PANAMÁ 🇵🇦 | ATENÇÃO 🚨
Autoridades chinesas estão detendo navios com bandeira do Panamá em portos da China, em um claro ato de retaliação à decisão da Suprema Corte panamenha que anulou o contrato de gestão do seu Canal pela gigante CK Hutchison.
Segundo a Comissão Federal Marítima dos Estados Unidos (FMC), que monitora de perto o aumento dessas ações, as inspeções e detenções em portos chineses ultrapassam em muito os padrões históricos e parecem destinadas a punir o Panamá. Em janeiro, a Suprema Corte do país invalidou o arcabouço legal da concessão de 1997, que permitia à Panama Ports Company (subsidiária da CK Hutchison) operar os terminais de Balboa (Pacífico) e Cristobal (Atlântico). Pequim classificou a medida como um “ato de má-fé”.
O governo panamenho nomeou subsidiárias americanas da Maersk e da MSC como operadoras interinas por 18 meses, sob forte pressão de Washington para reduzir a influência chinesa na via navegável, que responde por cerca de 5% do comércio marítimo global. É bom que se diga que o Canal ainda é muito relevante: a travessia poupa cerca de 4 dias e 13 horas na rota Brasil-China por exemplo, gerando uma economia de aproximadamente $129 mil dólates em frete por viagem.
A presidente da FMC, Laura DiBella, afirmou que as inspeções informais já resultaram em quase 70 detenções desde o dia 8 de março. DiBella alertou que, como os navios de bandeira panamenha transportam uma parcela significativa do comércio de contêineres dos EUA, essas ações chinesas podem gerar consequências comerciais e estratégicas relevantes para o transporte marítimo americano, conferindo à Comissão autoridade para investigar tais práticas.
Enquanto o Ministério dos Transportes da China convocou representantes da Maersk e da MSC para discussões em Pequim, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, acusou os EUA de estarem por trás de um “complô para tomar o controle forçado do canal”.
A CK Hutchison rejeitou a decisão da corte panamenha, acusou as autoridades de confisco ilegal e iniciou arbitragem internacional exigindo indenização superior a $2 bilhões de dólares. O impasse também complica a venda planejada de uma participação majoritária em sua divisão global de portos, avaliada em $23 bilhões, para um consórcio liderado pela BlackRock e pela MSC.
O caso eleva as tensões geopolíticas entre EUA e China, mas até o momento não há indícios de risco de intervenção militar ou conflito armado direto.
(via Reuters)
Lendário golfista Tiger Woods foi preso na gloriosa Jupiter Island, Flórida (renda familiar média $550 mil Trumps/ ano).
De acordo com o xerife do condado de Martin, Tiger Woods visivelmente chapado no local, colidiu com outro veículo e capotou sua Land Rover. Ele foi detido sob acusação de dirigir sob influência (DUI) com danos à propriedade e por se recusar a fazer o teste de urina, embora um teste de bafômetro inicial tenha acusado ausência de álcool. Woods foi levado para a cadeia, onde deve permanecer por pelo menos 8 horas conforme a lei estadual da Flórida. Ele não sofreu ferimentos graves.
(via The Palm Beach Post)
MILHO 🌽
A administração Trump anunciou a suspensão temporária das regras federais de controle de poluição que regulam as misturas sazonais de gasolina, visando aliviar a pressão sobre os preços dos combustíveis nas bombas.
A medida, implementada pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), autoriza a venda de misturas mais baratas durante os meses de verão. Isso inclui a liberação do E15 (gasolina com 15% de etanol, normalmente restrita nessa época) e a eliminação de entraves federais à venda do E10 em todo o país, embora esta já seja amplamente comercializada.
O que deveria chamar mais a atenção é que a suspensão prevista inicialmente para durar 20 dias a partir de 1º de maio, possui cláusula de prorrogação indefinida. A decisão impacta diretamente o mercado de milho americano, principal matéria-prima do etanol nos EUA. Ao ampliar o uso do biocombustível, o governo tenta reduzir os estoques domésticos que atingiram o maior patamar dos últimos 7 anos devido ao travamento de exportações e safras recordes. Produtores e entidades como a Renewable Fuels Association celebraram a medida que dá fôlego ao Agronegócio americano. Mesmo que a medida tenha a duração inicial prevista, o consumo de etanol pode saltar entre 10% e 15% no país, ajudando a sustentar as cotações da commodity em Chicago.
