Sempre falaram, desde que existe o ECA.
Eu comecei a trabalhar em 1985, com 12 anos, 12! Como atendente de locadora e depois secretária de consultório.
E esses neandertais não enxergam que nessa idade temos que estar brincando e estudando, tabelas mesmos tenham começado cedo e defendem a máxima "se eu sobrevivi, essa criançada tem que sobreviver".
Há algum tempo eu estava em silêncio.
Nem todo silêncio é ausência.
Às vezes, ele é o tempo que a alma precisa para reorganizar a própria casa.
Durante muito tempo, achei que precisava correr mais, provar mais, resistir mais.
A vida me levou para lugares onde aprendi a andar com os leões.
No início, caminhei com medo.
Depois, caminhei com coragem.
Hoje, caminho por escolha.
Eu não preciso matar um leão por dia.
Descobri que os leões não existem apenas para nos desafiar.
Alguns aparecem para nos ensinar presença.
Outros, discernimento.
E alguns apenas caminham ao nosso lado para que a gente nunca mais esqueça quem se tornou.
Volto porque existem palavras que primeiro precisaram me reconstruir por dentro antes de encontrarem o mundo.
E presença foi uma delas.
Sou Ana Bluhm.
Integro ciência, carreira e consciência.
Aprendi que reconhecer potência é mais importante do que colecionar resultados.
Aprendi que toda pessoa carrega uma história antes de carregar um currículo.
Que toda ideia começa imperfeita antes de encontrar sua forma.
Que escutar, muitas vezes, transforma mais do que responder.
Meu trabalho é reconhecer essa potência, traduzir experiência em conhecimento e perceber a essência que cada pessoa traz antes mesmo que consiga organizá-la em forma de um livro, de um projeto ou de uma vida com mais sentido.
Aprendi a andar com os leões.
Não porque me tornei um deles.
Mas porque deixei de fugir.
Hoje, minha força não está na pressa.
Está na presença.
Não está na exaustão.
Está na profundidade.
Não está em provar quem eu sou.
Está em permanecer inteira enquanto caminho.
@joaomaringa@eduhonorato A que reclama que a fila não anda, mas enquanto reclama não vê que a fila já andou e pelo menos 10 pessoas já passaram pelo balcão.
@leokbelo13 A questão não é ser mais organizado, nossa geração é diferente e não nos acostumamos ainda a receber essa avalanche de informação. Mas essa geração pós pandemia sabe.