Nesse sábado, a Polícia de São Paulo foi chamada pra atender e impedir a tentativa de suicídio de Gustavo, um jovem de apenas 20 anos.
Os policiais chegaram ao local e o mataram com 45 disparos sob a justificativa de que ele “resistiu”.
Mas, conforme o Boletim de Ocorrência, as câmeras corporais mostram que ele apenas correu. Com ele, só foi encontrado um celular, que os policiais "confundiram" com uma arma.
É isso que se tornou a Polícia Militar de São Paulo sob a gestão de Tarcísio de Freitas, reeleito governador, e Guilherme Derrite, ex-secretário da Segurança Pública, agora eleito senador.
E é esse o futuro de todas as PMs do Brasil no mundo dos sonhos de Flávio Bolsonaro, defensor de milicianos e literalmente o advogado do policial que matou a menina Ana Clara, de apenas 5 anos, com um tiro de fuzil.
O Brasil tem 413 mil policiais militares. Independentemente de honestidade, integridade ou valores desses policiais, todos eles têm dias ruins.
E, pela ideologia do bolsonarismo, nenhum deles será treinado para proteger e cuidar da população.
Eles serão treinados sob a lógica da guerra, em que todo mundo é um inimigo em potencial e todo mundo quer matá-los. Onde todo celular na mão de um jovem é uma arma. E o policial que ousar falar de saúde mental será visto como fraco.
Eleger Flávio Bolsonaro é dar o poder pro policial que mata inocentes e dar o burnout, o esgotamento e o despreparo pros policiais que tentam protegê-los.
É a receita pro massacre cotidiano.
45 tiros não pode ser o procedimento pra atender quem está tentando um suicídio. Mas pode virar a regra para qualquer ocorrência.
Aos familiares de Gustavo, principalmente à sua mãe, que se sentou ao lado do corpo do filho e tentou conversar com ele, toda a minha solidariedade.
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