O pano de fundo ainda é a escalada dos preços da energia, impulsionada pela instabilidade no Oriente Médio. Essa já é a terceira medida de contenção do tipo, com o uso de reservas estratégicas e suspensão de sanções contra a Rússia e o próprio Irã já em vigor. De quebra a novidade impacta as eleições de novembro, com o governo acenando para produtores rurais e sinalizando ao Mercado que espera uma pressão prolongada no preço do petróleo.
(via Reuters e fontes do mercado)
RÚSSIA 🇷🇺
Uma delegação multipartidária de deputados da Duma deve chegar a Washington nesta quinta-feira para uma série de reuniões com autoridades da administração Trump, incluindo conversas no Departamento de Estado.
A delegação é liderada por Vyacheslav Nikonov, vice-presidente do comitê de assuntos internacionais da Duma, e conta com representantes de facções chave do parlamento russo. O encontro foi organizado a convite da congressista republicana da Flórida, Anna Paulina Luna, que vem defendendo diálogos diretos sobre a guerra na Ucrânia, comércio e o futuro das relações entre os dois países. A visita, confirmada por fontes russas e americanas, ocorre em meio a esforços da Casa Branca para explorar caminhos de desescalada no conflito europeu, embora detalhes sobre a agenda permaneçam limitados e o gabinete de Luna tenha evitado comentários oficiais.
Acontece que a presença de Nikonov à frente da delegação carrega um simbolismo histórico no mínimo curioso: ele é neto de Vyacheslav Molotov, o ministro das Relações Exteriores soviético que em 1939 assinou o pacto com a Alemanha nazista que resultou na divisão da Polônia e no início da Segunda Guerra Mundial na Europa. Um lembrete irônico e talvez proposital das continuidades e rupturas na política russa, em um momento em que o Kremlin tenta se reposicionar nas negociações.
(via TASS, RIA Novosti, Xinhua e outras)
ARÁBIA SAUDITA 🇸🇦 | ATENÇÃO 🚨
O Governo Saudita anunciou a expulsão de representantes militares iranianos de seu território, declarando-os persona non grata e determinando que deixem o reino em um prazo de 24 horas.
A medida atinge o adido militar, seu assistente e três outros funcionários da embaixada do Irã em Riad, conforme comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores saudita. A decisão foi tomada em resposta ao que o governo descreve como ataques contínuos e repetidos promovidos pelo Irã contra a soberania saudita, infraestruturas civis, interesses econômicos e instalações diplomáticas. As autoridades de Riad classificaram essas ações como violações flagrantes do direito internacional, dos princípios de boa vizinhança, do Acordo de Pequim (tentativa de normalização entre os dois países mediada pela China) e da Resolução 2817 do Conselho de Segurança da ONU. O comunicado ressalta que os ataques iranianos não se limitam à Arábia Saudita, mas atingem também outros membros do Conselho de Cooperação do Golfo e nações árabes e islâmicas.
O Reino afirmou que adotará todas as medidas necessárias para proteger sua soberania, segurança, território, espaço aéreo, cidadãos, residentes e interesses nacionais, invocando o artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que garante o direito à legítima defesa.
(via Saudi Gazette)
MICROSOFT 🖥
Funcionários da Microsoft estão pressionando para eliminar a exigência obrigatória de uma conta Microsoft durante a configuração inicial do Windows 11, de acordo com fontes familiarizadas com as discussões dentro da empresa.
A política atual força os usuários a estabelecerem uma conexão com a internet e a se autenticarem com uma conta Microsoft logo na experiência de configuração fora da caixa (OOBE), o que tem gerado críticas recorrentes de consumidores e especialistas em privacidade. Muitos veem a medida como uma barreira desnecessária para quem prefere contas locais, especialmente em instalações limpas ou em dispositivos pessoais que não dependem de sincronização de serviços na nuvem.
