sempre que reencontro a criatura, encontro-a mais arruinada do que antes. e, como se não bastasse o suplício de vê-la definhar, descubro que também tenho me deformado à sua semelhança… ok, talvez seja tempo de reconhecer o elo que há entre nós.
bastam algumas horas sob o mesmo teto para que as fronteiras que nos separam comecem a se dissolver. ela sangra, e eu sinto o gosto do ferro na boca. ela chora, e é o meu rosto que fica molhado. ainda assim, resta uma diferença.
eu rezo.
ela grita.
@lenashfordd ah, acho que eu talvez só estivesse um pouco zangando demais quando escrevi isso por causa do que eu ouvi. no fim, a impaciência passou, e eu consegui voltar a ser gentil antes que retrucasse qualquer coisa.