Prefiro ver cachorros em carrinhos do que acorrentados em um quintal, sem água e sem comida. A verdadeira preocupação deveria ser os maus-tratos, e não a forma como alguém escolhe cuidar do seu animal de estimação.
Se parar pra pensar, eu ñ tenho um melhor amigo. Eu tb n sou melhor amigo se ngm! E isso ñ quer dizer que eu ñ tenha uns poucos e bons amigos. Mas entendi essa parada e levo tranquilo. Na minha casa ñ entra qlq um. Bora que bora 🫰🏻
Trabalhei ate as 22 hrs, vim correndo doido pra chegar em casa, passei na padaria e comprei um kinder ovo pra minha filhota, dois bolos no pote, pra mim e pra minha esposa. E depois de uma semana pesada, termino assim. É a vida. O preço que se paga as vzs é alto dmais.
🚨O Governo Trump enviou uma carta ao Flavio Bolsonaro AGRADECENDO o apoio do senador do PL e reafirmando sua intenção em taxar o PIX. Eu disse, é o Tariflávio ir pros EUA que chega bomba por aqui. Desserviço total ao país.
🇨🇮✍️ A emocionante carta aberta de Yan Diomande à sua irmãzinha, publicada pel The Players’ Tribune:
Querida Roxane,
Lembra quando alguém comprou uma camisa falsa do United para mim, e eu escrevi “Ronaldo 7” nas costas com um canetão preto? A gente não sabia o que era rico ou pobre. A gente só conhecia a felicidade.
Lembra das 25 pessoas dormindo em uma casa só lá em Abidjan? A mãe queria assistir às novelas dela. Todo mundo queria assistir filmes. Lembra como eu sempre fingia que estava dormindo e depois ia para a sala da TV depois da meia-noite? Eu colocava a TV bem baixinha. Tipo, só duas barrinhas de volume. Eu assistia futebol no escuro e sonhava.
Lembra quando os adultos me viram jogando futebol na terra e me deram o apelido de “Roberto Carlos” por causa da força com que eu chutava? E lembra como eu ficava secretamente com tanta raiva disso, porque o CR7 era o meu ídolo?
Lembra quando eu fui jogar tão longe de casa? Eu tinha 9 anos. Inter Foot Sud Comoé, lá perto da fronteira com Gana. Só um garotinho sozinho. Não sei se algum dia te contei essa história, mas eu e as outras crianças costumávamos ir até a vila e roubar batatas porque estávamos com muita fome. A gente fazia um “assalto a banco”. Duas crianças distraíam o dono da loja, e outras 18 saíam correndo com duas batatas. Elas nem eram boas. Mas tinham um gosto incrível. Hahahah. Até hoje é minha coisa favorita para comer. Batatas cozidas com um pouco de óleo. Isso me lembra daqueles tempos.
Lembra quando ganhei minhas primeiras chuteiras de verdade, e eu dormia com elas? Crescendo, eu sempre jogava com aquelas sandálias brancas de plástico. Mesmo quando volto para casa agora, ainda jogo com elas. É a nossa tradição.
Lembra quando eu voltava para casa, e você dizia aos meus amigos do bairro: “Por que vocês pararam de treinar? Yan não vai comprar carros para vocês. Vocês precisam continuar trabalhando.” Você tinha 10 anos, e já era minha agente.
Lembra como a gente sentava e sonhava em se mudar para a França? Como a gente iria fazer compras, ter nosso próprio apartamento, e eu seria um jogador rico, com carros e uma casa grande, e você não precisaria se preocupar com nada. Você era a pessoa que sempre acreditou que eu poderia ser o próximo Cristiano, quando todos os outros riam.
Lembra quando eu me mudei para os Estados Unidos para fazer o ensino médio, aos 15 anos, e senti tanta saudade de casa? Durante meses eu não entendia o que ninguém dizia. Me colocaram sentado ao lado de um garoto francês, e ele tentava traduzir tudo o que a professora falava. Lembra quando eu te liguei dizendo: “Você não vai acreditar, as crianças aqui discutem com os professores.” Lá em casa, você sabe, a gente nem ousaria piscar para os mais velhos.
Lembra quando eu não conseguia acreditar que os meninos fumavam depois da escola? Você costumava dizer que parecia que eu estava em uma série de TV americana.
Lembra quando me levaram para fazer testes no Bournemouth? No Chelsea, Rangers, Olympiacos, Crystal Palace? Eze e Olise chegaram até mim depois de um treino e disseram: “Ei, garoto, você é muito bom.”… mas, mesmo assim, não me contrataram.
Até os times B da MLS não me quiseram. Eu nem sabia o motivo. Eles nunca me deram uma razão. Os adultos cuidavam de tudo. Eles só continuavam me levando pela Europa inteira, e todo mundo continuava dizendo não.
Meu visto acabou. Meu sonho acabou. Eles me mandaram de volta para a África, e nós choramos juntos. Você foi a única que nunca deixou de acreditar. Algumas semanas depois, assinei com o Leganés, e choramos lágrimas diferentes.
Isso foi na época em que eu ainda tinha emoções. Agora, eu não sinto nada. É como se eu nem fosse humano. Desde que você morreu, eu sou só um vazio.
Só deixo a letra aqui para vocês cantarem junto!
No corre-corre da cidade grande
Tanta gente passa, estou só!
O vento sopra pelo campo
E traz uma lembrança sua, estou só!
Já nem sei dizer qual desses lugares me dói mais
Mas sei me decidir porque cresci
Sou forte, estou pronto a lutar!
Eu fico louco, e a energia e o poder vão crescer
E bate, de repente, um desejo latente
Em romper limites e sonhar
Eu fico louco, mas um sorriso me faz entender, saber por que
Alguém esquece a dor e encontra no amor a força pra poder dizer
Arigatou gozaimasu!
Quantas vezes a felicidade
Tomou conta de todo o meu ser?
Quantas vezes tantas despedidas
Amargaram o meu coração?
Já nem sei dizer qual dos sentimentos marcou mais
Mas posso escolher o que quiser
Sou forte, estou pronto a lutar!
Eu fico louco, e a energia e o poder farei crescer
Desperto em minha mente um desejo ardente
Em romper limites e sonhar
Eu fico louco, nenhuma lágrima fará sofrer, entristecer
Se alguém lembrar do amor e trouxer o seu calor, o mundo todo vai dizer
Arigatou gozaimasu!