[CLUBE DO LIVRO - PALMAS/TO]
Um clube do livro noturno. Uma vez por mês, as sextas, na Allegórica com pizza, vinho e livros que falam daquilo que está entre-páginas, entre-corpos, entre-desejos.
Inscrições abertas - https://t.co/lbNw6ME9qM
Bora? 🍷🍕
encontro de abril: encerramos o ciclo 1 do clube do livro com descolonizando afetos, de Geni Núñez. uma conversa sobre amor, relações e os modos como aprendemos a existir, que terminou deixando mais perguntas do que respostas - e talvez esse seja justamente o seu valor. ❤️🔥
encontro de março do clube do livro: uma conversa sobre limites, liberdade e autonomia a partir de a prateleira do amor, de Valeska Zanello. reflexões sobre os lugares que ocupamos, as recusas que fazemos e a construção de uma vida que é nossa. ✊🏻✊🏽
encontro de março do clube do livro: uma conversa sobre limites, liberdade e autonomia a partir de a prateleira do amor, de Valeska Zanello. reflexões sobre os lugares que ocupamos, as recusas que fazemos e a construção de uma vida que é nossa. ✊🏻✊🏽
Temporada do Clube - do livro à escrita aberta e com a casa cheia. A estreia foi com o amarelinho: A gente mira no amor e acerta na solidão (Ana Suy). Primeiro encontro e uma constatação direta: falar de amor é, inevitavelmente, falar de solidão. Em março tem mais. 💛
Reabrimos o edital do clube para entrada nos Ciclos 2 e 3 - encontros presenciais.
Se você tem vontade de participar, só preencher o formulário:
https://t.co/mDJIy1e0un
(nele contém todas as informações)
Qualquer dúvida, tô por aqui :)
Reabrimos o edital do clube para entrada nos Ciclos 2 e 3 - encontros presenciais.
Se você tem vontade de participar, só preencher o formulário:
https://t.co/mDJIy1e0un
(nele contém todas as informações)
Qualquer dúvida, tô por aqui :)
Temporada do Clube - do livro à escrita aberta e com a casa cheia. A estreia foi com o amarelinho: A gente mira no amor e acerta na solidão (Ana Suy). Primeiro encontro e uma constatação direta: falar de amor é, inevitavelmente, falar de solidão. Em março tem mais. 💛
Edital aberto | Processo Seletivo 2026
Esse ano, o Clube - do Livro à Escrita da Allegórica se organiza em três ciclos: Amor, Terra e Corpo.
A escrita no centro. A leitura como guia.
Um espaço para elaborar, escutar e escrever no tempo possível.
Inscrições abertas aqui https://t.co/NpvgAMImvp 💙
chega, eu cansei dessa brincadeira - divertidíssima - que é se esconder de si mesma e de seu desejo. eu sempre perco nessa. então cansei de perder; no fim das contas é isso. cansei de esconder o desejo do meu corpo que sente. teve até um dia em que fiquei por horas e horas procurando-o; não o achei. soube da parte de outros afetos que ele estava escondido na esquina do medo com a vergonha. que bobagem é essa agora? onde já se viu. na verdade, foi isso mesmo que aconteceu. não o vi. passei perto, mas fiquei distraída fazendo mil cálculos sobre os mil motivos inventados que pareceriam assustadores ter de enfrentar para encontrá-lo. vacilei quando tropecei na conformidade que se tem quando a vida parece boa até demais. errei, mas pude aproveitar por um tempo.
a noite chegou e tudo ficou escuro; assim, ficava ainda mais difícil encontrar aquilo que eu mesma havia escondido. tateei os buracos nos muros das avenidas principais da vontade, mas eram muitos buracos vazios e apertados de nada. teve um instante em que pareceu que eu o havia encontrado, mas era só mais uma das incansáveis vezes em que toquei a falta. e o curioso é que, quanto mais eu percorria as ruas movimentadas da angústia, mais eu queria continuar procurando-o. parecia que não haveria fim, como de fato nunca houve. sigo até hoje, entre becos sem saída, entre túneis gigantes com suas luzes infinitas, a te procurar. você, que povoa minhas fantasias mais infantis e perversas.
e talvez eu esteja escrevendo isso pro dia de hoje por causa dela - clarice - que nasceu nesta data e que ensina, sem conhecer, que o desejo tem seus próprios subterrâneos e que a busca nunca é perda, apesar de poder ser também. talvez seja a maneira que encontrei de celebrar esse dia emblemático: perseguindo o que me escapa, tateando a falta, acendendo no escuro o mesmo fósforo que ela acendia para enxergar o que tremia - e temia - por dentro. hoje escrevo assim, em sua homenagem, porque algumas mulheres nascem para lembrar outras de que o desejo merece ser desejado & encontrado.
que #clarice viva pra sempre! 🧡
Entre páginas e partilhas, descobrimos que ler #ClariceLispector é também nos lermos.
