Infernizaram as redes sociais nas últimas semanas, cobrando de forma implacável Nikolas, Michelle e outros nomes de grande influência no cenário político nacional.
Segundo os inquisidores digitais, o simples fato de esses líderes não se manifestarem exatamente como eles desejam já seria prova suficiente de "traição" à causa.
Eu até consigo compreender a ansiedade de alguns influenciadores por esse tipo de posicionamento (embora muitos deles observem o Brasil de uma distância confortável), sem enfrentar as consequências reais do que defendem. Mas transformar divergência de estratégia em acusação de traição é um nível de insensatez tão grande que chega a causar pena.
Agora, se existe tanta preocupação com a defesa da causa, por que essa mesma indignação desaparece quando o assunto é Ciro Gomes?
Esse político (bagre ensaboado) nunca escondeu sua oposição a Bolsonaro, já declarou que não apoiará Flávio, mas diante disso reina um silêncio quase absoluto. Muitos fingem não perceber o óbvio enquanto despejam toda a cobrança sobre os ombros de Michelle.
Então restam poucas possibilidades: ou parte dessa turma é hipócrita demais para aplicar o mesmo critério a todos, ou é "ingênua" demais para acreditar que, com o passar do tempo, ninguém perceberá que estava sendo usada por uma conveniente fonte internacional aDOSSIÊzada.
Lamentável.
Qdo Nikolas começou a fazer vídeos de fundo preto destruindo o gov Lula, Kimpaim começou a ataca-lo.
Qdo Michelle começou puxar as mulheres do Ceará para o nosso lado, kimpaim começou a ataca-la.
Qdo Zema começou a fazer filmes sobre o STF, kimpaim começou a ataca-lo.
O Carluxo confessou o erro errado, com sete anos de atraso e sem perceber que a família está cometendo o mesmo agora, de figurino trocado. Sobre os militares ele tem razão requentada, porque esse erro já havia sido avisado há muito tempo, o Olavo gritou em tempo real, no meio do governo, que aquela militarização de gabinete ia dar no que deu, que general de intendência não é conservador, que farda não é ideia, que quem passou a vida na caserna aprendendo a não ter opinião não ia descobrir uma aos sessenta anos por decreto, e apanhou por dizer isso, foi chamado de louco, de vaidoso, de criador de caso, pelos mesmos que hoje repetem o diagnóstico dele fingindo que pensaram sozinhos. O velho morreu com a razão no bolso e o Carluxo chega agora, ofegante, anunciando a novidade de 2019. Pois eu dou a ele a notícia seguinte, e de graça, o erro não era a farda, a farda era o sintoma, o erro era entregar o cérebro do movimento a quem nunca teve compromisso com as ideias dele, e é exatamente isso que a família repete neste instante com a cadela de Brisbane e a matilha, os novos generais de palácio, sem obra, sem doutrina e sem lealdade, ocupando o lugar que era das ideias, sussurrando no ouvido do poder, fabricando traidor interno e cobrando obediência em nome de um projeto que não é deles e que eles não saberiam soletrar. Trocou-se a caserna pelo canil, o quepe pelo microfone, o Q.G. pelo estúdio, e o vício é o mesmíssimo, terceirizar a cabeça do movimento a quem só quer usar o corpo dele. E se alguém pergunta o que o Olavo diria da cadela, a resposta é que ele já disse, está tudo escrito, o aviso de 2014 sobre a frente confusa e agressiva que capturaria os conservadores para destruí-los por dentro, o imbecil coletivo que late em coro e confunde o eco com pensamento, a regra de que com comunista não se dialoga, hoje afrontada por um canil que senta o trotskista na bancada e o chama de lúcido. O velho avisou dos generais, não ouviram, e custou um governo. Está avisando da matilha do túmulo, por escrito, e não estão ouvindo, e desta vez a conta não será um mandato, será a eleição que decidiria tudo, entregue de bandeja porque a direita, mais uma vez, preferiu citar o Olavo a cometê-lo.
O TIRANO DA LIBERDADE
Eduardo “Bolsojauro” só pode estar acometido de uma gastroenterite eosinofílica avançada. O homem parece desesperado. Tem produzido uma quantidade tão grande de anomalias verbais que já não resta alternativa senão concluir que sofre de uma gravíssima má absorção de nutrientes.
Transformou-se num americanófilo compulsivo e num perseguidor de antigos aliados do mesmo espectro político; um simulacro jaguara de déspota que parece confundir liderança com ressentimento. Quanto mais fala, mais dá a impressão de que seu objetivo é implodir o próprio campo político ao qual diz pertencer.
Esse citadino chupador de rôla de judeu parece ansioso para destruir a direita inteira, sequestrar um movimento orgânico e legítimo que se consolidou em torno do nome do próprio pai e garantir mais alguns denários para continuar desfilando pelos glamourosos hotéis yankees e financiando extravagâncias libidinosas pouco convencionais. Enquanto o Brasil afunda por conta do PT e das investidas cansadas do próprio 03 na terra da liberdade, ele segue desfilando seu entusiasmo cosmopolita, como se a aprovação dos salões estrangeiros fosse um troféu. Cessarei com os justos adjetivos; do contrário, parecerei os intelequituaixxx bolsonaristas.
O TIRANO DA LIBERDADE
Eduardo “Bolsojauro” só pode estar acometido de uma gastroenterite eosinofílica avançada. O homem parece desesperado. Tem produzido uma quantidade tão grande de anomalias verbais que já não resta alternativa senão concluir que sofre de uma gravíssima má absorção de nutrientes.
