A Dependência das Receitas do Petróleo para o Estado do Rio de Janeiro.
Uma breve análise da composição da receita fluminense e de suas implicações para as despesas com saúde, educação e investimento
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Introdução
A maioria dos estados brasileiros depende da arrecadação tributária, especialmente de impostos como ICMS, IPVA e ITCMD, e das transferências da União, como o Fundo de Participação dos Estados (FPE) para se financiar. O Rio de Janeiro, contudo, representa uma exceção importante na federação. Nenhum outro estado possui uma parcela tão elevada de suas receitas proveniente da chamada receita patrimonial. As receitas patrimoniais correspondem aos rendimentos obtidos pela exploração, remuneração ou utilização do patrimônio público, incluindo ativos financeiros, bens públicos e recursos naturais. No caso do estado, receitas patrimoniais estão intimamente relacionados aos royalties e participações especiais da produção de petróleo e gás.
Essa especificidade ajuda a explicar parte importante da dinâmica fiscal do estado nos últimos anos e ajuda a explicar também a forma como os recursos são alocados. Como será discutido a seguir, a composição singular das receitas do Rio de Janeiro não apenas confere maior volatilidade ao seu financiamento, como também molda as prioridades de gasto adotadas ao longo do período.
Uma estrutura de receita singular
O gráfico abaixo apresenta a participação da receita patrimonial na receita total de cada estado em 2025. O Rio de Janeiro aparece isolado no topo, com 29,3% da receita total proveniente de fontes patrimoniais. O segundo colocado, o Paraná, situa-se em 8,4%, menos de um terço do porcentual fluminense. A grande maioria dos estados encontra-se na faixa de 2% a 6%.
[Gráfico 1: Receita Patrimonial como % da Receita Total — Estados/DF]
Essa singularidade não é recente, mas se intensificou ao longo do tempo. Ao observar a década de 2015 a 2025, o gráfico seguinte decompõe o crescimento da receita de cada estado por fonte, tomando 2015 como base 100.
[Gráfico 2: Decomposição do Crescimento da Receita por Estado (2015 = 100) — 2025]
Duas leituras merecem destaque. Em primeiro lugar, o Rio de Janeiro está entre os estados com menor crescimento nominal de receita total na década, na parte inferior do ranking.
Em segundo lugar, e mais relevante para o argumento deste texto, a composição do crescimento das receitas foi atípica. Na maioria dos estados, a receita tributária (em azul claro) constitui, de forma predominante, o principal motor do crescimento. No Rio de Janeiro, a contribuição patrimonial (em azul escuro) apresenta um peso proporcional muito superior ao observado em qualquer outro ente federativo. Ou seja, o Rio de Janeiro não apenas depende mais da receita do petróleo em nível absoluto, como também cresceu, na última década, apoiado nessa fonte de um modo que nenhum outro estado replicou.
Não é exagero dizer que vivemos o quadro fiscal mais difícil da nossa geração. Seja pelos próprios números, seja pela falta de reconhecimento, por parte do sistema político brasileiro, da gravidade da situação.
Texto excelente que mostra como com um investimento relativamente baixo, é possível melhorar de forma importante o metrô do RJ.
3.7km pra salvar o RJ: A Linha 2 do Metrô
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@theallinpod@friedberg You often discuss possible long-term trajectories for the United States. From my perspective, Brazil offers a valuable real-world case study—illustrating both the intentions behind expanded government involvement and some of the unintended consequences that can follow.
"Estudantes sem acesso a LLMs são 2 a 8 vezes mais criativos do que estudantes com acesso. Essa é a conclusão de um novo artigo que compara 2.200 redações de admissão universitária escritas por humanos antes do ChatGPT com redações geradas pelo GPT-4.
O ponto central não é a criatividade individual. O GPT-4 escreve bem — às vezes melhor do que estudantes individualmente. O problema é a criatividade coletiva.
Cada nova redação humana acrescentava novo território semântico. Novas ideias. Novos ângulos. Novas experiências. Novas combinações.
Cada nova redação do GPT-4 acrescentava muito menos.
Os autores chamam isso de taxa de crescimento da diversidade: o quanto de novidade cada novo texto contribui para o repertório coletivo de ideias.
Os humanos continuavam expandindo esse repertório. O GPT-4 fazia ele convergir.
Mesmo quando os autores tentaram tornar o GPT-4 mais criativo — alterando parâmetros ou usando prompts de cadeia de raciocínio —, o efeito homogeneizador persistiu.
Esse é o verdadeiro perigo da IA na educação. Não que os estudantes escrevam pior. Que todos escrevam igual."
Muitas vezes quando faço estes exercícios para as aulas utilizando funções de utilidade padrão, chego a resultados de canto.
Isto é, 100% renda fixa no Brasil. A tabela inclusive sugere isto pois o ganho adicional da renda variável é pequeno e o aumento de volatilidade é elevado.
Nos exercícios, só entra renda variável na carteira quando incluo ativos externos. Inclusive, em alguns casos, a inclusão de ativos externos reduz o risco.
Tudo isso seria evitável se não fôssemos demasiadamente tolerantes desde o mensalão.
É o efeito “bola de neve” da impunidade.
Daniel Vorcaro aceita subir de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões valor a ser devolvido em eventual delação com a PGR | G1 https://t.co/5bXvjpmBFx