Embora a gigante de Redmond tenha reforçado essa exigência nos últimos anos, inclusive fechando brechas, há indícios de que o desconforto com a regra não se limita aos usuários externos. Pessoas envolvidas no desenvolvimento do sistema operacional expressaram publicamente frustração com a obrigatoriedade.
As recentes melhorias anunciadas para o Windows 11, focadas em desempenho, integração de inteligência artificial e refinamentos na interface, não tocaram no tema da conta obrigatória, o que deixou o assunto em evidência como uma pendência notável. Fontes internas indicam que o debate continua ativo em diferentes equipes, com defensores da mudança argumentando que oferecer a opção clara de conta local no setup atenderia melhor a uma parcela significativa de usuários que valorizam controle e simplicidade.
Até o momento, não há confirmação oficial de que a Microsoft planeja alterar a política em uma atualização próxima. A empresa tem mantido a linha de que a exigência melhora a segurança, facilita a configuração de recursos modernos e garante que os dispositivos saiam do processo inicial devidamente conectados e preparados para uso. No entanto, a existência de uma disputa interna sugere que o tema permanece em aberto, e uma flexibilização poderia ser considerada à medida que a companhia busca equilibrar experiência do usuário e objetivos estratégicos de ecossistema.
Para muitos observadores, qualquer sinal de mudança representaria uma resposta tardia, mas bem-vinda, a um dos aspectos mais controversos da evolução recente do Windows. A ver.
(via Windows Central)
IRÃ 🇮🇷 | ATENÇÃO 🚨
Forças de Defesa de Israel afirmam ter eliminado Ali Larijani, 68, um dos mais influentes e veteranos políticos do Irã, uma figura pragmática e que era leal ao regime. Ele ocupava cargos centrais como secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional (SNSC), negociador-chefe do programa nuclear iraniano (inclusive no acordo de 2015, JCPOA), ministro da Cultura, diretor da televisão estatal e presidente do Parlamento por mais de uma década. Sua importância residia na capacidade de unir facções conservadoras, além de gerir crises de segurança e repressão (incluindo contra os protestos recentes).
Após a morte de Khamenei, ele emergiu como o “homem forte” do regime, coordenando a resposta à guerra com Israel e EUA, a segurança interna e as decisões estratégicas do governo. Ele teria sido morto junto ao comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani (apesar do sobrenome, não era parente do general Qasim Soleimani).
Aguardando a rede estatal iraniana confirmar o óbito.
CUBA 🇨🇺
Ainda sem recuperar toda distribuição de energia da ilha, Cuba foi atingida por um terremoto 5.8 na escala a 38 km de sua costa leste.
(via USGS)
REINO UNIDO 🇬🇧
Secretário de Energia Ed Miliband sugere que pubs Britânicos sirvam cerveja quente e comida fria pra economizar com energia.
Por conta da situação do Oriente Médio, o secretário calculou um gasto adicional de R$1.2 bilhões com energia para os Pubs.
Fica a discussão da nova estratégia para os botecos.
(via GB News)
JAPÃO 🇯🇵
O governo do estado de Goiás assinou um memorando de entendimento com a Organização Japonesa de Segurança em Metais e Energia, conhecida como JOGMEC, visando ampliar a cooperação em pesquisa, tecnologia e exploração de minerais críticos, com ênfase em terras raras.
O acordo representa um passo significativo para o desenvolvimento da cadeia produtiva mineral no estado, que concentra cerca de 25% das reservas conhecidas de terras raras no Brasil. Autoridades goianas destacaram que a parceria busca atrair investimentos japoneses para projetos em áreas como Minaçu, Nova Roma e Iporá, onde já operam iniciativas de extração. Esses minerais, essenciais para tecnologias como baterias de veículos elétricos, eletrônicos e equipamentos de defesa, são cada vez mais disputados globalmente.
O vice-governador Daniel Vilela, que liderou as negociações, enfatizou a importância da colaboração internacional para transformar o potencial mineral de Goiás em oportunidades industriais sustentáveis. A JOGMEC, por sua vez, vê no Brasil uma alternativa estratégica para diversificar suas fontes de suprimento, reduzindo a dependência de fornecedores dominantes como a China. Analistas observam que o acordo reflete uma tendência mais ampla, com nações desenvolvidas buscando parcerias em regiões ricas em recursos críticos para mitigar riscos na cadeia de suprimentos globais.
