muitos dos meus amigos pararam de usar twitter e eu ainda estou aqui me sinto no front da festa eletrônica as 7 da manhã o sol espancando eu me recusando a ir embora só mais um tuíte e vou
e quando o caio fernando abreu escreveu pra hilda hist “acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar” and i really felt that
Sinto que o fim do Bar da Cledir foi um luto que a cidade não permitiu ninguém viver. Ninguém falou sobre, não teve notícia, não houve despedida. O risca-faca mais emblemático do centro de BH simplesmente deixou de existir em um dia qualquer, como se lugares também pudessem morrer em silêncio.
Aberto 24 horas, o bar atravessou incontáveis madrugadas entre desabafos com os amigos que só parecem fazer sentido depois das três da manhã e cadeiras voando, que davam um toque mais cultural e vivo ao local. Era boteco no sentido mais honesto da palavra: um lugar onde as pessoas chegavam sem filtro, às vezes para comemorar, às vezes para esquecer e, vez ou outra, para arrumar problema. Fazia parte.