A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Distrito Federal (OAB-DF) determinou a abertura de um processo ético-disciplinar contra um escritório de advocacia e seus seis sócios: Juliana Barcellos, Alexandre Barcellos de Moraes, Viviane Barcellos de Moraes, Ana Clara Constante de Moraes e Fernando Augusto Valentini Fritoli.
A decisão toma como base fatos apontados em relatório da Polícia Federal. Segundo a presidência do órgão, a medida visa zelar pela regularidade, ética e respeitabilidade da advocacia, assegurando a apuração rigorosa dos fatos junto aos órgãos competentes.
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Mendonça pagou pelo terno e parcelado! Mostrou os recibos, para desespero do Xandão e do Lule. Na fatura do cartão tem passagem p SP em 2x, VOO DE CARREIRA. As férias o cara parcelou em 10x!!! PRECISAMOS DE MAIS 10 MENDONÇAS PARA MORALIZAR O SUPREMO!
O GLOBO POR DENTRO | Uma pequena fresta entre uma cortina e um vidro foi espaço suficiente para o fotógrafo Brenno Carvalho fazer a imagem de Alexandre de Moraes sorrindo ao lado de outros ministros do STF ontem.
De plantão no Supremo, Brenno percebeu que os ministros não sairiam pela porta por onde normalmente deixam o prédio. Ao saber que eles estavam perto do elevador, mudou de posição e encontrou um pequeno vão, de onde conseguiu registrar o flagrante. Neste vídeo, ele conta essa história.
O registro, que teve ampla repercussão, foi feito um dia após a revelação da troca de mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro
#JornalOGlobo
O ataque de Moraes não é a André Mendonça; é à instituição. Não explica as suas relações com Vorcaro e usa a sua condição de ministro, em um inquérito fora do objetivo e das possibilidades regimentais e legais, e contra-ataca sujando deliberadamente a Corte de um modo irremediável. O Supremo está ficando do tamanho dos seus membros: nanico, mesquinho, ilegítimo, abusivo.
Por outro lado, Moraes mostra também um nível de delírio elevado: tudo o que atacam em Mendonça, formalmente, é o que Moraes está fazendo de modo muito piorado agora e não é de hoje. Então, o Supremo virou uma várzea, com homens menores apegados ao poder pelo poder e de modo amoral.
https://t.co/kZsrecDt71
Sinto muito que você esteja sendo atacado de forma tão virulenta, Xandão. Tudo o que você fez foi receber dezenas de milhões de reais de um banqueiro corrupto que roubou o dinheiro dos depositantes, depois falou com ele sobre como escapar da justiça, apagar a mensagem que enviou a ele, e intervir para ajudar o banco corrupto dele. Minha solidariedade.🙏
O sistema exige provas para abrir investigação sobre seus integrantes.
Mas, se as provas são apresentadas, diz que eles não podiam ter sido investigados sem autorização e que o relatório policial é nulo.
Não importa se o conjunto probatório contém apenas dados extraídos de equipamentos e outros achados obtidos sem diligência específica contra as autoproclamadas vítimas de abuso.
Ou se pede do zero a abertura de investigação e ela é recusada, ou ela é recusada porque não se pediu do zero.
Esse é o paradoxo que mantém a blindagem da casta, insultando a inteligência alheia. Se ficar, o bicho pega; se correr, o bicho come.
Já passou da hora, portanto, de a sociedade enfrentar esse bicho, em vez de ficar parada ou sair correndo.
Não há mais tapete para esconder tanta sujeira.
Eu tinha compartilhado esses dois vídeos em JUNHO de 2026 e até falei "O que o roteirista do Brasil está preparando para nós?"
Mas agora ficou BASTANTE claro o que o Ministro André Mendonça estava falando.
1.
“É um ataque à liberdade de imprensa e ao direito constitucional de sigilo da fonte”, disse Gilmar Mendes em 23 de maio de 2017.
Na ocasião, um profissional da comunicação alinhado às posições do ministro do STF teve suas conversas com Andrea Neves, irmã e assessora do então senador tucano e amigo de Gilmar, Aécio Neves (PSDB-MG), publicadas por um site de notícias.
Isto ocorreu não por ação de juízes da Lava Jato em primeira e segunda instâncias, nem por extração de dados de celular apreendido em operação de busca e apreensão; mas após o relator Edson Fachin, do mesmo STF, ter retirado sigilo de um lote de conversas que haviam sido gravadas pela Polícia Federal com autorização do próprio Supremo.
2.
