O pôr do sol sempre despertou em mim um estranho sentimento de pertencimento, como se, por alguns instantes, eu finalmente estivesse em casa. Em meio a uma vida tão barulhenta, sempre imaginei que o meu verdadeiro lar fosse um lugar onde o céu se pinta de laranja no fim da tarde
o vento toca meu rosto com calma e meus pés encontram a grama. Há um silêncio que não pesa, apenas as ondas do tempo desacelerando dentro de mim. É um abraço invisível, uma paz difícil de explicar, mas impossível de esquecer. Como se, naquele instante, tudo finalmente estivesse