Enquanto isso, há expectativas crescentes de que Goiás avance em negociações semelhantes com os Estados Unidos. Recentemente, o governo norte-americano anunciou um financiamento de até $565 milhões de dólares para a mineradora Serra Verde, em Minaçu, incluindo uma opção para aquisição de participação minoritária pela Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA. Essa iniciativa faz parte de uma ofensiva mais ampla de Washington para garantir acesso a minerais brasileiros, como nióbio e lítio, visando reduzir a dependência da China, que controla grande parte da produção mundial de terras raras.
O governador Ronaldo Caiado se reuniu com autoridades americanas em fevereiro para discutir parcerias estratégicas, e uma missão recente aos EUA buscou tecnologias para processamento de metais nobres. Embora um memorando formal com os EUA ainda não tenha sido assinado, fontes indicam que o acordo com o Japão pode servir de modelo, acelerando discussões bilaterais em um contexto de rivalidade geopolítica pelo controle de recursos essenciais.
(via Discovery, G1, BBC e Gov. do Estado de Goiás)
ISRAEL 🇮🇱 | ATENÇÃO 🚨
Segundo o portal Axios, Israel teria planos para expandir sua fronteira para além do Rio Litani no sul do Líbano, o que seria a maior invasão desde 2006 e um provável longo período de ocupação de território do vizinho do norte.
CUBA 🇨🇺
O governo cubano anunciou que libertará 51 presos políticos em um gesto que marca uma das maiores liberações de dissidentes em anos e que ocorre em meio a crescentes pressões internacionais por aberturas e reformas na ilha.
O comunicado oficial, divulgado pelo Ministério da Justiça, não especificou os nomes dos detentos nem as datas exatas das solturas, mas indicou que a medida busca “favorecer a reconciliação nacional” e aliviar a situação de famílias afetadas por detenções prolongadas.
Fontes próximas ao Palácio da Revolução confirmaram que a decisão foi tomada após semanas de negociações internas com o Departamento de Estado dos EUA e que os presos incluem ativistas, jornalistas independentes e opositores condenados por crimes contra a segurança do Estado cubano. Organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch, reagiram com cautela ao anúncio, destacando que o número ainda é muito modesto em comparação com as estimativas de mais de mil presos políticos em Cuba, mas que por outro lado representa um possível sinal de flexibilização sob o atual regime.
Paralelamente, o Governo Díaz-Canel agendou um discurso nacional para a manhã de sexta-feira, que será transmitido ao vivo pela televisão estatal e pelas redes sociais oficiais. Autoridades esperam que Canel detalhe as condições das liberações e aborde temas como a crise econômica e os desafios sociais que o país enfrenta. O anúncio surge em um momento delicado para o governo cubano, que luta para estabilizar a economia após décadas de escassez de alimentos, energia e divisas. Diplomatas europeus e latino-americanos, que mantêm canais abertos com Havana, indicaram que a libertação pode facilitar futuros diálogos sobre cooperação, embora nenhum país tenha confirmado ainda qualquer vínculo direto entre a medida e negociações em curso.
O governo Trump segue negociando ativamente um potencial pacto econômico com Cuba que pode ser anunciado a qualquer momento (ver abaixo). O Secretário de Estado Marco Rubio lidera as negociações, que se concentram na flexibilização das restrições de viagem, acesso a energia, investimentos estrangeiros e cooperação portuária. Segundo apurado por mídias independentes, há uma expectativa de que a próxima revolução na ilha caribenha seja pacífica.
(via AP, NYT e outros)
PETRÓLEO ⛽️
O Irã tem demonstrado uma resiliência ao elevar suas exportações de petróleo, ao contrário do que se imaginava, utilizando o controle geopolítico sobre o Estreito de Ormuz para assegurar o fluxo de sua própria produção enquanto o comércio global enfrenta instabilidades.
Segundo dados do Wall Street Journal e de rastreamento de navios da Vortexa, o Irã manteve uma média de carregamento de 2,1 milhões de barris por dia (bpd) recentemente. Isso representa um aumento em relação à média de 2 milhões de bpd em fevereiro, antes do agravamento das hostilidades. Relatórios adicionais apontam que em fevereiro, as exportações iranianas já haviam atingido picos de quase 3,8 milhões bpd em algumas semanas, impulsionadas por demandas chinesas.
