@FDoSbt1@meb_anna_ O rombo será de aproximadamente 400 milhões de reais por ano.
Você realmente acha que o Flamengo conseguirá recuperar quantos % desse valor?
GloboNews largou a mão do Lula
Demétrio foi direto: “Lula virou refém das pesquisas. Aumenta Bolsa Família, muda imposto, agora acaba com as bets. Não existe mais governo. Existe um comitê de campanha.”
Até a Globo cansou de fingir que isso ainda é governo.
Muitos não entenderam a nota do Flamengo. Não é só sobre patrocínio. É sobre insegurança jurídica. É isso que esse desgoverno traz para todo e qualquer investidor. Ele muda as regras do jogo quando bem entende.
Se as Bet’s são boas ou não, pra mim pouco importa, mesmo porque não perco meu dinheiro com apostas; o foco principal é o perigo que esse governo representa para toda e qualquer empresa neste país.
Fora Lula
Flávio 22
Só em 2025, o Corinthians contabilizou dezenas de milhões de reais entre impostos e contribuições sobre receitas, encargos sobre a folha, impostos e taxas.
O Flamengo também paga dezenas de milhões de reais anualmente em tributos e contribuições, além dos encargos previdenciários e das parcelas do Profut.
Como associações sem fins lucrativos, Flamengo e Corinthians têm benefícios fiscais específicos. Daí a tratá-los como se não pagassem impostos há uma distância enorme — e facilmente verificável.
Há ainda os encargos sobre salários e o pagamento de dívidas tributárias antigas. O Flamengo terminou 2024 com aproximadamente R$ 200 milhões em impostos e contribuições sociais a pagar, boa parte referente a parcelamentos de IRRF, INSS e FGTS. Dívidas que vêm sendo amortizadas regularmente.
E a conta não termina aí. Os clubes mantêm modalidades olímpicas, investem na formação de atletas, empregam milhares de pessoas direta e indiretamente e cumprem uma função social que vai muito além do futebol profissional.
Então, o que exatamente o senhor presidente da República defende como alternativa? SAFs como a do Botafogo? Ou aventureiros como a 777, que passou pelo Vasco deixando um rastro de problemas? Sério?
Lula consegue condensar uma enorme quantidade de bobagens em poucos segundos. Simplifica um assunto complexo, ignora fatos básicos e transforma uma discussão que deveria ser séria em mais um discurso fácil para consumo político.
É triste ver que a única opção na eleição do dia 4 seja um homem capaz de tratar um tema relevante dessa maneira: com um discurso eleitoreiro, antiquado, desinformado, populista e que distorce a realidade.
O mais impressionante no debate sobre as bets é o quão raso ele vem sendo travado.
As pessoas — inclusive na imprensa — falam em proibição como se fosse possível, numa canetada, tirar as apostas do mapa.
Teimam em ignorar a realidade: perto de metade do mercado brasileiro está nas mãos de casas ilegais, que continuarão oferecendo seus jogos e “tigrinhos”, alimentando o vício de quem não consegue parar de apostar, sem pagar impostos, sem gerar empregos e sem patrocinar clubes de futebol.
É o velho caso de tirar o sofá da sala e aplaudir, como se a solução estivesse ao alcance das mãos.
A regulamentação era necessária. A discussão sobre publicidade, limites e mecanismos de proteção ao apostador também é.
Mas simplesmente eliminar as empresas regulares, que geravam empregos e pagavam bilhões de reais em tributos significa deixar a pista ainda mais livre para os operadores clandestinos.
Aliás, se a preocupação central fosse realmente a saúde das pessoas e o combate à ludopatia, seria difícil explicar por que apenas 1% dos recursos provenientes das destinações legais das apostas foi reservado especificamente à saúde.
Isso mesmo: quando Congresso e Governo Federal estabeleceram a divisão desses recursos, a saúde ficou com apenas 1% — justamente a área que deveria ter papel fundamental na prevenção e no tratamento da dependência em jogos.
Você sabia?
O Brasil levou anos discutindo como regulamentar as apostas esportivas. O Congresso aprovou, o governo regulamentou, empresas pagaram para operar legalmente no país, fizeram investimentos e passaram a cumprir regras de fiscalização, tributação e proteção ao consumidor.
Não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório.
Nenhuma regulamentação é intocável. Se existem problemas, as regras precisam ser aperfeiçoadas. Se precisam ser mais duras, que sejam. Quem descumpre a lei deve ser punido. Mas existe uma diferença fundamental entre aperfeiçoar uma regulamentação e simplesmente desmontá-la.
Isso é uma questão de segurança jurídica.
E segurança jurídica não interessa apenas às empresas de apostas. Interessa a qualquer pessoa, empresa ou instituição que invista, contrate e faça planos de longo prazo no Brasil confiando nas regras estabelecidas pelo próprio Estado.
A mudança atinge em cheio o esporte brasileiro.
Uma decisão dessa dimensão afeta o futebol profissional, as categorias de base, o futebol feminino, os esportes olímpicos e os campeonatos.
O esporte brasileiro não pode ser analisado apenas a partir da realidade financeira dos clubes de maior receita. E não são atingidos apenas os clubes, é uma cadeia que recebe um impacto imediato: empregos diretos e indiretos, empresas de comunicação, marketing e tecnologia, fornecedores, arenas, prestadores de serviços e toda uma cadeia econômica.
Atinge também a arrecadação pública. O mercado regulado gera recursos por meio de impostos e das destinações previstas em lei, que chegam aos cofres públicos e são destinados a áreas de interesse da sociedade.
Enfraquecer o mercado legal pode produzir uma combinação especialmente ruim: menos recursos para o esporte e menos arrecadação para o país.
E o brasileiro ficará mais protegido? Essa talvez seja uma das perguntas centrais dessa discussão.
Proibir as empresas que operam legalmente não significa acabar com as apostas. O jogo não desaparece e o mercado clandestino, que representa parcela expressiva da atividade, vai crescer e ocupar esse espaço.
Pesquisa do Instituto Locomotiva, realizada em maio de 2026 em todo o país com 2.291 apostadores, aponta a presença relevante de práticas associadas ao mercado ilegal. Estudo da LCA Consultores, baseado nessa pesquisa, estima que entre 38% e 44% do valor apostado online no Brasil ocorra atualmente em plataformas clandestinas.
Há um dado particularmente importante: a participação estimada do mercado ilegal caiu depois da regulamentação, passando daquela faixa de 41% a 51% em 2025 para 38% a 44% no primeiro semestre de 2026.
O jogo não vai acabar com uma canetada. O que acaba é a parte que o Brasil consegue regular, fiscalizar, tributar e responsabilizar.
E o resultado pode ser menos segurança para quem investe, menos recursos para o esporte e para o país e menos capacidade de fiscalização sobre a atividade.
O Brasil precisa combater o jogo ilegal.
Precisa proteger sua população.
Mas também precisa preservar a segurança jurídica, a capacidade de investimento e a sustentabilidade de suas instituições esportivas.
O esporte brasileiro não pode ser enfraquecido por uma decisão que não elimina o jogo, não elimina o mercado ilegal e ainda coloca em risco os investimentos, os empregos e os compromissos construídos dentro das regras que o próprio país estabeleceu.
@CaioGab49831067@MRoque78@semanuofc@DELAMORESEP E essas restrições aí são ao menos parecidas com as que os clubes brasileiros votaram? O que ajuda a ter jogador da base no elenco, é justamente essa de obrigar a ter jogador sub21, e isso nem foi pauta.