@e_brietzke@reumalho Pensava que residência era critério para atuar como médico, tipo assim, sem residência sem possibilidade de trabalhar como médico.
Pois me explicaram que a medicina geral era um tipo de especialização, ou seja, o clínico geral era um especialista.
@Esmenia@savanahmontt Não precisa! Um bom psicanalista não precisa ser psicólogo, são áreas de atuação, a meu ver, diferentes.
É tanto que a psicanálise tem sido bastante criticada por alguns cientistas, muito por causa do seu método!
@carretasapatao@savanahmontt Essa conversa vai longe.
Na minha visão psicologia e psicanálise são coisas bem diferentes, há quem argumente que não.
Mas uma coisa deveria ser consenso, não existe curso de psicanálise fora das escolas de psicanálise, um psicólogo não se torna psicanalista estudando nas UFs.
@celio7x Esse papo de latino é coisa de estadunidense! Dentro deste contexto faz sentido. No entanto, existem muitos povos e culturas dentro desse molho latino.
Aqui no Brasil, por exemplo, há regionalismos, que tanto ditam tradição, como são usados como estereótipos.
E num continente?
Meus R$ 0,99 centavos sobre o caso da Polilaminina! (não que vc tenha perguntado)
Cientificamente falando, devemos ter muita cautela e SEMPRE apostar na hipótese nula - de que o medicamento/tratamento não tem efeito. O caminho normal da ciência é esperar o acúmulo de evidências. Se tivermos muitas evidências robustas para apoiar a hipótese alternativa - de que o medicamento/tratamento tem efeito - , então a gente muda de opinião.
Agora em termos de torcida, o ideal é acender uma vela, fazer contato com os seus santos mais próximos, fazer simpatias e até mesmo promessas. Seria realmente impressionante um medicamente capaz de resolver um problema tão complexo ter sido produzido no Brasil.
"Mas professor, que preconceito é esse?" É não pow. É conceito. Eu trabalho em Universidade pública. A situação não está fácil. Faltam insumos básicos para laboratório, às vezes falta até papel higiênico nos banheiros. Já vi várias vezes muitos professores pagando para ir para congressos acadêmicos do próprio bolso. Tenho uma colega que sobe 14 andares de escada todos os dias por medo de usar o elevador - que geralmente está quebrado.
Então, voltando para a gente não perder o foco, ciência custa caro. Não é tipo aquele cientista maluco que de repente tem uma ideia brilhante e resolve o problema. É um investimento de longo prazo que demanda investimento contínuo em pessoas e infraestrutura.
Tá vendo um caminhão de lixo ali no final da rua? Esse post é sobre ele e sobre a extrema desigualdade de renda do Brasil.
Meu filho recebeu um convite para brincar na casa de um amiguinho. Tomamos banho quente (ele sempre pede) e depois fomos escolher uma fantasia. Ele tem várias e hoje escolheu a do Hulk. Colocou uma sandália do homem aranha e saímos de bicicleta - ele na cadeirinha - para o nosso destino de brincadeiras.
No meio da ciclofaixa estava uma carroça puxada por cavalo e uma família de 4 pessoas revirando o lixo. O pai fazia o serviço mais pesado. A mãe separava algumas coisas. O filho mais velho - deveria ter uns 8 ou 9 anos - juntava latinhas e o outro menor estava olhando com um pedaço de isopor. Todos negros. A cena me impactou profundamente. Eu sei que essas crianças dificilmente terão as oportunidades e os privilégios que o meu filho já está tendo. Por isso que ainda fico chocado com as pessoas falando em meritocracia. Continuei o caminho e quando chego na minha rua me deparo com o caminhão do lixo que recolhe os descartes do que para aquela família é o ganha pão. Fim.
Os cortes feitos na proposta do PLOA atingem todo o sistema de ciência e educação:
- Universidades
- Institutos Federais
- Assistência estudantil
- Bolsas CAPES, CNPq e PIBID
- Avaliação da pós-graduação
- Unidades de pesquisa
Isso compromete o futuro do país.
Boa noite. Li com atenção seus ponderados argumentos, mas tomo a liberdade de discordar: as regras da Justiça não são as mesmas do jornalismo.
O papel da imprensa não é denunciar, julgar e eventualmente condenar, mas trazer a público, a partir de indícios e depoimentos, histórias que se quis ocultar, entre outras missões.
Não o faz a partir de provas cabais, como em um tribunal. O arsenal de que dispõem os jornalistas é baseado em fontes, cujo sigilo está garantido pela Constituição, operando sob um conjunto de normas corporativas que salvaguardem idoneidade, materialidade plausível e direito ao contraditório.
Um promotor não pode apresentar denúncia apenas sob esses critérios, muito menos um juiz condenar sem provas robustas. Muitas vezes, no entanto, somente há investigação e processo quando a imprensa dá um primeiro passo.
Da mesma maneira que seria absurdo aceitar denúncias e determinar condenações a partir de regras jornalísticas, o jornalismo estaria condenado à morte - para felicidade dos poderosos - se fosse obrigado a operar pelos mesmos padrões do Ministério Público ou dos tribunais.
Por fim, não sei se a matéria da jornalista @malugaspar é ou não consistente, ainda me parece cedo para qualquer avaliação. O que ela tem, no entanto, é o direito e o dever de apurar os fatos, a partir de indícios que já são públicos, como as relações profissionais da esposa do ministro do STF com o Banco Master.