Embora Teerã utilize uma retórica agressiva, ameaçando transformar a rota em uma "zona de sofrimento" onde segundo a propaganda o barril poderia atingir $200 dólares, o regime opera com pragmatismo seletivo e lucra com isso. Se por um lado as tensões dificultam o tráfego de outros países, por outro o Irã garante passagem segura para sua "frota sombria", composta por cerca de 200 navios antigos que operam com transponders desligados (dark sailings) para evadir sanções. Exemplos incluem o Skywave, rumo à China após ter sido carregado na Ilha de Kharg, e o Cume, que transportou 2 milhões de barris e cruzou o estreito até o Golfo de Omã. Navios chineses, ao anunciarem sua presença por alto-falantes e rádio de ondas curtas, tem recebido passagem segura, destacando como Pequim continua sendo o maior comprador do petróleo iraniano, absorvendo cerca de 90% das exportações recentes do país.
O fluxo contínuo de petróleo iraniano para a Ásia, especialmente para a China, gera uma receita anual estimada em mais de $35 bilhões de dólares, permitindo que o regime sustente seus gastos com defesa apesar das sanções. Enquanto produtores Sauditas e o Iraquianos enfrentam cortes na produção e buscam rotas alternativas, como oleodutos para o Mar Vermelho por conta do impasse em Ormuz para embarcações ocidentais, a resiliência de Teerã mantém o mercado de energia e os custos logísticos globais em estado de alerta.
(via WSJ, Reuters, Vortexa e Lloyd’s List)
STREAMING 📺
A Netflix fechou um acordo para adquirir a InterPositive, uma startup de ferramentas de produção cinematográfica baseadas em inteligência artificial fundada pelo ator e diretor Ben Affleck.
Os valores do acordo podem chegar a até 600 milhões de dólares, dependendo do cumprimento de metas de desempenho. O pagamento inicial foi inferior a esse valor, de acordo com relatos. Toda a equipe de 16 pessoas da startup, composta por engenheiros, pesquisadores e profissionais criativos, se juntará à Netflix e o próprio Ben Affleck atuará como consultor sênior, oferecendo orientação contínua.
A tecnologia da InterPositive envolve a criação de um modelo de IA a partir das filmagens diárias de uma produção existente, permitindo que cineastas a integrem na pós-produção para tarefas como mixagem e colorização, reiluminação de cenas e adição de efeitos visuais. Essa aquisição representa uma das maiores da Netflix até o momento, após a empresa optar por não fazer uma contraoferta em um acordo concorrente pelos ativos da Warner Bros. Discovery.
A compra reflete o crescente interesse da indústria do entretenimento em ferramentas de IA para otimizar processos de produção, potencialmente reduzindo custos e acelerando prazos, o que no caso da Netflix estão cada vez mais curtos.
(via Bloomberg)
SOJA 🌱
Mesmo sob a sombra das tensões comerciais entre EUA e China, os agricultores americanos expandiram a área plantada de soja para cerca de 35 milhões de hectares na safra atual.
Esse movimento contrasta com a mudança no fluxo comercial: a China, que chegou um dia s comprar 60% da soja exportada pelos EUA absorveu apenas cerca de 22% no último ciclo, refletindo a busca chinesa por suprimentos sul-americanos, além de respostas geopolíticas.
A resiliência do Agro americano vem de uma nova diversificação de Mercado: destinos no Sudeste Asiático (como Bangladesh e Tailândia), além da Turquia e Marrocos, atingiram recordes de importação, absorvendo boa parte do excedente "encalhado". Paralelamente, o consumo interno de soja no país vive um "boom": a demanda por esmagamento deve atingir o recorde de 61,3 milhões de toneladas, impulsionada pelo biodiesel. Novas usinas na Dakota do Norte, Nebraska e Iowa estão expandindo a capacidade de processamento em quase 20% para atender à crescente indústria de biocombustíveis e rações.
