@opapoeconomico No caso, instituições serias de pesquisas não funcionam assim. Tem todo um protocolo a ser seguido. Um presidente pode pedir, é justo. Mas não funciona como queremos não.
Vc viram isso? Depoimento de Gilbson Cutrim aponta quem mais estava acompanhando a tal reunião diretamente do estacionamento do Tech Office… rapazzzzzz!!!
Flávio Dino tirou o sigilo de suas decisões sobre o caso no Maranhão. É o caso "inicial", digamos assim, que levou à polêmica sobre proteção do sigilo de fonte de um jornalista local. O que tem lá:
Esquema pesado com um homicídio (2022) ligado a propina em contratos públicos. Esse assassinato virou porta de entrada para investigar corrupção na cúpula do poder estadual.
O governador Carlos Brandão é apontado como líder de organização criminosa, na hipótese investigativa da Polícia Federal. Trecho:
"Gilbson Cutrim Junior desempenhava função operacional no fluxo dessas tratativas, atuando na circulação de expedientes e valores em espécie entre integrantes do núcleo político, após interlocução direta com DANIEL ITAPARY BRANDÃO e com Governador CARLOS BRANDÃO, identificado como provável líder da organização criminosa ora investigada."
Daniel Itapary Brandão é sobrinho do governador.
Um senador da República (Weverton Rocha) é flagrado, por dados extraídos do próprio celular, pressionando um ministro do STJ (Humberto Martins) para blindar aliados numa sindicância.
Um agente da Polícia Federal é pego vazando informações sigilosas da investigação e se passando por integrante da equipe.
Um ex-secretário de Estado (Raimundo Cutrim) paga dezenas de milhares de reais para o colaborador da Justiça, que estava entregando o esquema, mudar o depoimento, e acaba preso.
E ainda há uma ponta de desvio de emendas parlamentares envolvendo um deputado federal já condenado por corrupção (Josimar "Maranhãozinho").
As peças trazem buscas e apreensões, quebras de sigilo em cascata e prisão decretada, tudo tramitando junto no STF por conexão (art. 78, III, do CPP). Dino deixa claro, no entanto, que com o avanço das investigações poderá "ratificar a competência" do STF ou "determinar o desmembramento" e enviar partes do caso a outras instâncias. Ou seja, essa concentração no STF é declaradamente provisória
Dito isso:
1. Procura-se quem segue achando que Dino deve andar pelo Maranhão sem carro blindado e escolta fornecidos pelo Estado, quanto mais tratar isso como uma espécie de crime digna de ser "denunciada" por algo que se assemelha a jornalismo;
2. Esse não é o inquérito que envolve o jornalista Luís Pablo, que está nas mãos de Alexandre de Moraes, mas que tem ligação com esse caso.