sinto falta da impulsividade
dos comentários quase sempre ácidos
da coragem de falar o que pensava
sinto falta da força
sinto falta de poder me safar dos problemas porque era “mais novo”
sinto saudade de quem eu costumava ser
mas não quero ser mais aquela pessoa
um zé buceta desse, cheirando pó até pelo cu, com o qi negativo e dizendo que vota em Bolsonaro porque os índices de educação do nordeste estão baixos e num sei oq mais lá... minha pica!
ouço com frequência que uso palavras difíceis, que falo difícil, que preciso didatizar minhas falas…
caralho, como é ruim ser punido pela burrice alheia
[...] eu hei de ter minha alma sempre morta, mas não me vingarei de coisa alguma.
se voltares um dia à minha porta
tangida pela fome e pela bruma
em vez da ingratidão, que desconforta
terás um leito sobre um chão de pluma.