No encontro de agosto/25 do #ClubedoLivro & Escrita: Dissecando Clarice, mergulhamos em Perto do Coração Selvagem, obra inaugural da escritora publicada em 1943, que revela sua escrita intensa, introspectiva, poética; por meio de um fluxo de consciência. Como quem escreve para se salvar, alguns de nós deixaram nascer textos que agora se abrem ao mundo.
Este é um desses escritos: fragmento de uma travessia íntima diante da obra, assinado por Raquel Albuquerque.
Vem ler 🤎
foram 7 meses com #bellhooks e, nesse tempo, aprendemos que o amor não cabe em definições rápidas. definitivamente não cabe. tantas vezes discordamos - das palavras, das ideias, das formas - mas ao situar a leitura em seu tempo, sua época e seu contexto, foi possível abrir espaço para que essa grande mulher ressoasse em nós. e como ressoou.
entre capítulos sobre justiça, espiritualidade, perdão e comunidade, nos deixamos afetar, de tantas formas possíveis. compreender que o amor, mais do que um sentimento, é um exercício diário de coragem, que se constrói no tempo, nas rachaduras, nos espaços de falta e com uma boa dose de esperança também.
encerramos esse ciclo com o coração cheio, levando conosco não apenas a leitura, mas as questões, as indagações que nos atravessaram, os encontros e a prática de fazer do amor uma escolha consciente, sob as novas perspectivas.
obrigada a cada pessoa que esteve presente tecendo juntos os fios do encontro.
nos encontramos em breve 💜
Hoje tivemos o primeiro encontro do Clube do Livro & Escrita: Dissecando Clarice, inaugurado com Perto do Coração Selvagem. ❤️🔥
Foi um encontro agraciado, em que cada percepção singular se somava, revelando como a leitura em conjunto amplia a experiência. Ler a obra de Clarice é ser atravessada pelo corpo todo. O romance, escrito em fluxo de consciência, rompe a linearidade e cria uma personagem atemporal. Gigante. Malfeita. Bela. Livre. E selvagem.
Joana surge em sua infância, na relação com o pai, e carrega ao longo da narrativa a pergunta que ecoa como destino: o que será dessa menina? A cada página, descobrimos uma mulher que se aproxima de si mesma em mergulhos profundos, movida pela procura de algo que parece sempre escapar. Sua trajetória revela coragem, risco, insatisfação; e a angústia como afeto que não mente, mas que mobiliza.
Trata-se, afinal, da história de uma mulher desejante. Uma vida que se desdobra entre infância, juventude e maturidade, sempre atravessada pela intensidade de existir.
Perto do Coração Selvagem nos convoca a esse lugar de estranhamento (nosso estado de ser estrangeiro e desconhecido por nós mesmas) e verdade que só a escrita de Clarice alcança. Fura. Fere. Arranha. Dilacera. Expande. E aprofunda.
E você, ao se ler em Joana, também sente que procura algo sem saber exatamente o quê?
Ansiosa para a próxima obra e encontro. Nos vemos em setembro! ❤️🔥
Iniciaremos a 2ª edição do Clube do Livro & Escrita: Dissecando Clarice com essa maravilhosidade: Perto do Coração Selvagem.
E o trecho final… é simplesmente arrebatador ❤️🔥
Esses são os nomes que abrem a roda da 2ª edição do Clube do Livro para o próximo semestre ❤️🔥
Aprovadas, convidadas, bem-vindas.
Que seja um espaço de troca bonita e encontros que se prolonguem!
Vem aí a 2° edição do Clube de Leitura e Escrita Sensível – Dissecando Clarice.
Serão 5 encontros presenciais (em Palmas/TO), de agosto a dezembro, para mergulhar na obra e na linguagem de Clarice Lispector - com escuta, escrita, café e travessia.
Link https://t.co/kIcWu5o8MP