Michelle descobriu o tamanho da Michelle
A reaproximação de Michelle com Flávio não é um gesto espontâneo de união é um ato de conveniência política.
Durante anos, Michelle ocupou a posição mais confortável possível dentro do bolsonarismo. Ela tinha a boa vontade do público do próprio marido e não sofria o mesmo escrutínio que caiu sobre Bolsonaro e seus filhos.
Não dava entrevistas difíceis, não precisava responder a perguntas hostis, falava em ambientes controlados, diante de plateias que já tinham saído de casa para aplaudi-la.
Nós conhecíamos Michelle Bolsonaro: a primeira-dama elegante, religiosa, recatada e distante das confusões.
Não conhecíamos Michelle, a operadora política.
Existem duas formas de descobrir quem uma figura pública realmente é:
A primeira é a imprensa desmontar a pessoa em mil pedaços, como fez com Bolsonaro e seus filhos.
A segunda é surgir uma briga grande o suficiente para que todos os envolvidos percam o controle da própria imagem.
Com Michelle, aconteceu a segunda.
Nos bastidores, ela construiu um núcleo próprio de poder para além do marido e passou a disputar indicações, espaço e protagonismo até com os filhos dele.
Enquanto tudo acontecia longe do público, funcionava.
Michelle aparecia como santinha, fazia o discurso bonito e depois atropelava quem precisava atropelar nos bastidores.
Bolsonaro deu um all-in.
Escolheu Flávio como seu pré-candidato à Presidência e confirmou essa decisão em carta de próprio punho.
A partir daquele momento, o arranjo anterior que incluia, Tarcisio, Malafaia, Michelle, Moraes, Gilmar, e outras figuras começou a desmoronar.
Michelle precisou sair da política de bastidor e entrar na primeira luta política pública de verdade da sua vida.
E escolheu enfrentar Flávio.
Michelle janjou
Alguém colocou na cabeça de Michelle que ela era maior do que o movimento.
Talvez tenham sido os aliados.
Talvez tenham sido os puxa-sacos.
Talvez tenha sido o aplauso constante.
Não importa.
Quando uma pessoa passa tempo demais ouvindo que é maravilhosa, perfeita, linda, grande e invencível, ela perde a capacidade de medir o próprio tamanho.
Ela janja e Michelle janjou.
Então veio o vídeo, todo produzido, inteiro roteirizado.
Todo pensado nos mínimos detalhes.
O vídeo era inteligente do ponto de vista da comunicação, mas completamente desconectado da realidade política.
Michelle começou atacando Ciro Gomes.
A lógica era simples: a direita já rejeita Ciro. Ao atacá-lo, ela pegava emprestada a simpatia natural do público e se enchia de razão. Depois, com o público emocionalmente do lado dela, transformava o vídeo em um ataque contra a candidatura de Flávio.
Era uma boa estratégia no roteiro, mas foi um desastre diante da realidade.
Nos primeiros minutos, apareceram os puxa-sacos:
“Gênio!”
“Corajosa!”
“Finalmente alguém falou!”
Quando a poeira baixou, o público fez o cálculo mais óbvio possível:
O que a direita ganha com Michelle atacando o candidato escolhido por Bolsonaro?
Nada.
O que o brasileiro ganha com essa disputa?
Nada.
Então o que Michelle deveria ter feito?
Ficado quieta.
A barata voou. 🪳
Os comentários se voltaram contra ela e, no dia seguinte, Michelle apareceu dizendo que não queria brigar.
Como assim não queria brigar?
Você produz um vídeo inteiro para detonar alguém e, depois que o público reage negativamente, diz que não queria confusão?
Não era um pedido de paz.
Era o recuo de quem percebeu que a primeira luta política de verdade estava saindo completamente do controle.
A produção do vídeo chegou a ser atribuída a profissionais ligados ao estilo de comunicação de Nikolas Ferreira. Nikolas negou qualquer participação e declarou que renunciaria ao mandato caso provassem seu envolvimento.
Independentemente de quem apertou o botão da câmera, o cálculo político foi o mesmo.
E deu errado.
A esquete dos Trapalhões
O resultado do ataque foi o enfraquecimento político de Michelle.
