A cronologia dos fatos:
Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, editará um decreto declarando que “o Brasil é do Senhor Jesus”;
Nos círculos neopentecostais, esse tipo de mensagem é compreendido como uma vitória espiritual sobre aquilo que esses grupos classificam como idolatria;
O temor dos católicos de retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida chega à imprensa por meio de uma jornalista experiente, que relata a existência de preocupação entre setores da Igreja Católica. Uma preocupação compreensível para quem conhece a visão de determinadas correntes neopentecostais sobre o catolicismo e, particularmente, sobre a devoção mariana;
A Globo afirma que a informação estava errada porque estaria relacionada a um projeto de lei já arquivado — projeto que, no entanto, nunca havia sido mencionado pela jornalista;
Parte da grande imprensa passa, então, a classificar como “fake news” um bastidor revelado por Maria Cristina Fernandes;
Na sequência, vêm à tona textos do pastor de Flávio Bolsonaro nos quais ele sustenta que o reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil seria ilegal e a descreve como uma “potestade a ser vencida”. Também associa a devoção mariana à chamada “Rainha dos Céus”, relacionando essa expressão a Ártemis, divindade da mitologia grega mencionada no contexto bíblico;
Flávio Bolsonaro pede a censura das publicações sobre o assunto e chega a defender a prisão de quem as divulgou;
André Mendonça, pastor presbiteriano e ministro do TSE, atende ao pedido em cerca de uma hora, determinando a retirada de publicações e atingindo centenas de perfis;
Flávio Dino, do STF, restabelece a liberdade de expressão e anula a decisão do ministro do TSE;
Por fim, Flávio Bolsonaro acusa a CNBB de ter sido a origem da suposta “fake news”;
Os bispos da Igreja Católica reagem publicamente e desmentem a acusação.
Conclusão: Continuar chamando tudo isso de fake news é ter lado e engolir acriticamente a versão criada por Flávio e sua campanha, que cansam de mentir desde que o processo eleitoral começou.
Bastou uma única revelação sobre o ataque bolsonarista à fé do país para desmascarar quem defende a liberdade de expressão.
O bolsonarista André Mendonça instituiu uma censura avassaladora contra quem defendeu a Padroeira.
E o ministro Flávio Dino cassou a decisão para restabelecer o direito da livre manifestação religiosa.
Desenhado.
🇧🇷 AGORA: Ministro Flávio Dino, do STF, cassa decisão de André Mendonça, no TSE, que mandou remover post de Antônio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida.
Dino determinou o restabelecimento da postagem e de outras excluídas pelo mesmo motivo, em respeito à “liberdade de expressão” e à “liberdade religiosa”.
Agora, que vocês já estão dormindo, vou contar um segredo. Sob o manto sagrado de Nossa Senhora de Aparecida, Lula vai derrotar os intolerantes já no primeiro turno.
Muito obrigado, boas noites, beijos de luz e rezem pra Santinha.
Vamos deixar esse assunto de Aparecida de lado.
Mas antes, leiam o trecho em destaque do livro do pastor de Flávio Bolsonaro e vejam a promessa de campanha do candidato no vídeo.
Que coincidência.
Pessoas estão sujeitas à ação da Justiça por posts que apenas exaltam ou pedem proteção a Nossa Senhora Aparecida.
A decisão é de André Mendonça, ministro evangélico, a pedido de Flávio Bolsonaro — que diz não ter nada contra Nossa Senhora.
É grave!
https://t.co/8zh4CK1bkU
Não, mídia.
Proibir as bets não é medida eleitoreira - é salvar dependentes e famílias do vício das apostas corrosivo à saúde mental e à renda.
Medida eleitoreira é inventar matéria contra o filho de Lula e proteger Flávio para normalizar uma candidatura extremista.
Defender os brasileiros é governar - eleitoral é blindar o bolsonarismo.
Como a imprensa tradicional está apressada em chamar de falsa uma notícia baseada na preocupação dos católicos.
Em nenhum momento foi dito que banir a padroeira do Brasil era projeto de governo do Bolsomaster. O que se revelou foi uma preocupação real, baseada no comportamento do candidato, que ele possa ter esse acordo com evangélicos.
O candidato vive de mentiras e não suporta ouvir a verdade, mas a imprensa entrar na onda dele de forma acritica e irresponsável é absurdo!
🚨 Grave | Nikolas Ferreira joga peça de picanha em nome de Flávio Bolsonaro em MG e pode incorrer em crime eleitoral, de acordo com os artigos 39 (§ 6º) e 41-A da Lei das Eleições, e o artigo 299 do Código Eleitoral, que proíbem entrega de qualquer bem a fim de obter voto.
O Brasil se tornou o país onde um humorista precisa fazer jornalismo para denunciar as conexões criminosas do bolsonarismo protegido pelo jornalismo que virou piada.
É uma desgraça.
A matéria, disponível apenas para assinantes, afirma que o advogado nunca se encontrou com Lula e que Gleisi e Mercadante impediram qualquer tentativa de aproximação do banqueiro com o Palácio do Planalto.