A operação Patmos apurava crimes praticados por integrantes do grupo J&F, controlador da JBS, e usava escutas telefônicas em celulares de investigados como Andrea Neves, o que resultou na gravação de diálogos da irmã de Aécio com o profissional atuante na imprensa, que não era investigado pela PF.
Andrea havia sido presa preventivamente em 18 de maio de 2017, acusada de ter pedido R$ 2 milhões em propinas à JBS. Em troca, ela favoreceria interesses do grupo de Joesley Batista na mineradora Vale.
Em junho, a prisão preventiva da irmã de Aécio seria mantida pela Primeira Turma do STF por 3 votos a 2 (Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber contra Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello) e depois convertida pelo mesmo colegiado em prisão domiciliar. Em dezembro, ela seria liberada por decisão de Marco Aurélio.
3.
A celeuma sobre a responsabilidade pelo vazamento daquelas conversas específicas tomou o noticiário:
- o site apontou que uma transcrição havia sido incluída em pedidos de medida cautelar feitos pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo;
- a PGR, então comandada por Rodrigo Janot, alegou que a inclusão da conversa no processo era de responsabilidade da PF, que ele “ainda não deu a primeira entrada” em seus protocolos, e que “não divulgou, não transcreveu, não utilizou como pedido, nem juntou o referido diálogo aos autos”;
- a PF afirmou que fez as gravações por decisão judicial, que “somente o juiz do caso pode decidir pela inutilização de áudios que não sejam de interesse da investigação” e que a PGR “teve acesso a todas as mídias produzidas, em sua íntegra”;
- Fachin ficou em silêncio.
De concreto, o episódio desencadeou uma rixa entre o grupo de Gilmar e Janot, que renderia uma série de hostilidades pessoais pelos anos seguintes, contaminando a avaliação dos processos da Lava Jato.
“Está se desenhando no Brasil um estado policial, o que sempre foi combatido pelo Supremo Tribunal Federal”, afirmou Gilmar na mesma nota de 23 de maio de 2017, dando o tom que adotaria até hoje, junto com os comunicadores alinhados a ele.
Naquele mesmo mês, como então apontei no antigo Twitter, Gilmar - indicado ao STF no governo do PSDB - mudava de posição sobre a prisão em segunda instância, medida a favor da qual votara em 2016 e contra a qual votaria em 2019, levando à soltura de Lula. Em 2018, o petista Wadih Damous declarou que Gilmar - até então inimigo - havia se tornado “nosso aliado”.
4.
A ministra Cármen Lúcia - assim como entidades de jornalismo e a OAB - também reagiu ao vazamento, dizendo que “o Supremo tem jurisprudência consolidada de respeitar integralmente o sigilo da fonte”.
Ela ainda reiterou o “seu firme compromisso, de lutar, e agora, como juíza, de garantir o integral respeito a esse direito constitucional”.
Agora, porém, que um jornalista do Maranhão, autor de matéria sobre o uso de carro oficial do Tribunal de Justiça do estado pela família de Flávio Dino, teve o sigilo de sua fonte violado após busca e apreensão ordenada por Alexandre de Moraes, nenhum dos ministros veio a público defender esse direito, nem mesmo depois da operação determinada por ele contra o informante.
Podemos então concluir que esse é um direito relativo, disponível somente para profissionais amigos do poder?
"Se o senhor começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema".
Em 2018, Lula viu que a juíza que ia presidir a sua audiência era uma mulher e achou que podia crescer pra cima dela. Em tom intimidatório, exigiu saber: "o sítio é meu ou não é?!"
O que ele não sabia é que estava diante de uma juíza corajosa e correta, que não baixou a cabeça e lhe respondeu a frase que abre essa postagem:
"Se o senhor começar nesse tom comigo, a gente vai ter problema".
Em teoria, um episódio que deveria ter provocado êxtase entre feministas: uma mulher de fibra se impondo frente a um homem poderoso que tentava lhe rebaixar por ser mulher. Por alguma razão misteriorsa, entretanto, não foi bem isso que aconteceu.
Hoje o CNJ afastou a brava juíza Gabriela Hardt por DOIS ANOS em razão de sua atuação na Lava Jato. Alguma besteira qualquer. Segundo a reportagem, por ter homologado um acordo que posteriormente foi anulado pelo STF sem nunca ser cumprido e que, se tivesse sido cumprido, não teria rendido a Gabriela benefício pessoal algum.
O sistema pune Gabriela Hardt por sua participação na Lava Jato, que foi heroica.