Ela deixou a presidência do PL Mulher. Em seguida, alguém do partido vestiu as calças extinguiu a presidência nacional da ala feminina e manteve apenas as estruturas estaduais, tirando da Michelle seu brinquedinho.
Então surgiu o Imparáveis MB.
A antiga equipe de comunicação do PL Mulher apresentou o perfil como um movimento capitaneado por Michelle.
Parecia o nascimento de uma força política autônoma.
Michelle não precisava mais do PL.
Michelle não precisava mais dos Bolsonaro.
Michelle era imparável.
Duas semanas depois, quando a repercussão começou a ficar ruim, apenas 6mil seguidores veio a explicação:
Michelle não criou.
Não pediu para criar.
Não lançou.
Não administra.
Não é proprietária.
E não se tratava de um movimento político, mas de um simples perfil “de homenagem” no Instagram.
A explicação soou como uma esquete dos Trapalhões.
O movimento imparável precisou parar para explicar que Michelle não tinha nada a ver com ele.
A mensagem política foi brutal:
Michelle com Bolsonaro é milhões. Michelle sem Bolsonaro não enche nem um perfil do insta.
A realidade chega nas pesquisas.
Depois veio a pesquisa para o Senado no Distrito Federal.
Michelle apareceu atrás de Leila do Vôlei nos dois cenários em que seu nome foi apresentado.
Além disso, registrou a maior rejeição entre todos os nomes testados, inclusive maior que a dos candidatos do PT.
Como existem duas vagas para o Senado, ela continuava competitiva.
Mas a imagem da eleição garantida foi destruída.
Se existisse apenas uma vaga, Michelle já estaria atrás.
A pessoa que havia entrado na disputa se enxergando como presidenciável começou a correr o risco de transformar uma eleição que parecia um passeio em uma briga real pela sobrevivência política.
Foi aí que a realidade explicou a Michelle o tamanho da Michelle.
Ela perdeu espaço dentro do partido.
Perdeu o controle da narrativa.
Aumentou sua rejeição.
Descobriu que seu movimento autônomo não era tão autônomo.
E viu que talvez nem a eleição para o Senado fosse a coroação garantida que imaginava.
Então chegou a hora da reconciliação.
O perdão mais conveniente do Brasil.
Flávio publicou mais um pedido público de desculpas, deve ser o terceiro do ano que a Michelle o obriga a pedir.
Michelle respondeu com outro vídeo, também cuidadosamente roteirizado, com semblante vazio, lendo teleprompter, dizendo magnânima:
“Eu te desculpo.”
Depois afirmou que os dois deveriam se unir para salvar o Brasil.
Mas como assim?
Ela descobriu agora que o Brasil precisa ser salvo?
No mês passado não precisava?
A eleição não existia?
A candidatura de Flávio não existia?
O país só passou a correr perigo depois que Michelle deixou o PL Mulher, perdeu espaço político e apareceu atrás de Leila do Vôlei?
Que oportuno.
Michelle não pediu desculpas pelo ataque.
Não reconheceu que errou.
Não assumiu que transformou uma divergência partidária em uma guerra pública contra o candidato escolhido pelo próprio marido.
Ela exigiu que Flávio pedisse perdão para voltar por cima:
Eu te desculpo.
Flávio aceitou porque precisa dos votos dela.
Quem pede desculpas na política nem sempre está errado.
Às vezes, está apenas contando votos.
Então tudo bem, Michelle.
Desculpa por termos nascido.
Você é uma rainha.
Uma princesa.
A princesinha do mar.
Agora podemos voltar a falar da eleição?
A realidade venceu.
Michelle não voltou porque Flávio a convenceu, porque descobriu que o ataque estava errado, subitamente compreendeu a importância da união ou ficou solidaria ao sofrimento dos brasileiros no governo Lula.
Ela voltou porque o partido, o público e as pesquisas explicaram de onde vem sua força.
A força de Michelle não nasce de Michelle.
Ela vem de Bolsonaro, do sobrenome, do público bolsonarista.
Vem das pessoas que olhavam para ela e enxergavam a esposa do líder que elas admiravam.
