"A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra." (Lc 6, 27-29)
A esquerda que despreza o cristianismo só se lembra de Cristo quando pode usá-lo como escudo. Confundem misericórdia com permissividade, como se amar o pecador significasse absolver o crime. Mas desde Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, a Igreja ensina que a justiça é parte do amor: proteger o inocente é um ato de caridade, e punir o mal é restaurar a ordem que o próprio Deus instituiu. O apóstolo Paulo foi claro: a autoridade não traz a espada em vão, é serva de Deus para castigar quem faz o mal. O cristão não é chamado à covardia, mas à coragem moral. Cristo, que perdoou, também empunhou o chicote. O cristão que ama o bem não pode ser neutro diante do mal. Por isso, quando a polícia reage a criminosos, o cristão não celebra a morte, mas a vitória da ordem sobre o caos. Porque amar o bem é odiar o que o destrói - e a verdadeira paz só existe onde há justiça.