É uma vergonha!
O teto constitucional é o limite máximo que um servidor público pode receber: hoje, R$ 46,4 mil.
Mas no TJGO teve magistrado recebendo R$ 295 mil em um único mês. Isso equivale a mais de 180 salários mínimos.
Enquanto o povo se vira com um salário mínimo, tem magistrado recebendo mais de seis vezes o teto constitucional.
Isso precisa acabar.
A deputada Tabata Amaral publicou um vídeo em que me critica por ter aprovado “apenas” 5 projetos na Câmara e me compara com Nikolas Ferreira, Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli.
É lamentável ver esse posicionamento de alguém do campo progressista, ainda mais no momento em que estamos.
Tenho muito orgulho dos projetos que aprovei, dentre eles a Lei das Cozinhas Solidárias, que ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome. Teria vergonha se tivesse votado a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro ou se fosse autor de uma lei que criminaliza as críticas ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza.
Fiscal da lei:
“A partir desta divulgação, o MPMG deixou de identificar promotores e procuradores pelo nome e passou a utilizar apenas um número de matrícula, o que impede que o público saiba quem recebeu cada valor.”
Difícil crer que desembargadores desses tribunais serão punidos pela decisão ou que os juízes e desembargadores desses tribunais terão de devolver os recursos. Os pagamentos comprovam que as decisões do STF não são seguidas em questões remuneratórias
Tribunais descumprem decisão do STF sobre penduricalhos e pagam salários de até R$ 495 mil a juízes. Juíza do DF recebeu R$ 495 mil após aposentadoria, maior salário registrado em maio. Tribunais afirmam que pagamentos seguem resolução conjunta do CNJ e CNMP (Folha)
Tribunais descumprem decisão do STF sobre penduricalhos e pagam salários de até R$ 495 mil a juízes. Juíza do DF recebeu R$ 495 mil após aposentadoria, maior salário registrado em maio. Tribunais afirmam que pagamentos seguem resolução conjunta do CNJ e CNMP (Folha)
Está claro que a solução não virá do Judiciário. O problema é que o cidadão não tem a quem recorrer: Tribunais e Contas e Ministérios Públicos também pagam supersalários. Chama interdependência de privilégios, integra o “custo Brasil”.