulo César Caju, Gerson, Rivellino, Jairzinho, Pelé e Tostão. Nem preciso citar qual desses é o maior protagonista, disparado. Clodoaldo só ganha destaque no campo. O resto, em geral, praticamente não tem falas. Rara exceção é o icônico Emerson Leão, que aparece arranjando confusão em momentos de escape cômico.
Foi a escolha do roteirista. Faz total sentido. Pra contar esse tipo de história com uma série, é preciso fazer escolhas. Não é preciso ser um cineasta pra saber disso.
No geral, achei a série muito boa. Apesar de não ter idade pra ter visto a Seleção de 1970, conheço a história razoavelmente bem. Li a biografia de João Saldanha quando criança e sempre tive certo fascínio por esse episódio.
O roteiro é fiel à história, e não abusa da liberdade artística. Rodrigo Santoro é um espetáculo como João Saldanha. Bruno Maze adicionou uma certa veia cômica a Zagallo, mas com muito respeito ao ícone que transformou o time de Saldanha no maior de todos os tempos.
Fiquei muito bem impressionado com Lucas Agrícola como Pelé. Até relutei no início, mas o jeito que ele evolui na série é impressionante. E não me lembro de outra pessoa real retratada por um ator tão parecido. Lucas é quase idêntico a Pelé, ainda tem uma voz praticamente idêntica à de Pelé e nos últimos episódios demonstra grande talento como ator. No fim, os defeitos parecem detalhes.
Vale a pena pro brasileiro que não gosta de futebol, pois a série conta um dos mitos fundadores do Brasil contemporâneo, com direito à melhor representação audiovisual do maior de nossos heróis nacionais. Também vale a pena pro seu amigo gringo que gosta de futebol.
Pro caso específico dos brasileiros que gostam de futebol, a série é simplesmente imperdível. Assista até o fim, preste atenção nos dois últimos episódios e aposto que, ao fim dessa experiência, você vai me agradecer pela dica.
O que aconteceria se um buraco negro passasse próximo da Terra?
A resposta depende principalmente de sua massa e da distância de aproximação.
Em uma simulação física, buracos negros com massas entre meia Terra e dez Terras passam próximos ao nosso planeta. Embora sejam representados visualmente como objetos grandes, seus tamanhos reais seriam surpreendentemente pequenos: um buraco negro com a massa da Terra teria um raio de Schwarzschild de apenas cerca de 0,9 centímetro.
Apesar do tamanho minúsculo, sua gravidade seria capaz de produzir efeitos devastadores.
Com massa equivalente a meia Terra ou uma Terra, o buraco negro já seria capaz de deformar a órbita do planeta, desencadear terremotos extremos, provocar intensa atividade vulcânica e alterar significativamente os oceanos e a atmosfera.
À medida que a massa aumenta para duas, quatro ou dez vezes a massa terrestre, os efeitos tornam-se cada vez mais catastróficos. A gravidade do buraco negro poderia arrancar partes da crosta, fragmentar o planeta e lançar enormes quantidades de material ao espaço. Em cenários mais extremos, a própria Terra poderia ser completamente destruída.
Uma curiosidade importante é que buracos negros não funcionam como aspiradores cósmicos que sugam tudo ao redor. Sua gravidade segue as mesmas leis físicas de qualquer outro objeto com a mesma massa. O perigo não está em uma “sucção mágica”, mas na intensidade de seu campo gravitacional quando passam muito perto.
Portanto, o cenário mais realista não é a Terra sendo engolida instantaneamente, como costuma acontecer em filmes e animações. O mais provável seria uma sequência de perturbações gravitacionais capazes de devastar ou até destruir completamente o planeta, dependendo da massa do buraco negro e da distância de sua passagem.
Créditos do video:
Pavel Ševeček / YT - pavelsevecek
Não sei quantos de vocês estão cientes do que está acontecendo na @NBA agora, mas a campanha do @spurs é absolutamente emocionante e deveria servir de exemplo, guardadas as devidas proporções, para o futebol brasileiro.
O jovem time de San Antonio, liderado por um trio com idades de 20 a 22 anos, acabou de eliminar fora de casa o atual campeão e, contrariando todos os prognósticos, vai para a final contra os Knicks de Nova Iorque, contra tudo e contra todos. E o mais curioso: vão como favoritos graças, sobretudo, à postura do melhor e maior (literalmente) jogador do time: @wemby.
O francês, que ainda tem idade universitária, tem uma postura contrária à maioria dos figurões do esporte da atualidade: é humilde, o passatempo favorito do cara é ler, não esconde emoções, faz questão de demonstrar respeito aos mais velhos e, em vez de ostentar, preferiu passar férias num monastério budista.
Como se isso não bastasse, prega publicamente a necessidade de ser um bom exemplo e faz campanha pelo esporte limpo, sem simulações.