Toda a minha solidariedade a essa mulher que um dia nos deu a esperança de que poderíamos ser um país melhor, onde poderosos respondem por seus atos.
Lula foi filmado convidando Alexandre de Moraes para tomar um café, assim como Jair e Flávio Bolsonaro tomavam com Gilmar Mendes.
Um dos requisitos de Jair para indicações ao STF, como as de Kassio Nunes Marques e André Mendonça, era “tomar tubaína comigo, pô”. E Flávio, o sabotador da Lava Toga e louvador do “garantismo” de Cristiano Zanin, relatou várias vezes seu tour em gabinetes do Supremo.
A diferença é que Moraes foi o relator que votou pela condenação do ex-presidente à prisão, enquanto Gilmar votou para aliviar Lula da cadeia e de suas condenações por corrupção e lavagem de dinheiro, ajudando também a blindar Flávio com foro privilegiado retroativo e veto à reabertura das investigações de rachadinhas.
O irmão de Gilmar, Chico Mendes, ainda foi eleito prefeito de Diamantino-MT com apoio presencial de Jair Bolsonaro e R$ 300 mil do fundo partidário do PL.
O advogado de Gilmar, Rodrigo Mudrovitsch, foi indicado por Jair Bolsonaro em 2020 para concorrer a uma vaga de juiz na Corte Interamericana de Direitos Humanos, órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA) do qual assumiu a presidência para o biênio 2026–2027.
Gilmar é blindado por baixo com seu amigo e ex-sócio Paulo Gonet na PGR e, graças a Jair Bolsonaro, também por cima, com seu amigo e advogado Mudrovitsch na Corte IDH, caso alguém recorra a ela contra o STF. “Esqueça qualquer crítica ao Gilmar”, resumiu o ex-presidente a seu filho Eduardo.
Algumas das confidências entre Jair Bolsonaro e o ministro do Supremo foram reveladas sem constrangimento pelo próprio Gilmar, como no caso do lamento da indicação do ex-juiz Sergio Moro como ministro da Justiça e da satisfação do decano com o então presidente por “tê-lo devolvido ao nada” (embora Moro seja hoje o líder das pesquisas para o governo do Paraná).
Já Moraes virou um aliado mais próximo de Lula em maio de 2023, quando, depois de outro cafezinho, o petista indicou ao TSE dois de seus camaradas: Floriano de Azevedo Marques Neto e André Ramos Tavares. Fora uma pequena desavença em relação à indicação de Jorge Messias para o STF, Moraes e Lula têm agendas e interesses comuns, como a regulação das redes sociais a pretexto de combater “fake news”.
As reuniões informais entre autoridades da cúpula dos Três Poderes, cada qual interessada em decisões da outra (não raro tomadas logo após esses encontros), são sintomas de um patrimonialismo cruzado, ou seja, da utilização do Estado como propriedade pessoal de ocupantes temporários de cargos públicos, alinhados entre si para satisfazer mutuamente suas ambições de poder e blindagem.
Os efeitos, no entanto, são distintos em cada episódio. A aliança entre bolsonarismo e gilmarismo contra a Lava Jato ajudou o lulismo, enquanto a aliança de lulismo e alexandrismo contra os alegados golpistas atrapalhou o bolsonarismo.
Como os Bolsonaro conseguiram ser aliviados no caso das rachadinhas, mas Jair e Eduardo acabaram condenados por tentativa de golpe e coação no curso do processo, eles usam as extrapolações de Moraes para conservar um discurso de vítima do sistema - o mesmo que alimentam desde 2019. Sem falar no apoio a Hugo Motta e Davi Alcolumbre no Congresso, e a outros candidatos do Centrão, como André do Prado e Arthur Lira, queridinho de Gilmar.
As tensões específicas entre bolsonarismo e Moraes, bem como entre lulismo e Mendonça (nos casos do INSS e do Banco Master), não escondem a realidade mais ampla de que ambos os lados, com seus enormes rabos presos, só querem um sistema para chamar de seu, à base de muito café e alguma tubaína.
Não pode entrevistas, rede social, cartas, vídeos e agora também não pode vídeo de IA com a imagem e voz de Jair Bolsonaro apoiando a candidatura presidencial do filho, mesmo sendo identificada a produção como IA e mesmo sendo inequívoco o apoio do pai ao filho.
E as decisões nem são do TSE, mas do Ministro da execução penal, essa nova criação brasileira.
Tudo isso virou um grande absurdo ilegal.
A REGRA MUDA CONFORME O DELATOR OU RELATOR?