Michelle tentou medir forças com o movimento e descobriu que não era maior do que ele.
Tentou andar sozinha e viu seu tamanho diminuir.
Tentou enfrentar Flávio e acabou obrigada a aceitar uma reconciliação para preservar a própria candidatura.
Não foi Flávio quem venceu essa queda de braço.
Foi a realidade.
Michelle não voltou para salvar o Brasil.
Ela voltou porque descobriu que, sem o bolsonarismo, quem precisava ser salva era ela.
Rebeca Ramagem é oficialmente candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro.
Fé, coragem e muito trabalho. Nós nunca desistiremos do nosso Brasil! 🇧🇷
- Soberania.
- Triste pelos nossos criminosos.
- Bahia governada pelo PT há mais de 20 anos.
Resultado? Professora assassinada e vítima de saques após o crime.
Mas não teremos:
- Minuto de silêncio do Boulos
- Choro da Janja
- Vídeo indignado da Tabata Amaral.
A vítima não serve à narrativa!
A escola de samba que fez propaganda antecipada para o Lula está fugindo do processo.
Mas se você for acusado pelo STF, atropelam todo procedimento formal e te pegam de todo jeito.
🚨ATENÇÃO: Wall Street Journal publica artigo que acusa Alexandre de liderar "golpe de Estado" no Brasil; artigo menciona decisões contra Bolsonaro, censura das redes e anulação das condenações de Lula
🗣️DEU RUIM| O dono do Metrópoles, Luiz Estevão, é citado em investigação da PF sobre suspeita de venda de decisões no STJ em benefício de seu grupo empresarial.
O mesmo portal que tentou associar Flávio Bolsonaro à Copenhagen, empresa da teia de Vorcaro, agora aparece no centro de outra história pesada.
O Metrópoles, segundo Flávio, teria recebido R$ 1,2 milhão da mesma empresa. E, segundo a Folha, o Banco Master repassou R$ 27,2 milhões ao portal entre 2024 e 2025.
O mundo não gira. Ele capota.
O Governo Lula está escondendo os detalhes de quatro novos impostos que serão cobrados ainda mais do povo brasileiro: o CBS, o IS, o CIB e o Split Payment. Ninguém sabe ainda os valores ou como será essa cobrança. O desgoverno só estabelecerá os valores e mais detalhes após o segundo turno das eleições.
"Traidor tem de ser enforcado."
Lula continua incitando a extrema violência política.
O petista se converteu em um bandido em todos os sentidos.
https://t.co/scUYJerKXd
E ainda assim o TSE de Moraes, nas eleições de 2022, me ameaçou de multa para me forçar a deletar meus posts em que eu relacionava a amizade de Lula com o ditador da Nicarágua Daniel Ortega.
Moraes proíbe visitas a Bolsonaro, exceto as de advogados, a menos que o advogado seja Flávio. Em resumo: proíbe Flávio de entrar em contato com o pai.
Moraes proíbe manifestações político-partidárias de Bolsonaro, inclusive por meio de terceiros. Em resumo: proíbe Flávio de falar ao Brasil em nome do pai.
Moraes permite que Flávio seja candidato, mas impede que associe sua candidatura a Jair Bolsonaro e ao bolsonarismo.
Na prática, Moraes proibiu o bolsonarismo nas eleições
Fernada, esposa do Flávio entra na campanha do marido em uma caravana feminina pelo Brasil.
O Globo para anunciar tem que mencionar “denúncia de rachadinha” no título para tentar assassinar a reputação dela.
Na metade do texto eles soltam a verdade que muitos não vão ler: Foram apenas denúncias e nada foi encontrado de irregular.
Denúncias qualquer um faz, ser denunciado é diferente de condenado, mas os liberais só vão usar a manchete para fazer campanha para o Lula.
Isso não é jornalismo, isso é mais uma tentativa de assassinato de reputação. O método se repete.
Então quer dizer que o decreto de censura das redes sociais e de acirramento em cima das big techs começa a valer amanhã.
E depois o Lula e o consórcio da imprensa vão dizer que a Secção 301 foi uma coisa injusta.