A maternidade é similar a um crime, mas de condenação e prisão perpétua. Porque até um crime grave como o de matar alguém, te dá opção de se redimir em algum momento, na maternidade não.
Ninguém fala do ódio e do gatilho que é ser mulher, ter uma filha adolescente, sair com ela na rua, perceber e ser impactada com a quantidade de assédios e importunação sexual DE HOMENS MAIS VELHOS e ASQUEROSOS.
Eu só sinto ódio, nojo e vontade de cometer crimes contra eles.
essa semana eu estava no ônibus e logo que estava próximo de descer no meu ponto, um homem me olhou nos olhos e imitou um macaco pra mim. Isso mesmo, IMITOU UM MACACO.
Eu me senti gelada e paralisada e o que eu pude fazer? Nada.
E é assim que a nossa vida segue.
Pois é, as mulheres pretas em grande escala sobrevivem no mundo sozinhas porque o adoecimento que o racismo produz faz com que ninguém sustente ou queira amenizar as dores dos nossos dias, que ninguém sustente o peso que é ver a gente dando conta de tudo SOZINHA
O racismo produz um adoecimento tão fudido e profundo nas nossas vidas à ponto de acometer a maneira que nos relacionamos consigo e com o mundo, considerando principalmente as relações românticas. Nos torna vulneráveis à um ponto que ninguém sustenta permanecer.
eu continuo sobrevivendo sem me conformar sobre como coisas simples, mas de grande valor e importância, são negados e inacessíveis pras mulheres pretas.
Mais um apagão na zona sul e eu imagino que deve ser o arrombado do Ricardo Nunes fazendo fio terra com toda a fiação da CARALHA da cidade de São Paulo
Ninguém fala da tristeza absurda que é a vida das mães sem rede de apoio que tem vida sexual ativa e não podem nem dá uma gemidinha alta dentro de suas próprias casas pra não traumatizar a cria.
2025
Ano de Iansã e Xangô ✨
Exú mandou dizer que é o ano da justiça e de novos ventos. Que Iansã não virá em forma de borboleta, mas em forma de Búfalo, mostrando toda sua bravura, força e determinação.