O cenário futuro, porém, exige cautela. A concorrência da América do Sul é agressiva, com o Brasil projetando novos recordes de produção e consolidando sua dominância global. Com estoques finais americanos estimados em 15 milhões de toneladas (o maior nível em quatro anos), a pressão sobre os preços na Bolsa de Chicago (CBOT) deve persistir, testando as margens dos produtores.
A ver.
(via USDA WASDE, American Soybean Association e Bloomberg Agriculture)
COLÔMBIA 🇨🇴
Os resultados das eleições legislativas na Colômbia neste domingo revelaram um cenário político ainda mais fragmentado do que se imaginava e que deve complicar os últimos meses de governo Gustavo Petro, antes da disputa presidencial acirrada de Maio desse ano.
Com mais de 98% dos votos apurados, o Pacto Histórico, coalizão de Petro, teve um bom desempenho no Senado, garantindo cerca de 23 cadeiras, um ganho em relação aos 20 assentos de 2022. Isso fortalece a posição do governo enquanto o centro perde influência. A projeção para o Senado seria algo como 23-25 cadeiras para a Esquerda, 28-32 para o Centro e 35-40 para a Direita, salvo uma ou outra cadeira via distribuição proporcional para fechar as 108 cadeiras, em um pleito com participação recorde de mais de 19 milhões de votos, superior aos 14,4 milhões de 2022.
No entanto, na Câmara dos Representantes, o Pacto Histórico sofreu uma derrota significativa, projetando apenas 8 a 12 cadeiras, uma perda drástica dos 27 assentos anteriores. Assim, a câmara colombiana deve ficar dominada pela direita e pelo centro, com o Centro Democrático de Álvaro Uribe na liderança com pelo menos 25 cadeiras garantidas. A projeção para a Câmara seria algo como 8-12 cadeiras para a Esquerda, 60-70 para o Centro e 70-80 para a Direita, faltando também a distribuição proporcional para fechar as 188 cadeiras.
Essa divisão mista do Congresso colombiano sugere que Petro enfrentará obstáculos ainda maiores para avançar sua agenda nos próximos meses, especialmente em projetos que exigem aprovação bicameral, como ajustes fiscais ou negociações com grupos armados, em um contexto de crescente oposição e fragmentação partidária.
As consultas presidenciais realizadas paralelamente às eleições legislativas definiram os candidatos de três grandes coalizões, moldando o tabuleiro para a eleição de 31 de maio. Para a corrida presidencial, o cenário aponta para um primeiro turno (ou volta, como queiram) fragmentado, com grande possibilidade de segundo turno entre candidatos de centro-direita e esquerda, influenciada por temas como segurança, economia estagnada e corrupção, agravados pela inflação persistente e pelo conflito armado em regiões rurais.
Entre os candidatos confirmados pelas consultas, Paloma Valencia, do Centro Democrático, emergiu vitoriosa e se posicionando como a principal figura da direita. Suas propostas incluem um reforço da segurança com prisão perpétua para estupradores e corruptos, além de uma redução nas tarifas de energia por meio de incentivos a fontes renováveis para aliviar o custo de vida das famílias de baixa renda. Claudia López, representante do centro enfatiza a sustentabilidade urbana. Ela propõe financiar a educação superior gratuita para jovens de baixa renda e reformar o sistema de justiça para agilizar processos contra a corrupção, priorizando a transparência em contratos públicos. Roy Barreras, que triunfou no Frente pela Vida do centro-esquerda, foca em estabilidade social. Suas ideias incluem restaurar o sistema de saúde com cobertura universal e promover um "capitalismo distributivo" para reduzir desigualdades por meio de impostos progressivos sobre grandes fortunas. Do lado da esquerda, Iván Cepeda, do Pacto Histórico, surge como o provável candidato, defendendo um segundo governo mais progressista. Ele propõe aprofundar a implementação dos acordos de paz com ex-guerrilheiros e investir em educação rural para combater a pobreza, além de uma reforma fiscal para financiar programas sociais sem aumentar impostos sobre a classe média.
A ver.
(via El Pais, Infobae e outros)
A quem interessar: mulher, 30, atirou 10 vezes contra mansão de Rihanna em Beverly Hills. A estrela do pop estava na propriedade, mas ninguém se feriu.