Transformou-se num americanófilo compulsivo e num perseguidor de antigos aliados do mesmo espectro político; um simulacro jaguara de déspota que parece confundir liderança com ressentimento. Quanto mais fala, mais dá a impressão de que seu objetivo é implodir o próprio campo político ao qual diz pertencer.
Esse citadino chupador de rôla de judeu parece ansioso para destruir a direita inteira, sequestrar um movimento orgânico e legítimo que se consolidou em torno do nome do próprio pai e garantir mais alguns denários para continuar desfilando pelos glamourosos hotéis yankees e financiando extravagâncias libidinosas pouco convencionais. Enquanto o Brasil afunda por conta do PT e das investidas cansadas do próprio 03 na terra da liberdade, ele segue desfilando seu entusiasmo cosmopolita, como se a aprovação dos salões estrangeiros fosse um troféu. Cessarei com os justos adjetivos; do contrário, parecerei os intelequituaixxx bolsonaristas.
A direita pós-Olavo: Esperança estilhaçada
Sem o professor Olavo, o movimento conservador abandonou os livros, se viciou em celular e hoje é escravo do algoritmo - e da corrupção da consciência
A direita que existe hoje e a direita de 5 anos atrás são fenômenos estranhos, alienígenas um ao outro – em resumo, as duas direitas são verdadeiras inimigas entre si. O estranhamento no enredo é que, no mais das vezes, estamos falando dos mesmos personagens: pessoas que, em algum momento, orbitaram Olavo de Carvalho. Muitos esperavam tal fratricídio pela disputa de legado – ou mesmo por cargos ou ego. Mas aquele fenômeno amplamente debatido em artigos e livros da “direita” acabou por trilhar caminhos que a tornaram uma quimera incapaz de se olhar no espelho. Agora que o mestre não orienta rotas nem prioridades com as broncas e palavrões que lhe eram peculiares, a direita dividiu-se entre uma máquina robótica falando de eleições ou pessoas solitárias que preferem nem mais comentar política, tal o grau de policiamento do pensamento que tem de enfrentar internamente. Isto enquanto testemunha-se fenômenos esdrúxulos, como uma nova “direita” cujas pautas são todas… de esquerda, do nacionalismo estatista jeca até a parceria com o PT para destruir a Lava Jato.
Tenho por princípio de vida odiar textos em primeira pessoa. Mas, devido a também ser coadjuvante neste embrolho, vejo-me obrigado a abandonar temporariamente meu princípio estético e comentar a última década não como espectador, mas também como partícipe. Mesmo não desejando nem chegar perto do poder, tive de cruzar com poderosos e ladrões – nem sempre escapando com a carteira intacta.
Desta feita, porém, meu relato será também um testamento – que já me cobraram inúmeras vezes. Funciona praticamente como a continuação do meu livro, que tantos me cobraram.
Olavo de Carvalho nos deixou na madrugada de 24 de janeiro de 2022, após cerca de cinco anos extremamente conturbados em sua vida – que já havia sido tão conturbada ao ponto do irreproduzível. Como definiu Filipe Martins, Olavo era um hápax legómenon, um fenômeno que aparece uma única vez dentro de uma língua ou cultura. Trabalhou com jornalismo (científico e esotérico), astrologia, passou bons anos dentro da escola perenialista (os verdadeiros donos do mundo), foi perseguido por um gênio louco como Frithjof Schuon, descobriu o Foro de São Paulo em um trabalho para a Odebrecht e foi massacrado pelo establishment petista na mídia e Universidade. Mas nada disso parece ter sido páreo para os últimos cinco anos de sua vida, justamente quando o “velho da Virginia” tornou-se mainstream: era uma borrasca de ataques, polêmicas, enrascadas e alguns siricoticos públicos a cada meia hora que deixou nosso filósofo atordoado, triste e perdido. Adicione ainda o Facebook, que acabou prejudicando demais não apenas sua última tentativa de ter paz na Terra, mas obnubilou seu próprio legado intelectual.
A verdade que precisamos confessar é que ninguém está resguardado da degradação da consciência que se tornou marca indelével dos nossos tempos. Por isso, é preciso entender como um movimento cultural, baseado em uma filosofia poderosa, foi reduzido à política partidária. Outro aspecto fundamental em uma mudança produzida na internet é entender o papel das redes sociais, que influenciaram demais o trabalho do próprio Olavo de Carvalho – e como a direita, que é tão baseada em passado e herança, pode lidar com algoritmos que não possuem um ontem. Precisamos entender por que trocamos estudo por notícias e intelectuais por influencers. Com um mapa de nossa situação podemos, talvez, pensar em um resgate da consciência e da imaginação.
Leia o artigo completo no novo site do Senso Incomum. Link abaixo 👇
Arthur, aproveitando que você gosta de pergunta com dia exato, deixa eu te fazer umas também: o que você fazia nos anos em que o MPF te apontava, com todas as letras, como líder da organização que desviava fundo de pensão de carteiro, o Postalis? Quer que eu publique as datas da Operação Rizoma, ou você lembra de cabeça? E já que a tua turma passa o dia berrando contra a toga, me explica por que você nunca conta que quem te tirou da cadeia foi uma canetada monocrática do Gilmar Mendes, contra o pedido expresso da procuradora-geral da República, que implorou duas vezes pela tua prisão e foi ignorada? Porque é curiosa essa tua vida, o beneficiário mais ilustre do garantismo do Gilmar liderando cruzada contra o garantismo do Gilmar, o acusado de fraudar aposentadoria de trabalhador cobrando conta de bar alheia em Dubai, e o homem que deve a liberdade à juristocracia fiscalizando a moral de quem nunca precisou dela. Responde essas primeiro, com dia exato se quiser, que depois o Brasil decide se te sobra autoridade para perguntar qualquer coisa a quem quer que seja.