Isso é absolutamente o contrário que a geração recente de ídolos daqui esbanjam há mais de uma década.
Precisamos de mais Wembanyamas.
Lembro de, em uma das noites naqueles anos em que trabalhei com José Trajano, uma vez por semana juntos comentando futebol em podcast e duas ou três vezes por semana produzindo o seu programa de TV na sala de sua própria casa, me perguntar: como é que esse cavalheiro, que viu ao vivo a Copa de 70, ainda tem tanta energia pra se envolver com a sexta rodada do campeonato brasileiro de, sei lá, 2019? Talvez eu não tivesse saco pra tanto goleiro fingindo lesão, tanto juiz egocêntrico, tanto cartão amarelo por comemoração de gol. O Zé fala de futebol e o olho muda. Tive uma camisa do América. Dei a ele, não sei se coube legal. O vermelho lhe cai muito bem.
É curioso observar, nos últimos tempos, a intensificação desse, digamos assim, "conceito": o Zé Trajano fanático pelo Arsenal contrasta com aquele nosso possesso de alma gentil que, por décadas, não parecia se importar tanto assim com o futebol daquela ilha. O negócio dele era a cobertura de um Brasil profundo, de histórias locais, do nosso rame-rame e das pelejas inglórias, sol a pino, jogadores horríveis e nem sempre esforçados, militando pelas divisões intermediárias do futebol carioca. Tudo aquilo que justifica estádios vazios, mas que a gente não larga a mão, porque ama. O Zé achou, muito bem achado, o conceito da coisa, que é um pouco o fio da vida: o futebol é um abraço. E abraço a gente dá, não proíbe.
Abraço de pai e filho, nesse caso. De um pai que vê o filho vivendo em outro país, amando outro clube, e sentindo, ali, a mesma conexão que nós temos quando vemos nossos pais sofrendo por um esporte que nem entendemos ainda. Não é complexo de entender. A história natural, na ampla maioria dos casos, traz os filhos para escolherem torcer pelo mesmo time do pai - muitas vezes nem sequer é uma escolha, já que somos tão crianças na hora de forjar esse encanto, e os pais e mães nem sempre são democráticos. Por qual motivo deveria ser difícil de entender que o pai também pode escolher o time do filho? Se o destino final é o abraço, por quê seria inviável forjar, depois de muita estrada, um afeto tardio em nome de estar com o filho? Meu amigo-irmão Paulo certa vez me disse: "se acabar o futebol, acaba 90% do meu assunto com meu pai". Tenhamos assunto, pois.
É muito bonito que o coração de José Trajano, depois de tanta pancada em transmissões amadoras, tenha vivido, no telão do Estádio dos "Gunners", essa paixão honesta e esperançosa por um clube que é acima de tudo uma outra chance. Bonito também que o Arsenal tenha se acomodado lá dentro como se na Tijuca estivesse. Clubes de futebol são instituições generosas, maleáveis, aceitam eventuais desaforos e sempre abraçam novos adeptos, mesmo aqueles "que vieram de longe". No fim, no rigor máximo, é tudo um pretexto pra gente dividir o tempo com quem ama - afinal, definitivamente, por obviedade matemática, não é um hobby que traz mais alegrias que frustrações. Quem leu Nick Hornby em Febre de Bola sabe bem disso. Hornby conta como, ao redor dos jogos do Arsenal, a sua vida foi tecida. Quem o leu, fez uma espécie de faculdade para torcer por aquele clube, já está habilitado para tal. Um clube especial, por sinal, inclusive na dor.
Mais uma vez escapou o título europeu do Arsenal - talvez seja um traço esquisito do destino do Zé, o futebol lhe deu poucas taças, radicalizando a lição que ele tem pra dar. João e José, filho e pai, assistiram juntos. O pai, tenho certeza, cruzou o oceano para o abraço, mais do que para o jogo, ainda que o jogo tenha sido o pretexto para o abraço. Eu também tenho dois clubes, um pequenininho e um grandalhão, no mesmo coração. Muitos de nós temos. E não, não é legal amar um time que só apanha, que não reage, que nem bravata tem pra soltar. Então a gente delira outros delírios. Vi uma semifinal de Copa do Mundo no sofá do Trajano, França x Bélgica, e também o vi tentando conectar um Youtube na TV pra assistir o Ameriquinha numa jornada vespertina safada pelo estadual. Via, nas duas ocasiões, o mesmo homem que ama futebol e me contagia, no mais nobre jogo e no quase anônimo duelo. Eu amo o amor que o Zé Trajano tem pelo futebol. E contemplo comovido o quanto esse esportezinho danado faz por nossas relações humanas e afetivas.
Viva @ultrajano , viva @j_castelobranco.