Faz tempo que eu quero falar sobre isso e acho que agora é um bom momento para fazer essa reflexão com mais calma.
Eu vejo muita gente reclamando aqui no Twitter/X que conteúdos de denúncia de violência contra a mulher acabam sendo removidos ou tendo problemas no Instagram. Ao mesmo tempo, aqui, vídeos e imagens de mulheres sendo agredidas, com o rosto e o nome das vítimas expostos, muitas vezes alcançam números absurdos.
E a gente precisa discutir o que acontece quando a denúncia acaba alimentando exatamente as redes que se organizam em torno do ódio contra mulheres.
Existem comunidades, grupos e fóruns misóginos que compartilham esse tipo de conteúdo não para denunciar a violência, mas para celebrá-la, humilhar a vítima, reforçar discursos de ódio e alimentar outras pessoas com esse material.
Então existe uma pergunta que nós precisamos fazer sobre a forma como denunciamos: quem estamos expondo?
Porque quase sempre a imagem que circula é a da mulher.
É o rosto dela.
É o nome dela.
É o vídeo dela sendo violentada.
É a história dela sendo repetida milhares de vezes.
Enquanto o agressor muitas vezes desaparece da narrativa.
A gente precisa inverter essa lógica.
Quando houver informação pública, verificada e juridicamente segura para isso, precisamos dar visibilidade a quem praticou a violência. Nomear o agressor identificado, o feminicida condenado, quem foi denunciado ou investigado, deixando sempre muito claro qual é a situação de cada caso.
O centro da denúncia precisa deixar de ser a exposição da vítima.
Porque existe uma diferença enorme entre denunciar a violência e reproduzir indefinidamente a violência sofrida por uma mulher.
Eu já vi o que acontece quando o foco muda. Mulheres começam a compartilhar informações, outras vítimas encontram coragem para relatar experiências, surgem novas denúncias e se forma uma rede de solidariedade e responsabilização.
E os homens também precisam participar disso.
Não apenas deixando de questionar mulheres que denunciam, mas ajudando a construir uma cultura em que a vergonha e o peso social da violência estejam sobre quem agride, não sobre quem sofreu a agressão.
A gente não pode permitir que, mesmo involuntariamente, uma denúncia vire material de consumo para comunidades que odeiam mulheres.
Precisamos proteger as vítimas, preservar sua dignidade e responsabilizar os agressores.
Menos exposição da mulher violentada.
Mais responsabilização de quem pratica a violência.
Esse debate é urgente.
A gente precisa virar esse jogo.
- Estava com saudade de visitar meu pai, mesmo tendo passado apenas uma semana desde a última vez. Hoje tive novamente a oportunidade de estar com ele em sua prisão domiciliar ilegal e desumana, ficando um pouco ao seu lado - às vezes conversando, às vezes apenas em silêncio.
- O Velho está magro, não tem vontade de se alimentar e segue enfrentando intermináveis crises de soluço e vômitos. Dói demais ver tudo isso, mas sinto como obrigação compartilhar um pouco da realidade do momento com todos que estão sofrendo junto conosco.
-Agradeço de coração pelas orações - continuem firmes!
Um forte abraço a todos!
O Movimento Palestra Sinistro vem por meio deste manifesto, expressar seu apoio neste segundo turno das eleições presidenciais ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, e convocamos você palmeirense, a também manifestar o seu apoio a única alternativa eleitoral possível +
Pessoal sempre que eu posto conteúdo do Lula vocês compartilham muito, mas agora eu quem tô precisando fazer esse conteúdo rodar! É mais uma pancada no mascote da milícia! Me ajudem compartilhando por favor! Último pedido, prometo! 😬
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A partir do dia 16 de agosto os candidatos a algum cargo na eleição de 2 de outubro podem pedir voto oficialmente. Já o eleitoral no rádio e na TV começa no dia 26.