A proposta de isenção de mais valias em transações até 500 mil euros do PS vai no sentido certo. O limite até deveria ser superior, mas 500 mil euros não é um preço moderado para a maioria das pessoas. É só um limite superior que necessariamente terá de ser sempre elevado. Espero, por isso, que ninguém use com o PS o argumento demagógico que o PS tem usado em relação ao limite superior de 2300 euros nos benefícios às rendas.
A ideia de que grandes proprietários não devem participar no debate sobre habitação na Assembleia da República é profundamente antidemocrática. Apesar de todas as nossas diferenças, acho que o PCP tem todo o direito a apresentar as suas propostas.
- Reduzir burocracias para facilitar e incentivar construção
- Construir em altura nas redondezas das grandes cidades
- Dar vantagens fiscais a empresas de Lisboa/Porto que permitam teletrabalho
- Comboio rápido Lisboa-Porto, dava para viver em Leiria e trabalhar em Lisboa por ex
Nenhuma conversa, manifestação, ação de luta, assembleia popular, discurso político ou debate parlamentar sobre habitação é sério e legitimamente relacionado com o tema se isto não for o cerne da conversa.
Salvador Sobral: “Sou senhorio em Lisboa, inquilino em Barcelona. Tenho conflitos com os meus privilégios. É difícil ser socialista” https://t.co/5jHI1fX0Ov
A tranquilidade com que ele diz isto também deriva de ele governar um país onde todo o eleitorado vê isto como uma La Palissada.
Ao contrário de cá, ninguém fica irado com ouvir um político postular que não existe sol na eira e chuva no nabal.
BENFICA QUER REFORMA COMPLETA DA ARBITRAGEM EM PORTUGAL
Rui Costa e Mário Branco reuniram-se com Pedro Proença e Luciano Gonçalves a 11 de setembro, mais de dois meses depois de o Benfica ter solicitado uma reunião de emergência na sequência da saída de Duarte Gomes do cargo de diretor-técnico nacional de arbitragem.
Na sequência desse encontro, o Benfica entregou à Federação Portuguesa de Futebol um documento extenso com propostas para uma reforma profunda da arbitragem nacional. O clube tinha pedido anteriormente «esclarecimentos completos e garantias de que a arbitragem portuguesa não continuará sujeita a pressões, condicionamentos ou influências que colocam em causa a verdade desportiva».
Segundo uma fonte do Benfica, o documento foi discutido e entregue numa reunião que contou com a presença de Rui Costa, presidente do Benfica, Mário Branco, diretor-geral do clube, Pedro Proença, presidente da FPF, e Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem.
As propostas apresentadas pelos encarnados abrangem várias áreas estratégicas da arbitragem e têm como principais objetivos garantir maior independência, profissionalização, transparência e responsabilização no setor.
Uma das principais propostas passa pela criação de uma entidade autónoma da Federação Portuguesa de Futebol, da Liga e dos clubes para gerir a arbitragem nacional. O modelo pretendido pelo Benfica aproxima-se do que existe na Premier League, através da Pro Ref, antiga PGMOL, e seria escolhido através de um concurso internacional.
O Benfica defende também que a nomeação dos árbitros e a avaliação do seu trabalho não devem ficar sob responsabilidade da mesma entidade. O clube considera ainda necessária a profissionalização total do VAR.
No plano tecnológico, os encarnados pretendem a introdução da tecnologia de fora de jogo na Liga portuguesa, de forma a aproximar o campeonato nacional das soluções já utilizadas noutras ligas e nas principais competições internacionais.
O Benfica propõe ainda uma maior correspondência entre o desempenho dos árbitros e as respetivas consequências. Nesse sentido, defende a existência de recompensas positivas, tanto a nível financeiro como de progressão na carreira, para os árbitros com desempenhos de mérito, mas também consequências negativas para aqueles que obtenham avaliações desfavoráveis.