Recebi com tristeza e preocupação diversas mensagens de que ontem, no show de Ludmilla no Coachella, ocorreu uma projeção em que havia dizeres com conteúdo que ataca e ofende pessoas de religiões de matriz africana.
A realidade da nossa sociedade é a de que a intolerância e o racismo religioso existem, e estão se fortalecendo em favelas e comunidades do Brasil inteiro com o apoio das milícias, do crime, e da extrema-direita.
Quando se projeta essa realidade em um show do porte do show de Ludmilla no Coachella, é necessário refletir isso. Mensagens como essa, sem nenhum contexto, podem criar mais danos à luta pela liberdade religiosa ao invés de ajudar a combater essa realidade de preconceito e violência contra pessoas de axé.
A intolerância religosa precisa ser combatida. No nosso cotidiano, na sociedade civil, pelo judiciário, no parlamento, e nas artes também.
E as vozes que alertam e trabalham contra a discriminações, sejam elas religiosa, racial, de gênero e orientação sexual, precisam ser fortalecidas.
Que Lud aproveite esse acontecimento e trate oportunidade para avançar nesse debate e reparar danos causados. Não esperem que na caminhada de pessoas negras nós nos condenemos tão facilmente quanto quem condena pessoas da nossa cor por qualquer passo errado.
É preciso, sim, criticar e estar abertas à críticas, a refletir, se retratar e efetivar mudanças concretas para evitar que um marco histórico, como o ineditismo de uma mulher afrolatina comandar um show no Coachella, que muito nos orgulha e inclusive contou com uma mensagem minha de abertura, na semana passada, não fique marcado como um evento de criou dor e revolta para populações marginalizadas.
Eu respeitosamente discordo porque a Juliette era uma favorita que não dava trabalho. A torcida não precisava ficar na TL inventando narrativas, pedindo água pro Boninho e rezando pra ela não beber.
“Vcs já esqueceram de tudo que a Wanessa falou do Davi nesses 50 dias de programa?”
NÃO, tá tudo guardadinho e ele tá fazendo questão de mostrar o quanto ela tinha razão.
MULEKE, MANIPULADOR, MALDOSO, MACHISTA, COVARDE.