No caso Master, Gilmar Mendes condenou a forma como André Mendonça está conduzindo a delação de Daniel Vorcaro. Disse que juiz não pode conduzir, influenciar ou participar de acordo de colaboração.
Mas quando o assunto é Mauro Cid, a indignação desaparece.
Moraes participou diretamente da audiência, deu ultimato ao delator, falou em prisão preventiva e advertiu que eventual rescisão da colaboração poderia atingir também o pai, a esposa e a filha maior de Cid.
E o Gilmar? Se emocionou, passou pano e chegou a exaltar Moraes como herói da "democracia".
Será que, pro Gilmar, juiz não pode influenciar delação ou só não pode quando a delação incomoda a pessoa errada?
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“Como o Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar’.”
Comentei essa alegação do senador Jaques Wagner (PT-BA) sobre o apartamento de R$ 2,45 milhões apontado pela PF como suposta propina.
Íntegra: https://t.co/WnQLIs4PDg.
O que a família Bolsonaro podia ter feito, para que Jair e Eduardo não estivessem condenados à prisão:
1) Gerir gabinetes sem funcionários fantasmas;
2) Apoiar CPI da Lava Toga para investigar Dias Toffoli, inclusive pela abertura do inquérito das fake news, contendo a escalada autoritária do STF na raiz, pelas vias constitucionais, em vez de se aliar a Toffoli e Gilmar Mendes em busca de votos e decisões favoráveis no caso das rachadinhas;
3) Apoiar o combate à corrupção, incluindo a prisão em segunda instância, que levou Lula à cadeia, mesmo que isso também levasse Flávio e outros aliados do Centrão;
4) Focar o governo Bolsonaro em resolver problemas reais do povo, não em atacar urnas eletrônicas pelas quais integrantes da família foram e ainda tentam ser eleitos;
5) Reconhecer a derrota eleitoral no mesmo dia da apuração;
6) Ficar no Brasil para fazer oposição ao PT e às más condutas de ministros do STF, em vez de pedir ao governo Trump para impor medidas não só contra Alexandre de Moraes, mas contra o Brasil, e ainda celebrar o tarifaço, tentando usá-lo como instrumento de barganha para intimidar e constranger autoridades envolvidas no processo contra Jair Bolsonaro.
7) Escutar os alertas e admitir críticas daqueles que, muito antes da família, já criticavam Lula, PT e ministros do STF; em vez de atacar todos nós como “traidores”.
Se fosse assim, no entanto, não seriam os Bolsonaro do Centrão, aloprados toda vida e gananciosos a ponto de pedir dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Seriam uma direita de verdade, decente, que não precisa se limpar na sujeira dos outros, nem é burra o bastante para se enrolar na própria corda.
O filme de ficção sobre um político que tentou combater o sistema, mas foi retaliado por ele, obviamente, nada tem a ver com a trajetória de Jair Bolsonaro.
O Bolsonaro real, quando veio à tona o funcionalismo fantasma da família, amarelou para o sistema e se aliou a ele contra o combate à corrupção e à impunidade de colarinho branco.
A prisão posterior de Bolsonaro, a despeito do juízo que se faça sobre a condução do processo e a pena imposta, nada tem a ver com combater o sistema, mas com atos resultantes de sua dificuldade de reconhecer a derrota eleitoral e sua necessidade de explorar teorias conspiratórias sobre as mesmas urnas eletrônicas pelas quais ele e seus filhos haviam sido eleitos.
O Bolsonaro real é aquele que distribuiu cargos a primo, advogado e aliados de Gilmar Mendes, que apoiou a campanha de seu irmão à Prefeitura de Diamantino, que mandou um filho esquecer qualquer crítica ao decano do STF e outro filho apagar a defesa da prisão em segunda instância em rede social, que abraçou Dias Toffoli em noite de sábado para celebrar a aprovação do apadrinhado de Ciro Nogueira para o STF, e que ainda avalizou que este mesmo Kassio Nunes Marques votasse a favor de Lula em processo da Operação Lava Jato.
Se a família Bolsonaro tivesse combatido o sistema a partir de 2019, recusando escambos e acordões em nome de princípios inegociáveis, não precisaria de uma ficção hollywoodiana bancada por um financiador do próprio sistema, como o “irmão” Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para se promover falseando a história do país. Bastaria a narração, ou o compilado, dos fatos objetivos.
Em certo sentido, no entanto, é preciso reconhecer que o filme sobre o cavalo azarão (de Troia) retrata perfeitamente o bolsonarismo: uma grande enganação, turbinada por outros enganadores.