Pai faz desabafo no velório de sua filha trans que foi vítima do crime de transfobia em Belo Horizonte:
“Será que uma trans não tem o direito de viver em paz? Agora perdi uma grande parceira, amiga, eu parei de sair de casa para ficar com ela.”
Aquela regra básica,
saber chegar,
saber sair,
agradecer por tudo
e pedir desculpas
por qualquer coisa.
pisar fofo, porque o mundo é grande,
e não gira ao nosso redor.
comprei um curso q vou levar 12 meses pra pagar pra um concurso q eu n tenho nenhuma chance de passar. as vezes eh sobre arriscar pq vai que deus permita q a gente viva o extraordinário ne
Depois que o Eduardo Paes disse que estava fechado com o Malafaia o cacique cobra coral abandonou a cidade do Rio de Janeiro.
A cidade tá sendo castigada
Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra na ABL, toma posse nesta sexta. Ela deixou o fardão e vai usar um vestido feito pelo barracão da Portela, a partir do croqui do vestido de Rachel de Queiroz. Pioneirismo em tudo.
Texto meu, para @Alma_Preta. https://t.co/mEFAXMbyRt
A polícia disse que Tiago Neves era traficante pq tinha um 🔺 no perfil. Ele não tinha mandado de prisão, não era investigado e não tinha antecedentes. Já, Kauã de Souza, 18, não postava nada desde 2022, o que seria "para eliminar possíveis provas".
Ninguém é conhecido por ter o “CV” no nome sem estar, de fato, vinculado ao Comando Vermelho. Isso é um fato. “Ravel do CV” não era um apelido artístico, era uma marca de território, um rótulo que carrega peso e violência.
Mas a questão aqui não é se ele pertencia ou não à facção. A discussão precisa ser outra, como a polícia o matou.
A certidão de óbito fala em “secção medular cervical, múltiplos ferimentos cortantes e fraturas de ossos da face”.
Isso não é confronto. Isso é execução. É mutilação. É o tipo de morte que não decorre de troca de tiros, mas de um método que busca eliminar, aniquilar, desfigurar.
E quando o Estado mata assim, ele ultrapassa todos os limites legais e morais que justificam o uso da força.
O problema é estrutural!
Há muito tempo, parte das forças de segurança no Rio de Janeiro opera segundo uma lógica de guerra, não de polícia.
Uma guerra sem regras, em que o inimigo real ou suposto não tem direito a se render.
A cena se repete, corpos com múltiplos ferimentos, tiros à curta distância, sinais de tortura, e o discurso oficial sempre o mesmo — “resistência à prisão”.
Mas o Estado não pode agir como facção.
A polícia não pode se transformar em uma máquina de vingança.
Porque quando o Estado mata como bandido, ele se iguala àquilo que diz combater.
E o resultado é esse, mais sangue, mais medo e menos justiça.
A pergunta que fica não é se ele era do CV. É: até onde a sociedade brasileira vai permitir que o Estado aja fora da lei em nome da lei?
É um atestado da falência da nossa democracia a imprensa divulgar quantos dos mortos tinham antecedentes como se isso significasse que pudessem ser mortos. Não importa. Se for suspeito, tem que ser investigado, condenado e preso.
é isso que radicaliza essas crianças e esse adolescentes, imagina a memória da sua infância ser vc tendo q carregar o corpo do seu vizinho/parente e ainda acreditar que o estado vai te ajudar