A verdade é: se o Flamengo atuasse com mais pragmatismo e menos midiatiasmo, já teria seua 3 jogadores no elenco, contratados, e atendendo as funções estabelecidas pelo treinador. Não seriam jogadores de 25, 30 milhões de euros. Mas seriam atletas úteis que contribuiriam com o coletivo.
Mas o Flamengo, sabem, né?
O caso Mickey Johnstone escancarou muito isso.
Em entrevista antes do treino desta quarta, o técnico Franclim Carvalho admitiu que brigar pelo Brasileirão este ano é "impossível" e apontou que era necessário reagir antes para entrar na disputa.
#Brasileirão#Botafogo#FranclimCarvalho#futebol
🚨 Wide Rotations: a evolução do lateral invertido
O que o PSG mostra nas laterais não é apenas movimento. É um **sistema de rotação posicional contínua**.
### O que é exatamente
Três jogadores (lateral + ponta + meia/interior) trocam de função dinamicamente durante a posse, formando **triângulos móveis**.
A equipe alterna entre estruturas como 3-1-6 e 3-2-2-3 sem parar o jogo para se reorganizar. A transição acontece com a bola em movimento.
Isso é uma versão mais avançada do lateral invertido clássico.
No modelo antigo, um jogador fixo (Zinchenko, Cancelo) saía da lateral para o meio.
Na Wide Rotation, **o papel em si circula** entre três jogadores diferentes.
### Por que essa tática existe
**1. Resolve o problema do lateral invertido isolado**
Quando só o lateral fecha para dentro, a beirada fica vazia. Com três jogadores rotacionando, a estrutura sempre mantém ocupação equilibrada da lateral, do half-space e do centro.
**2. Torna a marcação individual obsoleta**
Se o defensor tenta marcar “o lateral” ou “o ponta”, a rotação constante quebra essa lógica. O jogador muda de função a cada poucos segundos.
**3. Multiplica as variações de formação**
As mudanças de estrutura não dependem de substituições. Elas nascem naturalmente de quem está em qual posição da rotação naquele momento.
### O que ela produz
- Superioridade numérica constante nas laterais
- Menor risco de “buraco” defensivo na perda de bola
- Altíssima exigência de inteligência posicional coletiva
- Maior tempo de treino necessário (é bem mais difícil de automatizar do que o lateral invertido simples)
### E na Premier League?
Versões mais simples (rotação de dois jogadores) já apareceram:
- Manchester City (era Cancelo–Bernardo–Grealish)
- Arsenal (Zinchenko–Saka–Ødegaard)
Mas a versão completa de **três jogadores**, com a fluidez mostrada pelo PSG, ainda não é praticada de forma consistente nem pelos clubes ingleses mais avançados taticamente.
### E na EFL?
Se o lateral invertido simples já é raro no Championship, a Wide Rotation de três jogadores é praticamente inexistente.
Ela exige ao mesmo tempo:
- Qualidade técnica coletiva elevada
- Muito tempo de treino para sincronizar três jogadores
É a combinação das duas barreiras que já discutimos ao longo das análises anteriores — o que torna esse modelo ainda mais distante da realidade da segunda divisão.
### Resumo
A Wide Rotation é a evolução natural do lateral invertido.
Ela cria vantagens posicionais constantes, mas exige um nível de sincronização coletiva que poucos times no mundo conseguem sustentar.
O PSG está num degrau acima. A elite da Premier League ainda opera, na maioria das vezes, um nível abaixo. O Championship está bem mais longe.
Você consegue identificar essas rotações quando assiste aos jogos do PSG? 👇 🎥@TheTacticsApp
Se um dos tornados mais destrutivos do mundo atingisse a Cidade Maravilhosa, o maior perigo não seria apenas a força do vento, mas o que as montanhas fariam com ele.
O jornalista Cahê Mota usou uma fala de Luís Castro, técnico do Grêmio, para propor uma reflexão sobre os rumos do jornalismo esportivo brasileiro.
O treinador português defendeu o trabalho da imprensa, mas alertou para a busca pelo caos, a circulação de informações sem confirmação e a transformação da crítica em desrespeito. Para Castro, quando os limites são ultrapassados, o conteúdo deixa de informar e passa a estimular ódio e violência.
Cahê ampliou a discussão para além de um episódio específico. Segundo o repórter, o jornalismo precisa saber escutar, rever comportamentos e reconhecer o distanciamento crescente entre a imprensa e os profissionais do futebol.
“A forma como se procura uma notícia deve ser a mesma forma como se confirma uma notícia”, afirmou Luís Castro.
Em um ambiente dominado pela velocidade, pelos recortes e pela disputa por atenção, o alerta é simples: crítica faz parte do trabalho; irresponsabilidade, não.
Aqui neste Mural, buscamos informar sem sensacionalismo, apesar da paixão clubista declaradamente flamenga.
Criamos conteúdo original (Voz da Nação, MuralVerso etc), relembramos histórias, rimos de memes, damos dicas de palpites e também prestamos o serviço de informar nossos seguidores as principais notícias diárias sem dar palco para malucos e aventureiros.
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