@comentarial@decadadenoventa@poptime Exatamente! teoricamente, vaquinha é pra qualquer coisa ué jkkkkkk. O povo esperto que faz pra esaaa coisas e os bestas que doam
O mundo é cheio de contradições? Olha só:
A gente vive vendo o povo japonês lembrando das bombas atômicas. Os judeus nunca esquecem o Holocausto. Os europeus têm seus memoriais de guerra. E estão mais do que certo! São histórias que precisam ser contadas, para que nunca se repitam.
Mas quando a gente é preto, a história é outra. Nosso passado vem com um manual de instruções diferente: "Esquece isso aí", "Isso já foi", "Supera". Como se a escravidão fosse só um capítulo fechado nos livros de história, e não uma ferida que ainda sangra hoje.
Nossos ancestrais foram arrancados da África, acorrentados, estuprados, mortos, torturados. Foram tratados como mercadoria por séculos. E aí a gente ouve que tem que virar a página? Como?
A verdade é que o racismo não é coisa do passado. Ele tá no presente, vivo e cruel. Tá no jovem preto sendo abordado de forma violenta pela polícia. Tá na mulher preta humilhada no trabalho. Tá na violência que mata um de nós a cada 23 minutos. Tá no olhar de desconfiança quando entramos num elevador.
Não dá pra simplesmente "esquecer" quando a cada dia o presente nos lembra que nosso sangue ainda vale menos. O racismo é estrutural, tá nas fundações dessa sociedade. E a gente precisa falar sobre isso sem papas na língua, sem medo de ser chamado de "vitimista".
Enquanto a dor dos outros é tratada como história, a nossa dor é tratada como mimimi, frescura. Essa é a real. E enquanto isso não mudar, a gente vai continuar sim com a memória viva, porque o nosso passado ainda é o nosso presente.
A gente não quer pena. Quer respeito. Quer justiça. E pra isso, primeiro precisam parar de nos pedir para esquecer quem somos e de onde viemos.
VIVA A CONSCIÊNCIA NEGRA ✊🏿
Hoje é um dia histórico. Demos um passo decisivo para um país mais justo, com um sistema tributário que torna a contribuição mais equilibrada e reconhece o esforço de todos que ajudam a construir o Brasil.
Com a aprovação de nosso projeto de Lei pelo Congresso Nacional, com imposto zero para quem recebe até 5 mil reais e desconto para quem ganha entre 5 mil e 7.350 reais, milhões de pessoas que vivem de seu trabalho não precisarão mais pagar o IR ou terão imposto reduzido, garantindo mais dinheiro no bolso. Quem ganha muito vai contribuir com a sua justa parte.
O nome disso é justiça tributária.
Agradeço ao presidente Davi Alcolumbre, ao relator Renan Calheiros e a cada um dos líderes que conduziram o processo de aprovação do projeto no Senado, após sua aprovação na Câmara. Por unanimidade, nos dois casos.
Uma vitória da democracia e da justiça social. É o Governo do Brasil do lado do povo brasileiro.
Alícia Valentina entrou no banheiro da escola como qualquer criança de 11 anos.
Do outro lado, quatro colegas a esperavam.
O primeiro golpe veio do garoto rejeitado, inconformado com o “não” que ouviu.
Depois, outros se juntaram.
O barulho das agressões abafou a voz de uma menina que só queria preservar sua inocência.
Minutos depois, o silêncio tomou conta.
E com ele, a tragédia: um traumatismo craniano que roubou uma vida que mal havia começado.
Essa cena não é ficção.
Aconteceu em Belém do São Francisco (PE).
Uma criança morta por dizer “não”.
Outras crianças transformadas em instrumentos de barbárie.
Não é apenas sobre violência infantil, é sobre a cultura machista que nos atravessa e que ensina meninos a achar que têm direito ao corpo das meninas.
É sobre uma sociedade inteira que falhou em educar para o respeito, para a igualdade, para o valor de um limite.
O luto por Alícia precisa ser luta.
Por justiça, por memória e por todas as meninas que ainda estão vivas e que merecem crescer sem medo.
#JustiçaPorAlícia #NãoÉNão #ParemDeMatarNossasMeninas