Para quem não é do direito e está perdido no meio dessa loucura que estamos presenciando, o que Aury Lopes Jr. está dizendo é simples: a regra do processo não pode mudar dependendo de quem está sendo investigado
Isso é o óbvio, o padrão que se espera de uma sociedade civilizada
Se o chamado “encontro fortuito de provas” é válido quando uma investigação encontra elementos contra alguém que possui foro privilegiado (como os próprios Tribunais Superiores têm decidido), não pode se converter em nulidade só porque agora chegou ao andar de cima
Se foram afastados cautelarmente servidores e outras autoridades para evitar interferência em investigações, é coerente e legítimo discutir que essa mesma providência seja aplicada nesse caso
A questão levantada pelo Aury não deveria ser de esquerda ou direita como a maioria está tratando, mas sim decidir se as regras do jogo valem para todo mundo ou se devem mudar conforme o jogador
Em bom português, é definir se a lei vale para todos ou se fica à escolha do freguês