Quando eles falam em cortar R$ 200 bilhões do orçamento, você sabe de onde eles vão cortar? Do Pé-de-Meia, do Farmácia Popular, do Minha Casa, Minha Vida, da merenda escolar, do Gás do Povo. E não vão dar aumento acima da inflação para trabalhadores e aposentados.
Toda vez que alguém da elite fala que vai cortar, eles cortam do sangue do povo e não dos ricos. Nós vamos manter e aprimorar todas as nossas políticas sociais.
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Agora é a hora da verdade: vamos ver quem realmente é a favor das trabalhadoras e dos trabalhadores do Brasil!
O fim da escala 6x1 significa 5 dias de trabalho, 2 de descanso e nenhum centavo a menos no salário.
Vamos saber quem é quem nesse país.
Me permito um desabafo:
O internauta médio vai culpar o governo pelo fim de mais um ótimo empreendimento no jornalismo.
Este mesmo internauta médio acha ridícula a ideia de pagar uma fração do dinheiro que ele gasta em cerveja e aposta num fim de semana qualquer em troca de acesso a informação de qualidade.
É a única profissão do mundo cujo trabalhador é ridicularizado por demandar remuneração. "É tudo de graça".
O fim do NE45 é uma pena tremenda, enorme. Mas é a consequência de bancar um modelo que se tornou semi-insustentável, graças a má vontade violenta das Big Techs (da qual não tem muito o que fazer) e da voluntária indiferença de um público que se orgulha da própria ignorância.
O caba não dá um like, não segue a turma nas redes, se rasga diante da possibilidade de ter que pagar por um paywall e depois fica lamentando performaticamente nas redes sociais que o jornalismo está morrendo.
Bem, tá morrendo porque a demanda está diminuindo. E não adianta culpar linha editorial - até porque, nesse caso, trata-se de um veículo independente.
Os conglomerados de mídia sempre foram e sempre serão conservadores em sua essência, porque é assim que a banda toca no capitalismo.
Diante disso, existem duas opções: abstrair o que não presta e apoiar o que é bom ou se informar pelo tiktok, nunca ter a informação completa e depois culpar a própria imprensa pelo seu desconhecimento.
O jornalismo brasileiro tem um trilhão de defeitos, mas falta um amor próprio de saber se vender. Ficamos presos ao coitadismo de "somos sofridos" ao invés de partir dessa premissa pra buscar maior suporte.
Nunca é legal botar o dedo na ferida do público, e ele definitivamente não é o culpado pelo fim do NE45, mas se a galera fosse consumidora tão diligente de jornalismo quanto dizem ser, projetos incríveis como este não teriam que aceitar patrocínio de casa de aposta pra começo de conversa.