e foi como se não houvesse outro lugar a qual deveríamos estar, se não sentados naquele restaurante, ambos finalmente olhando a pessoa com quem iria começar a construir toda uma vida.
Morávamos bem próximos do outro, mas nunca nos encontramos lá, ele conhecia o meu pai e trocavam várias ideias, o que fui descobrir bem depois, então meu pai teria o “aprovado” se não tivesse partido, fomos trabalhar no mesmo lugar, mas mal nos falávamos, até que um dia ele +
simplesmente me chamou pra ir almoçar em um restaurante, e descobrimos que temos uma conexão extraordinária, e que nossas vidas esteve por muito tempo e de muitas formas interligadas indiretamente, até nos encontramos mesmo +
algo aleatório que eu sempre lembro quando episódios cruéis acontecem no brasil:
o lema do positivismo, que foi base filosófica de inspiração pra nossa bandeira, era:
“o amor por princípio, a ordem por base; o progresso por fim”
mas em nossa bandeira, deixaram o amor de fora.
às vezes tudo o que a gente precisa é de alguém que nos olhe com o cuidado de quem sabe onde dói. alguém que consiga traduzir mesmo os nossos silêncios. alguém capaz de compreender as muitas camadas de proteção que colocamos à frente das nossas fragilidades p/ não sofrermos mais.
se a gente não fizer uma autoanálise e uma autocrítica toda vez que a gente finalizar um ciclo, a gente vai continuar repetindo os mesmos ciclos ruins.
toda vez que o emicida canta
"irmão, vc ainda nao percebeu que voce é o único representante do seu sonho na face da terra? se isso nao fizer vc correr chapa, eu nao sei o que vai"
eu nunca sei se fico emocionada ou se choro de desespero